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Planos
07.03.18
ED. 5820

Lemann tempera a consolidação no setor de fast food

Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles caminham para criar a maior holding de fast food do Brasil. O RR apurou que o 3G Capital entrou na disputa pela International Meal Company (IMC), dona, entre outras, das redes Viena, Frango Assado e Batata Inglesa. As conversações passariam pela compra das fatias do Advent e da Kabouter Management, que, juntos, detêm, 18% da empresa. Tomando-se como base a cotação em bolsa, as participações estariam avaliadas em aproximadamente R$ 300 milhões.Seria o suficiente para o 3G desembarcar na IMC como maior acionista e, gradativamente, engolir os papéis em poder de outros fundos. Somando a IMC ao Burger King, o trio Lemann, Sicupira e Telles passaria a ter uma operação com faturamento de R$ 2 bilhões e um Ebitda combinado de R$ 250 milhões. Teria ainda sob seu guarda-chuva algo próximo de 900 restaurantes no Brasil, praticamente empatado com o McDonald ́s (950 lojas). Como o ritmo de expansão do próprio Burger King tem sido bem superior ao seu maior concorrente, a ultrapassagem se daria ainda neste ano.

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07.03.18
ED. 5820

Desonestidade 1

Delfim Netto, conforme dizia Mário Henrique Simonsen, nunca primou pela honestidade intelectual. Mas não precisava tanto. Em seu artigo de ontem no Valor, com o objetivo de louvar Michel Temer, Delfim mistura alhos com bugalhos; intervenção federal com uma agenda de 15 medidas das quais 12 já estavam no Congresso – o que ele mesmo reconhece. Quem ler verá.

Desonestidade 2

“Plunct, plact, zum, não há mais déficit algum”. José Serra se inspirou na canção de Raul Seixas para em uma só tacada mágica mudar a regra de ouro fora da Constituição, livrar o atual presidente e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de responsabilidades pelo descalabro fiscal de 2019 e dar um sumiço no desequilíbrio das contas públicas. Justiça seja feita, é exagero do RR: o projeto de lei do senador tucano só fatia o déficit do próximo ano pela metade, e não some com ele por inteiro. Mas é de um oportunismo raro e demonstra uma criatividade contábil para deixar os verdugos de Dilma Rousseff enrubescidos. Vá lá, Serra resolveu com seu condão um dos maiores problemas do futuro governante do país. No entanto, em ordem de grandeza, os principais favorecidos são os que estão hoje no timão. O tucano, pelos serviços prestados, está apto a ser vice-presidente de Michel Temer ou de Henrique Meirelles.

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07.03.18
ED. 5820

Embutidos

A briga societária da BRF chegou aos labirintos do Congresso. Ligado a Abilio Diniz, o CEO da empresa, José Aurelio Drummond, tem cumprido intensa agenda de contatos com lideranças da base aliada. Tenta frear o ímpeto dos fundos de pensão. Se bem que, a essa altura, com a Operação Carne Fraca nos seus calcanhares, este talvez tenha se tornado um problema “menor” para a BRF.

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07.03.18
ED. 5820

Em abril…

Secretário do governo Alckmin, o médico David Uip foi sondado para assumir o Ministério da Saúde em abril.

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07.03.18
ED. 5820

Fio desencapado

O BNDES corre para deslanchar a venda das distribuidoras federalizadas até abril. Todos os editais foram aprovados pela diretoria do banco nesta semana. O próximo passo será uma apresentação a investidores, prevista para 19 de março.

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Edir Macedo promete usar todo o seu aparato de “catequização” para duplicar a bancada da Igreja Universal no Congresso, hoje com 11 parlamentares. Isso, mesmo com a baixa popularidade de seu “cabo eleitoral” mais notório, Marcelo Crivella.

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07.03.18
ED. 5820

O chumbo trocado entre Lula e Ciro não dói

Pode estar redondamente enganado quem enxergar somente tontice ou frouxidão no comportamento do líder do PT. À primeira vista, as palavras recentes de Lula remetem a um personagem sem generosidade política, até certo ponto covarde. A razão da sua insistência na disputa eleitoral seria a demonstração da sua inocência. O ex-presidente transformou sua candidatura em prova de defesa, e não o contrário. Lula afirma que, ao abandonar o pleito e buscar um substituto, estaria confessando tacitamente que é culpado.

Trata a questão de forma messiânica, como se não soubesse da sua situação. É condenado, inelegível, corre o risco de prisão, mas não arreda pé. Sua verdade seria maior do que a da Justiça. Ao perder tempo precioso para a transferência de votos a outro candidato estaria revelando só egoísmo e descaso com o campo das esquerdas. Há quem pense diferente. E se Lula estiver apostando que anunciar seu substituto agora seria queimá-lo bem antes das eleições?

Qualquer nome que tenha a indicação do líder do PT será imediatamente metralhado. A prudência se aplica, sem exceção, a qualquer que venha a ser o candidato do partido. E vale especialmente para Ciro Gomes. Por essa lógica, a manutenção da candidatura Lula seria um blefe e ao mesmo tempo um ato de proteção aos potenciais candidatos a sucedê-lo. Com Ciro, a recorrente troca de farpas poderia ser interpretada como um falso chumbo cruzado: os dois trocam tiros de festim para se proteger.

O objetivo do teatro seria preservar o político pedetista, um jogo estranhamente cooperativo no qual ambos aparentemente perdem agora para ganhar depois. Pode ser que as intenções de Lula sejam mesmo as mais rasteiras, e seu interesse já tenha se descolado da causa. O ex-presidente só estaria pensando em cuidar dele mesmo. Mas ficará nos anais das operações de inteligência eleitoral uma jogada em que estivessem sendo ludibriados os petistas, os aliados, a direita, a mídia, todos nós…

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07.03.18
ED. 5820

O fim de uma estruturadora de projetos

Discretamente, o BNDES e o pool de bancos privados associados à iniciativa desativaram a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP). A empresa foi criada em 2008 com a finalidade de elaborar estudos e modelos para concessões públicas, notadamente na área de infraestrutura. Teve alguma valia nas licitações realizadas no primeiro mandato de Dilma Rousseff. No governo Temer, no entanto, praticamente sumiu do mapa. No fi m de 2016, a Empresa de Planejamento Logístico, vinculada ao Ministério dos Transportes, assumiu a coordenação dos estudos para concessões rodoviárias, ferroviárias e portuárias, esvaziando consideravelmente a EBP.

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07.03.18
ED. 5820

Buracos no asfalto

O ex-governador baiano Cesar Borges, que agora usa o chapéu de presidente da associação das concessões rodoviárias, tem feito intenso lobby em Brasília para derrubar uma cláusula dos contratos das operações licitadas em 2013 e 2014. O objetivo é destravar a venda do controle destas concessionárias sem a exigência de duplicação das estradas. A negociação da MGO Rodovias para a EcoRodovias depende de um alívio nesse garrote.

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07.03.18
ED. 5820

Pressão

Um dos maiores acionistas da Rede D ́Or, o Carlyle tem feito pressão pela abertura de capital da empresa.

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07.03.18
ED. 5820

Trepidação

A simples inauguração de uma estação de metrô, na última sexta-feira, causou melindres na relação entre Geraldo Alckmin e João Doria. O prefeito esperava ter um cantinho de palanque para ser saudado como candidato do PSDB ao governo de São Paulo. Saiu fulo por ter apenas servido de escada para o “comício” de Alckmin.

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07.03.18
ED. 5820

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: 3G Capital, IMC, BRF, Rede D ́Or e Carlyle.

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