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Planos
26.02.18
ED. 5813

Agronegócio está prestes a receber uma supersafra de investimentos estrangeiros

O Brasil-potência já era. Mas o Brasil líder absoluto do agronegócio está próximo de se consumar. A rota é saltar das supersafras seguidas para se tornar o megaceleiro do mundo. O adubo viria de um upgrade na legislação para venda de terras a estrangeiros. A proposta deixaria de ser um projeto de aquisição pura e simples para se transformar em um bilionário estímulo à produção. Na nova concepção, as vendas de terras ao estrangeiro estarão subordinadas ao investimento no agrobusiness.

À frente dessa cruzada estaria a deputada federal Teresa Cristina (DEM-MT), que assumiu na semana passada o comando da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com mais de 220 parlamentares. Cristina conhece profundamente a questão rural e toca de ouvido com o deputado Rodrigo Maia. A probabilidade de a lei ser aprovada nunca foi tão grande. A verdade é que proliferaram projetos no Congresso para a venda das terras aos gringos, e diversos deles tinham motivos de sobra para serem questionados.

Uma parte, portanto, satanizou a totalidade. Um exemplo desses interesses individuais que se travestiram de razão pública foi a movimentação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, contrária à aprovação da lei. Ao que parece, o empresário falou mais alto do que o ministro de Estado. Maggi tinha interesses na aquisição de terras e evitar a aprovação do projeto, coincidência ou não, estava em sintonia com a sua disposição de comprar hectares e mais hectares na baixa. Com a aprovação da venda aos estrangeiros, os preços subiriam. Maggi depois ficou a favor, desde que as compras não fossem de terras produtoras de grãos e soja, “pois o Brasil perderia a autonomia para os concorrentes externos”.

O Grupo Amaggi, da família do ministro Blairo Maggi, aproveitou para comprar na bacia das almas a Fazenda Itamarati, que pertenceu ao folclórico empresário Olacyr de Moraes. São 100 mil hectares de terras. Agora que está abarrotado, Maggi provavelmente reverá sua posição em relação às terras de grãos e soja. O ministro permanecerá no governo até o fim. Vai continuar viajando e fazendo contato com os maiores players mundiais do agronegócio, além de articulações de alto nível com as autoridades do setor dos principais países produtores. É bom ser um ministro-fazendeiro.

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26.02.18
ED. 5813

Candidato de festim

Frase atribuída ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre a declaração de Henrique Meirelles de que ainda avalia sua candidatura à Presidência da República: “Só se ele for candidato de si mesmo, com a bandeira de fazer o que não fez e corrigir parte do que foi feito”. A candidatura de Meirelles não é sequer um estalinho de Festa Junina.

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26.02.18
ED. 5813

Investida conjunta

O Advent e o L. Catterton estariam se unindo para fazer uma oferta conjunta por parte do Walmart Brasil. A aliança entre as duas gestoras norte-americanas, que juntas carregam mais de US$ 50 bilhões em ativos, abriria a possibilidade de uma associação mais ampla no varejo brasileiro. O L. Catterton já controla duas redes de supermercados no país: St. Marché e Emporio Santa Maria.

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26.02.18
ED. 5813

Mercado de derivativos

Grandes construtoras do Rio estão em polvorosa com a intervenção federal no estado. O exercício entre elas é mapear que áreas da cidade do Rio podem ser beneficiadas pela ocupação militar e prospectar, desde já, terrenos baratos nesses bairros. Guardadas as devidas proporções, algo similar ao que ocorreu à época das UPPs, quando os imóveis quase dobraram de preço em algumas localidades.

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26.02.18
ED. 5813

Insulina da Biomm causa efeitos colaterais no BNDES

O aumento de capital da Biomm, anunciado na última quinta-feira, empurrou o BNDES para uma encruzilhada. Se correr, ou seja, não atender à chamada, o banco terá sua participação diluída e perderá de vista boa parte dos R$ 100 milhões que já alocou na fabricante de insulina; se ficar, terá de colocar mais dinheiro em um projeto que ainda não saiu do papel e já nasceu cercado de suspeições. Para quem não está ligando o nome à pessoa, a Biomm é a fabricante de insulina que tem como um de seus sócios o empresário e ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, personagem próximo ao ex-presidente Lula.

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, já reafirmou o “compromisso” do banco com o projeto. No entanto, o negócio provoca divisões dentro do BNDES. As maiores resistências viriam da área de Mercado de Capitais, muito em função da excessiva exposição da instituição na Biomm. O BNDES duplo chapéu: é financiador e sócio da companhia. Os atrasos no cronograma também alimentam o coro dos contrários.

A nova fábrica da Biomm em Nova Lima (MG) era prometida para 2016, ficou para 2017 e, garante a empresa, agora está finalmente concluída, aguardando apenas licenças regulatórias. No banco, há dúvidas ainda quanto ao retorno do negócio. O projeto já teria dado mais de R$ 120 milhões em prejuízos. Além das divergências externas, os questionamentos à permanência do BNDES no negócio também vêm de fora para dentro. Auditoria feita pela CGU apontou uma série de irregularidades no empréstimo do banco para a Biomm. O banco não teria respeitado seus próprios limites de exposição a risco de crédito. Teria também utilizado critérios fora do padrão tratando-se de projetos pré-operacionais, caso da Biomm.

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26.02.18
ED. 5813

Último baile da Petros

A presença de dirigentes da Petros no conselho das empresas participadas está com os dias contados. Até abril, a fundação concluirá a substituição dos últimos representantes da “casa” por conselheiros independentes. Curiosamente, quem ficou no salão até o fim foi o próprio presidente do fundo de pensão, Walter Mendes. Ele deixará o conselho da Invepar no mês que vem, informação confirmada ao RR pela Petros.

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26.02.18
ED. 5813

Conselho ao pé de ouvido

Aliados de João Doria têm aconselhado o prefeito a desistir da proposta de reduzir em 30% a outorga onerosa, “imposto” que as construtoras pagam para erguer prédios mais altos do que o gabarito da região. A medida geraria algo em torno de R$ 2 bilhões de renúncia fiscal em dez anos. Pessoas próximas a Doria o alertam de que a combinação de isenção fiscal e construtoras seria um prato cheio para seus adversários políticos na eventual disputa pelo governo de São Paulo.

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26.02.18
ED. 5813

Termômetro

Uma decisão proferida pelo ministro Edson Fachin na última quinta-feira foi recebida com apreensão pela defesa de Lula. Ao indeferir pedido de habeas corpus para o agente da Polícia Federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o “Careca”, condenado na Lava Jato, Fachin confirmou a tendência de o STF acompanhar as decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) neste tipo de matéria. O STJ já havia negado habeas corpus para “Careca”. Assim como negou recentemente para o ex-presidente Lula e o ex-ministro Henrique Alves.

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26.02.18
ED. 5813

Hotel fantasma

O Mubadala estuda um novo projeto para tentar ressuscitar o antigo Hotel Glória. Além de um modelo híbrido, hotel/prédio residencial, o local abrigaria um shopping center de luxo.

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26.02.18
ED. 5813

Romário 2018

Romário tem chamado a atenção nos corredores do Senado pelos desmedidos elogios à intervenção federal no Rio. Fala como um candidato ao governo do Estado no palanque de Michel Temer.

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26.02.18
ED. 5813

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BNDES, Biomm, Advent, L. Catterton e Walmart Brasil.

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