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Planos
06.04.18
ED. 5841

CCR trafega entre os trilhos da Invepar e da Supervia

Sergio Andrade e as herdeiras de Sebastião Camargo “laranjaram” sua delação na voz de prepostos, terceirizaram sua culpabilidade e agora, ainda que por vias oblíquas, parecem comprovar que o malfeito às vezes compensa. O elogio à esperteza e à dissimulação ganha forma por meio de um grande projeto de consolidação na área de concessões públicas capitaneado, indiretamente, por Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Controlada pelas duas empreiteiras, a CCR avança simultaneamente sobre a Invepar, leia-se OAS e fundos de pensão, e a Supervia, pertencente à Odebrecht.

A dupla aquisição daria à empresa a supremacia do transporte sobre trilhos no Grande Rio, juntando sob o mesmo guarda-chuva as concessões do Metrô e dos trens urbanos da cidade – leia-se uma receita somada da ordem de R$ 1,4 bilhão/ano e uma média de aproximadamente 1,2 milhão de passageiros/dia. Mais do que isso: a CCR se firmaria como o grande grupo privado de transporte público do Rio, detentor de boa parte do direito de ir e vir do carioca – a empresa é acionista também das Barcas S/A e do VLT. Nada contra a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa, mas a possibilidade da dupla enfeixar a Invepar e a Supervia confirma o quanto o Brasil é mesmo macunaímico.

A Lava Jato da qual Sergio Andrade e as “meninas” da Camargo conseguiram se evadir é a mesma que empurra a Invepar e a Supervia para o seu colo. É possível dizer que as duas empresas só estão no balcão devido ao efeito devastador da Operação sobre seus respectivos acionistas. Depois de se desfazer das suas participações no Galeão e na Embraport, a Odebrecht Transports se vê obrigada a colocar à venda o controle da Supervia. Por sua vez, a negociação da Invepar é resultado do desmonte da OAS, que entrou em recuperação judicial com uma dívida de quase R$ 10 bilhões.

No caso da Invepar, a conjugação de fatos favoráveis à Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa é ainda mais contundente. A CCR sempre correu por fora na disputa pela empresa. Agora, no entanto, passou a uma posição privilegiada. Segundo o RR apurou, as negociações entre o Mubadala, a OAS e o trio Previ,Petros e Funcef perdeu fôlego depois que o fundo árabe se uniu à francesa Vinci. Esta entendeu que as cifras da operação estavam altas demais. Resultado: o Mubadala recuou, reduzindo o valor apresentado originalmente. Além da posição hegemônica no Rio, a compra da Invepar teria outro importante benefício para a CCR e seus acionistas. Hoje, o portfólio de ativos da empresa tem um tempo curto de duração: a maior parte das concessões vencerá entre cinco e dez anos. Por  sua vez, a carteira de ativos da Invepar é mais longeva, com vencimento médio em 20 anos.

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06.04.18
ED. 5841

Light A e light B

A Cemig avalia fatiar a Light, com a venda em separado das áreas de distribuição e geração. Para os ativos desta última, já teria uma oferta da chinesa Shangai Electric.

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06.04.18
ED. 5841

Lisboeta

Gilmar Mendes estuda comprar uma casa em Portugal, seu segundo país. Poderá, assim, hospedar seus muitos amigos, como João Doria e FHC, que participam do seminário do IDP. O evento já é uma tradição lisboeta.

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06.04.18
ED. 5841

Síndico ausente

O BNDES, responsável pela formatação da venda da Cedae, tem encontrado dificuldades de interlocução com o governo do Rio. Depois que o dinheiro do BNP saiu, como antecipação da venda da empresa, Pezão perdeu o interesse pelo assunto. Aliás, pelo
que o governador se interessa?

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06.04.18
ED. 5841

Semente chinesa

A chinesa EuroChem, que comprou o controle mundial da Syngenta, está montando um cinturão de startups na área de agrotecnologia no Brasil. Não demora muito e os chineses vão despejar sementes transgênicas no mercado mundial.

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06.04.18
ED. 5841

Plebiscito para privatizações é a nova bandeira de Ciro

O professor de Harvard e assessor da campanha de Ciro Gomes, Roberto Mangabeira Unger, levou ao candidato a ideia de fazer um plebiscito sobre a privatização das grandes estatais. Na concepção de Mangabeira, as empresas públicas pertencem ao povo brasileiro, não cabendo a decisão de se desfazer delas sem a consulta direta. Se o eleitor aprovar, então estará legitimada a venda. Caso contrário, elas estarão protegidas da dúvida permanente em relação ao seu estatuto jurídico e à continuidade dos seus planos. O professor de Harvard separa as questões da legitimidade das privatizações e da exigência de que as companhias estatais sejam submetidas a uma eficiente gestão, com rigorosos padrões de compliance e accountability. Depois do ocorrido com a Petrobras ninguém pode sequer pensar que controles e prestações de contas não são prioritários. A sugestão de Mangabeira vai ao encontro da crítica de Ciro à venda
de ativos que garantem a autonomia energética do país. Assim, o pedetista vai para a campanha sem dizer se privatiza ou não, mas que vai ouvir o povo sobre a sua decisão.

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06.04.18
ED. 5841

A superagência micou

Blairo Maggi não se ilude. Apesar de toda a mobilização da bancada ruralista, o projeto de criação de uma superagência de defesa agropecuária, que encamparia até mesmo funções da Receita Federal, não deverá passar pela barreira do Ministério da Fazenda. Mesmo com a saída de Henrique Meirelles, que sempre detonou a proposta. O sucessor e mímico de Meirelles, Eduardo Guardia, já sinalizou que também é contra o “Frankenstein regulatório”.

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06.04.18
ED. 5841

“Aviancas” não se encaixam

O nome é o mesmo, o controlador é um só, mas a Avianca Holdings e a Avianca Brasil parecem ter decolado de planetas diferentes. Os estudos para a fusão entre as duas companhias aéreas de German Efromovich já teriam estourado todos os cronogramas: a cada momento surge um ponto de incompatibilidade entre elas. O desencaixe vai desde o modelo de governança às dificuldades de integração entre os respectivos sistemas de venda de passagens. Para completar, há ainda divergências com o investidor salvadorenho Roberto Kriete, acionista minoritário da colombiana Avianca Holdings.

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06.04.18
ED. 5841

Rota alternativa

Enquanto o Programa de Parcerias de Investimentos (PPIs) caminha em marcha lenta, a Arteris – leia-se a espanhola Abertis e a Brookfield – volta suas baterias para o pacote de concessões que o governo do Mato Grosso pretende leiloar neste ano, orçado em R$ 1,5 bilhão. Com atuação concentrada em São Paulo, o grupo busca uma porta de entrada no sistema logístico do Centro -Oeste. Um dos alvos seria a operação da MT-100, na região do Alto Araguaia.

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06.04.18
ED. 5841

Candidato da fé

O pastor Marcos Pereira, presidente do PRB e ex-ministro de Michel Temer, está cotado para ser o vice o empresário Flavio Rocha. Seria a chapa “Nós na Terra e Deus no Céu” – o próprio empresário frequenta a Igreja Sara Nossa Terra.

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06.04.18
ED. 5841

Chapa dos sonhos

Com a filiação de Eduardo Paes, o DEM já pensa em uma “chapa dos sonhos” para o governo do Rio: Paes na cabeça e Cesar Maia de vice. Faz tanto sentido que, se não for isso, deveria.

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06.04.18
ED. 5841

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CCR, Invepar, Odebrecht, Mubadala, Cemig e Avianca.

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