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Planos
28.02.18
ED. 5815

Tyson Foods afia suas garras para depenar a BRF

A Tyson Foods, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo, prepara o bote sobre a BRF. A porta de entrada é a compra das participações da Previ, Petros, Standard Aberdeen e Tarpon Investimentos. A operação lhe daria 33% da companhia, um pedaço razoavelmente expressivo se levarmos em consideração que o controle da BRF é pulverizado em bolsa e nenhum acionista detém mais de 11%. As gestões são conduzidas pela Tarpon, que poderia ser enxergada como uma traidora não fosse o capital apátrida, covarde e desleal.

A gestora de recursos foi parceira de primeira hora de Abilio Diniz na tomada da gestão da BRF e no afastamento de seus antigos gestores. Hoje, é um dos artífices da destituição do empresário da presidência do Conselho, em consonância com os fundos de pensão que ela própria ajudou a apartear da administração da companhia. A operação junta a fome de comprar de uns com a vontade de vender de outros – notadamente o trio Previ, Petros e Tarpon.

Os fundos de pensão querem sair da BRF para fazer caixa e reduzir seus respectivos rombos atuariais. Por sua vez, a gestora de recursos enxerga na investida da Tyson Foods a possibilidade de uma saída honrosa da holding controladora das marcas Sadia e Perdigão. Assim como a gestão da Tarpon contaminou a BRF, a BRF também contaminou a Tarpon.

A empresa ainda representa mais de 40% da sua carteira. Mas, no intervalo de três anos, comeu aproximadamente 45% do total de ativos da Tarpon por conta da deterioração do seu valor de mercado. Uns vão, outros voltam. A entrada no capital da BRF significaria o retorno da Tyson Foods ao mercado brasileiro quatro anos após a venda de três unidades de abate de aves no país. Um gigante do setor – com receita de US$ 40 bilhões, valor de mercado de US$ 30 bilhões e mais de 130 mil funcionários –, o grupo norte-americano encontra-se diante de uma pechincha: a ação da BRF está no menor patamar em cinco anos.

Apenas em 2018, acumula queda superior a 20%. E Abilio Diniz? A fotografia de momento mostra o empresário como derrotado e virtualmente deposto do cargo de chairman da BRF. Mas, tratando-se de Abilio, qualquer conclusão é sempre precipitada. O empresário já saiu de corners tão ou até mais agudos, dobrando Carrefour, Casino e a própriafamília. Não seria prudente descartar uma reviravolta em um segundo momento, com a presença de Abilio como parceiro da própria Tyson na reestruturação societária da BRF. Até porque a saída dos fundos de pensão e da Tarpon terá um efeito de descompressão no ambiente societário.

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28.02.18
ED. 5815

Apetite redobrado

A Statoil está jorrando dólares no Brasil. Além do investimento já anunciado de US$ 3 bilhões em 2018, o grupo avança sobre a participação de 20% da Galp em Carcará do Norte. A operação é estimada em cerca de US$ 1 bilhão. Para os noruegueses, vale o controle do consórcio, com 60% – o restante pertence à Exxon.

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28.02.18
ED. 5815

Duas centenas

O total de fintechs compradas por BTG, Bradesco, Safra e Itaú já caminha para duas centenas. Qualquer hora rola um bazar de vendadas ativos que estão sobrando no portfólio…

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28.02.18
ED. 5815

Fator Geddel

Ontem, no fim da tarde, em meio à turbulenta troca no comando da Polícia Federal, o Palácio do Planalto foi chacoalhado pela informação de que Geddel Vieira Lima retomou as negociações para um acordo de delação.

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28.02.18
ED. 5815

E lá se vão os anéis

Obrigada a fazer caixa, a Queiroz Galvão estaria em busca de um comprador para a Vital Engenharia Ambiental. A empresa é avaliada em cerca de R$ 200 milhões. Não faz nem cócegas na dívida do grupo, de R$ 10 bilhões.

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28.02.18
ED. 5815

Eleições contemplam do plebiscito da privatização ao fundo de desestatização no atacado

O ex-presidente Lula, sabidamente um antiprivatista, recebeu da sua assessoria econômica, na semana passada, sugestão para que realize um plebiscito sobre a venda das estatais. Antes que se pense em oportunismos e narrativas eleitorais, a consulta popular não está para Lula como a intervenção federal no Rio para Michel Temer. A expectativa dos autores da ideia é que a privatização seja aclamada nas urnas. A imagem das companhias estatais foi uma das principais atingidas com a operação Lava Jato.

O plebiscito, caso favorável, liberaria o ex-presidente do seu compromisso com o estatismo. Se a decisão fosse antiprivatista, melhor para Lula, que ficaria onde sempre esteve. O mais provável, ressalte-se, é que o ex-presidente se torne inelegível e a proposta fique guardada na cachola dos seus conselheiros. O relevante, contudo, é que a privatização vai chegando ao coração da esquerda. Com diferenças de ênfase na aprovação da medida, o trio de potenciais substitutos de Lula na disputa pela Presidência – Fernando Haddad, Jaques Wagner e Ciro Gomes – não engrossam as hostes estatizantes.

A candidata Marina Silva, que ideologicamente se situa em um ecossistema desconhecido, é hoje privatista até mesmo quando quer disfarçar que não é. Como toda regra tem exceção, o provável candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, performa como isolado baluarte antiprivatista. Como o PSOL não passa de um átomo no macrocosmo da política nacional, as convicções de Boulos não alterarão o rumo de desmobilizações dos ativos públicos desde já traçado.

Todos os demais candidatos defendem com unhas e dentes que o Estado se desfaça das suas empresas. O saldo das antigas e novas adesões criou um cenário único: é inimaginável o país atravessar o período de 2019/2022 com o mesmo quadro de grandes estatais – ver RR de 18 de janeiro. Todos os presidenciáveis estão alinhados: dos mais contidos, como Ciro Gomes, aos mais disparatados, como Jair Bolsonaro. O capitão, inspirado pelo seu guru, o economista Paulo Guedes, namora privatizar no atacado. Transferiria todas as estatais para um fundo cujo valor seria abatido da dívida pública, fazendo uma espécie de recuperação judicial do passivo interno federal. O Brasil com diminuto número de empresas estatais era inimaginável. Agora, tudo indica que é inevitável. Para o bem ou para o mal.

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28.02.18
ED. 5815

E Paulo Skaf?

O nome de Gilberto Kassab voltou à mesa de apostas como candidato ao governo de São Paulo. Com apoio de Michel Temer.

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28.02.18
ED. 5815

Festa!

Virou festa: o ex-tenista Gustavo Kuerten é o sonho de consumo do Partido Novo para disputar o Senado por Santa Catarina.

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28.02.18
ED. 5815

Os monotrilhos de Eduardo Paes

Enquanto não se decide se embarca no PSDB ou no PP, o ex-prefeito Eduardo Paes pilota os interesses da chinesa BYD no Brasil. Vice presidente da companhia para a América Latina, Paes tem conduzido as negociações para a participação da empresa na licitação do VLT de Salvador, marcada para 19 de março. Segundo o RR apurou, a BYD costura um consórcio com a conterrânea China Communications Construction Company (CCCC). A principal missão de Paes é garantir o contrato para o fornecimento dos monotrilhos da operação.

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28.02.18
ED. 5815

Dono do pedaço

Leonardo Arantes, sobrinho do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e recém-nomeado para a Secretária Executiva do Ministério do Trabalho, já é tratado internamente com o titular, de fato, da Pasta.

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28.02.18
ED. 5815

Ponto final

As seguintes empresas não comentaram o assunto: Tarpon, Península, Previ, Petros, Aberdeen, BYD, Queiroz Galvão, Statoil e Galp.

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