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Planos
08.02.18
ED. 5804

State Grid costura os fios da Eletropaulo e da CPFL

Imaginem uma corporação com um mercado praticamente cativo de 25 milhões de clientes, primazia em uma área equivalente a um terço do PIB nacional e um Ebitda de R$ 5 bilhões/ano… A State Grid está diante da oportunidade de criar um colosso do setor elétrico a partir da fusão da Eletropaulo com a CPFL, já controlada pelos chineses. A coreografia da operação vem sendo ensaiada cuidadosamente, em um balé que envolve outros protagonistas. A negociação passaria pelo pagamento da dívida da Eletropaulo com a Eletrobras, no valor aproximado de R$ 2,8 bilhões. A AES, dona da distribuidora paulista, reconheceria o passivo em balanço e convocaria um aumento de capital para recompor o patrimônio da empresa. Os norte-americanos e o BNDES, acionista da Eletropaulo com 16%, não atenderiam à chamada. Seria a deixa para os chineses saírem da coxia.

A State Grid subiria ao palco para subscrever os papéis e assumir o controle da Eletropaulo. O ato seguinte seria o fechamento de capital da empresa e a posterior fusão com a CPFL. Segundo o RR apurou, o primeiro movimento já foi dado. A AES apresentou uma proposta à Eletrobras para o pagamento da dívida com deságio de 50%. Do total de R$ 1,4 bilhão, R$ 700 milhões seriam quitados à vista e o restante dividido em 10 parcelas de R$ 70 milhões, corrigidos por CDI mais 1,5%. Uma vez fechado o acordo, toda a sequência de passos seria executada.

A operação permitiria ao BNDES e à AES deixar a Eletropaulo sem ter de aportar mais capital na empresa, condição sine qua non para o pagamento do passivo com a Eletrobras. Não é de hoje que os norte-americanos emitem sinais de que seu futuro no Brasil passa ao largo da Eletropaulo. Em demonstrações financeiras publicadas no ano passado, a matriz mencionou a hipótese de reduzir sua exposição em distribuição de energia no Brasil. Consultada, a AES Eletropaulo não se pronunciou sobre a possibilidade de venda do controle.

Em relação à Eletrobras, disse que ainda está discutindo um acordo, conforme divulgado em Fato Relevante. A State Grid não quis se manifestar. A operação já teria as bênçãos do Olimpo. O avanço da State Grid sobre a Eletropaulo é visto com bons olhos no Palácio do Planalto. Os planos do grupo para o país extrapolam o setor elétrico e se cruzam com as próprias relações bilaterais entre Brasil e China. A State Grid já investiu mais de R$ 40 bilhões no país – R$ 25 bilhões apenas na compra da CPFL, entre o valor pago aos controladores e a recompra das ações em mercado. O projeto do grupo para o Brasil passa não só pela expansão dos ativos nas áreas de geração e distribuição. A State Grid pretende trazer de arrasto para o país toda uma cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços.

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08.02.18
ED. 5804

O retorno da Odebrecht

Começa a crescer a torcida para que a Odebrecht acerte suas pendências e evite a declaração de inidoneidade. Ontem, um cliente da empreiteira, que nunca lhe poupou críticas, dizia que após ter purgado os seus pecados em praça pública, para o bem do setor seria bom vê-la de volta, livre de restrições. A despeito das malfeitorias do seu antigo comando, a Odebrecht é uma senhora companhia.

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O deputado Arthur Maia compareceu ontem ao Congresso armado com uma pistola. Maia apresentou um novo parecer sobre o projeto de reforma da Previdência.

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08.02.18
ED. 5804

Teuto na prateleira

O laboratório Aché, das famílias Baptista, Siaulys e Depieri, estaria em conversações para a compra do Teuto. A empresa teria sido avaliada em R$ 1,5 bilhão. A primeira tentativa da família Melo de se desfazer do Teuto virou uma enxaqueca. A Pfizer comprou 40%, tinha a opção de ficar com os 60% restantes, mas acabou “devolvendo” sua participação após atritos a granel com os Melo.

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08.02.18
ED. 5804

Grito de independência

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tem discutido com seus diretores a oportunidade e o timing para a regulamentação da independência da autoridade monetária. Seria uma forma fácil de dar um recado para o mercado sobre o fortalecimento institucional do banco, e reforçar a ancoragem das expectativas. O complicador é o excesso de assuntos na pauta do Congresso. Para o seu público interno, Ilan diz que aprova inteiramente a medida, desde que ele não esteja mais à frente da instituição. Imagine, o titular do BC pular fora logo após a aprovação do projeto que garante sua permanência por um período mais longo.

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08.02.18
ED. 5804

Cartilha da reeleição

A máquina de propaganda do Palácio do Planalto está embalando com carinho a divulgação de pesquisa recém-realizada pelo Ministério da Educação. Segundo a enquete, 86% dos alunos do nível médio preferem trocar as disciplinas obrigatórias por ensino técnico profissionalizante. O governo pretende propagandear o resultado como uma prova do êxito da política de educação voltada à geração de empregos. O timing não
é por acaso. Na semana que vem, o Ministério da Educação vai lançar o edital para o Mediotec – programa de ensino técnico para alunos da rede pública. Não, Michel Temer não é candidato à reeleição. Pois bem…

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08.02.18
ED. 5804

Uma “superagência” sem superpoderes

Na queda de braço entre Henrique Meirelles e Blairo Maggi, nem precisa dizer quem ganhou a parada. O projeto de criação de uma “superagência” na área de Defesa Agropecuária que será levado à votação na Câmara em março foi esquartejado. O novo órgão terá muitos poderes na fiscalização agropecuária. Mas, ao contrário do que queria Maggi, pouca ascendência sobre arrecadação e gestão de multas, que seguirá a cargo da Receita Federal.

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08.02.18
ED. 5804

As duas faces da TIM

O governo mineiro e a direção da Cemig já estão cansados da mise-en-scéne da TIM Brasil. O script tem se repetido há mais de um ano: os dirigentes da companhia vão à mídia alardear o interesse na Cemig Telecom; na hora da verdade, impõem mil e umas exigências e saem pela tangente.

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08.02.18
ED. 5804

Segunda época

A Anima Educação, controlada pelo empresário Daniel Castanho, prepara uma oferta de ações em bolsa. Qualquer semelhança entre a captação de recursos e uma proposta pelos ativos da norte-americana Ilumno no Brasil – entre os quais a Universidade Veiga de Almeida – não seria mera coincidência. O curioso é que a Anima chegou a adquirir o grupo em 2015, mas desfez a operação.

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08.02.18
ED. 5804

Agora é sério

O economista Paulo Guedes agora se reúne semanalmente com o candidato Jair Bolsonaro. Parece que o negócio é sério mesmo.

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08.02.18
ED. 5804

O Novo mineiro

Romeu Zema, dono da rede varejista Zema, já está circulando pelo interior de Minas Gerais como o candidato do Partido Novo ao governo do Estado. Zema, aliás, não quer saber de “políticos”. No que depender dele, terá outro empresário como companheiro de chapa.

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08.02.18
ED. 5804

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Anima Educação, Aché, Teuto e BNDES.

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