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Planos
15.02.18
ED. 5806

Minoritários da Eletrobras abrem guerra contra a União

O samba da Eletrobras atravessou. O Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e seus assessores tiveram uma série de reuniões ao longo do Carnaval preparando-se para uma inevitável batalha jurídica. O governo tem informações de que minoritários da Eletrobras vão entrar na Justiça com o objetivo de anular a assembleia de acionistas realizada na última quinta-feira – quando foram aprovadas deliberações fundamentais para a privatização da empresa. Segundo o RR apurou, o grupo de insurretos é encabeçado pelo Banco Clássico, de Juca Abdalla, dono de 6,2% das ordinárias da companhia, e conta com a adesão de fundos internacionais.

Procurados, Eletrobras e Clássico não retornaram até o fechamento desta edição. O curto circuito gira em torno da decisão de que a Eletrobras assuma R$ 11 bilhões em dívidas das seis distribuidoras de energia federalizadas – valor, ressalte-se, que poderá pular para R$ 19 bilhões por conta de outras obrigações financeiras. Os minoritários alegam que a União não poderia ter votado na Assembleia, notadamente na matéria relacionada à transferência do passivo, por se tratar de parte interessada na questão.

No entendimento dos investidores, o acionista-mor, a União, empurrou para os minoritários dívidas de sua responsabilidade. O RR teve acesso à manifestação de voto do Fundo de Investimento em Ações Dinâmica Energia, administrado pelo Banco Clássico, contrário à transferência da dívida. O Fundo alerta que o passivo representa um valor “demasiadamente alto para que a Companhia dê continuidade às suas operações, ou seja, põe em risco a Eletrobras”.

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15.02.18
ED. 5806

Um latifundiário por outro na Agricultura

O nome de Ronaldo Caiado (DEM-GO) circula no Palácio do Planalto como forte candidato a assumir o Ministério da Agricultura, caso Blairo Maggi se desincompatibilize do cargo em abril. Caiado tem mandato parlamentar garantido até 2022, o que facilitaria sua licença do cargo de senador. Diferente de Maggi, cujo futuro político ainda é uma incógnita. Ele é citado como possível candidato ao Senado ou mesmo ao governo do Mato Grosso pelo PP. Isso se a Lava Jato deixar. Maggi é investigado na Operação e já foi citado na delação premiada do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa.

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15.02.18
ED. 5806

O “ajuste fiscal” do Chuchu

Há dois meses na presidência do PSDB, Geraldo Alckmin vem alardeando entre seus pares o “ajuste fiscal” que promoveu no partido. Os custos na estrutura nacional já caíram de R$ 1 milhão/mês para R$ 200 mil, notadamente com cortes de pessoal.

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15.02.18
ED. 5806

O Rio acabou?

O Carrefour teve de redesenhar sua operação logística no Rio e as rotas percorridas por seus caminhões devido à explosão do roubo de cargas na cidade. Não só: em pouco mais de um ano, seus custos com o seguro de veículos e mercadorias subiram 20%.

A Vivo está transferindo parte de seus executivos para São Paulo. Noves fora questões de ordem estratégica, o remanejamento se deve, sobretudo, ao aumento da criminalidade no Rio. Qualquer dia, a companhia se desliga de vez da cidade.

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15.02.18
ED. 5806

Atirando para todos os lados

Um conhecido deputado da Alerj está ameaçando disparar dossiês contra tudo e contra todos diante do iminente risco de prisão.

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15.02.18
ED. 5806

A fintech da GP

A GP, que já fisgou um cardume de startups no Vale do Silício, está negociando a compra de uma plataforma digital para transações financeiras. Já, já, a fintech desembarca no Brasil. A operação é conduzida por Leonardo Salgado, ex-partner de Luciano Huck na Joá Investimentos.

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15.02.18
ED. 5806

Receituário contra a “africanização” da indústria

O empresário Pedro Passos, um dos fundadores da Natura, é um espécime raro entre seus pares. Dedica tempo e energia à busca de soluções para reverter o desmonte da indústria  nacional e acelerar a retomada do crescimento econômico. Na edição especial de 20 anos da revista Insight-Inteligência – lançada pela Insight Comunicação neste mês e distribuída a um mailing fechado – Passos contribui com valiosa mescla de proposições. A boa notícia: sim, há cura para a “africanização” da indústria brasileira. Para isso, Passos divide seu receituário em três frentes: reformas e políticas gerais; abertura e política de comércio exterior; e iniciativas industriais e de inovação.

Na primeira parte, estão as sapatas da edificação. O empresário elenca premissas fundamentais para a reorganização da economia. Cita como vital “superar a baixa qualidade da educação, base para o avanço tecno- lógico, modernização e incremento da produtividade”. Ainda no quesito das reformas e políticas gerais, Pedro Passos prega a manutenção da queda dos juros a patamares próximos aos padrões internacionais. Para o empresário, trata-se de um fator determinante para a revitalização do mercado de capitais brasileiro, seja como fonte de financiamento alternativa ao BNDES e demais agências de governo, seja como forma de aguçar o apetite do investidor pelo risco. Com relação ao segundo item – abertura e política de comércio exterior –, Pedro Passos olha para o mundo por uma grande angular. Defende a conclusão dos acordos comerciais com a União Europeia e o México, além de uma aproximação maior com Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Canadá.

Chama a atenção também para a importância do Brasil estreitar seus laços com países continentais do Pacífico, como Chile, Colômbia e Peru. Paralelamente, propõe a criação de uma única autoridade de comércio exterior, subordinada diretamente à Presidência da República. Seria uma forma de centralizar e simplificar a formulação e a execução de políticas de comércio exterior, hoje dispersas em múltiplas agências espalhadas por diversos ministérios – Apex/Ministério das Relações Exteriores; Camex/ Ministério da Indústria e Comércio; BNDES/Ministério do Planejamento. O empresário recomenda também uma revisão das estruturas tarifárias, as “mais obsoletas do mundo”. Menciona o estudo “How Lowering Trade Barriers Can Revive Global Productivity and Growth”, do FMI, segundo o qual uma redução de 1% das tarifas sobre insumos incrementa a produtividade total em cerca de 2%.

Pedro Passos confere especial atenção às iniciativas industriais e de inovação, que completa o tripé de seu paper. Nesse ponto, logo na partida, faz coro ao saudoso professor Antônio Barros de Castro, que há mais de uma década já chamava a atenção para a necessidade de descarte de alguns setores da indústria inexoravelmente engolidos pelo tempo. Passos afirma que o Brasil precisa “selecionar atividades com maior dinamismo tecnológico, tendo em conta as possibilidades de projeção global”. Mesmo porque, neste processo darwiniano, “não há recursos para amparar a sobrevivência de setores e empresas”. Pedro Passos alerta que se “avizinha uma nova revolução industrial baseada em ciência e tecnologia (Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada)”.

Com base em estudo da OCDE, Passos discorre sobre uma série de decisões estratégicas e iniciativas que o Brasil terá de seguir para não perder mais este bonde da história: foco na melhoria das condições estruturais para que as empresas inovadoras operem em condições favoráveis; apoio aos vínculos e cooperação entre empresas, universidades e indivíduos; suporte governamental concentrado mais nos estágios iniciais das pesquisas tecnológicas; apoio ao empreendedorismo de base tecnológica – “facilitar o acesso ao financiamento das startups é uma ação recomendada”; e ampliação das conexões externas e da participação em cadeias globais, como forma de estreitas os vínculos internacionais e acompanhar os fluxos de tecnologia mundial.

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15.02.18
ED. 5806

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Carrefour, Vivo e GP Investimentos.

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