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Planos
07.02.18
ED. 5803

Corretores de seguros mandam DPVAT para o acostamento

Os corretores de seguros estão fundando uma república dentro do Brasil. A categoria não apenas tomou a Susep para si – ao emplacar o superintendente, Joaquim Mendanha de Ataídes, e três dos quatro diretores – como tem se valido de um pesado lobby no Congresso para moldar o mercado segurador de acordo com os seus interesses. No setor, já se dá como favas contadas a aprovação, ainda neste semestre, do projeto de lei 3139/2015 do deputado federal Lucas Vergílio (SD-GO) que extingue o DPVAT, substituindo-o pelo Seguro Obrigatório de Acidentes de Trânsito (SOAT).

A nova regulamentação é amparada no discurso da defesa da “livre iniciativa”. Ela prevê que os preços das apólices e os valores das indenizações sejam definidos pelas seguradoras, o que, em tese, reduziria o custo para o contribuinte. No entanto, o discurso da competitividade seria uma camada de verniz sobre a real motivação do projeto de lei: trazer uma receita adicional para os corretores de seguros, em virtude da exigência legal da presença da comissão de corretagem, mesmo no caso de um seguro obrigatório. Trata-se um mercado bilionário.

Na prática, o projeto de lei significará não só o fim do DPVAT, na forma atual, mas também da própria Seguradora Líder, formada a partir da associação das grandes companhias do setor no país. Criada em 2007, a empresa é a responsável pela gestão e cobrança do Seguro DPVAT, assim como pelo pagamento das indenizações a vítimas de acidente de trânsito. A Líder foi formada com o intuito principal de acabar com fraudes na emissão da apólice do DPVAT sobre ônibus, caminhões e vans, feitas por seguradoras pequenas e sem tradição na área. Entre as grandes companhias nacionais do setor, o iminente desmanche da Líder é visto como um grave retrocesso ao jogar no lixo mais de uma década de experiência acumulada na gestão do seguro. No entanto, para algumas seguradoras de menor porte a devolução das reservas vinculadas junto à Líder pode significar uma expectativa de um ganho adicional. Estima-se um estoque de R$ 1 bilhão. Assim é se lhe parece.

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07.02.18
ED. 5803

“Ordem de despejo”

Um notório empresário do Rio de Janeiro cliente do Safra tomou um susto ontem ao tentar pagar seu IPTU por meio da instituição. Foi informado de que o banco, assim como o Mercantil, foi descredenciado pela Prefeitura do Rio. Logo o Safra, tão cioso da sua imagem.

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07.02.18
ED. 5803

Cosquinha

O minicrash das bolsas abriu um rombo no bolso dos biliardários. Jorge Paulo Lemann, 22o no ranking dos mais ricos do mundo, teria perdido cerca de R$ 1 bilhão. É muita grana. Mas nem tanto se comparado às perdas de Warren Buffett, US$ 5,1 bilhões, e Mark Zuckerberg, US$ 3,6 bilhões. Pobrezinhos, né?

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07.02.18
ED. 5803

Imagine…

Imagine a Braskem pulverizando seu capital no modelo public company, a Petrobras saindo inteiramente da empresa e a Odebrecht mantendo o controle com uma participação bem menor. Imaginou? Então tá…

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07.02.18
ED. 5803

Mundos e fundos

Às vésperas da votação da reforma da Previdência, os partidos cobram seus dotes ao Palácio do Planalto. O PTB quer aterrissar no comando da Infraero, hoje nas mãos de Antonio Claret, indicado pelo PR, de Valdemar da Costa Neto.

O PP, por sua vez, cutuca um vespeiro de abelhas mais graúdas. Quer a presidência da Chesf, ocupada por Sinval Gama. O que significaria destronar um afilhado de José Sarney.

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07.02.18
ED. 5803

Minha reeleição, minha vida

Michel Temer, com reforma ou sem reforma da Previdência, vai gastar uma baba neste ano. Sem os nomes originais dos programas Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida – marcas de Dilma Rousseff – vai triplicar as despesas com o primeiro e decuplicar as do segundo. Depois vai querer que alguém acredite na falta de dinheiro do governo ou que ele não é candidato à reeleição.

Por falar em campanha eleitoral, a Política Nacional de Segurança Pública, que será aprovada nos próximos dias pelo presidente Michel Temer (conforme o RR antecipou na edição da última segunda-feira), não é um buraco de agulha, mas um janelão de casa no estilo colonial. Vai passar muito dinheiro pelo generoso e muy nobre novo espaço.

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07.02.18
ED. 5803

Etanol de uns, bagaço de outros

A norte-americana Summit Agricultural Group decidiu dobrar sua aposta no mercado brasileiro, na expectativa do aumento da dosagem de álcool misturada à gasolina. Não só vai investir cerca de R$ 300 milhões na ampliação da sua planta de etanol de milho no Mato Grosso, como faz planos de construir uma segunda unidade no Centro-Oeste. Ao todo, o investimento dos norte-americanos vai bater na casa de R$ 1 bilhão.

Na linha do “pegar ou largar”, a Raízen deverá fazer uma oferta simbólica pelas duas usinas da indiana Shree Renuka no Brasil.

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07.02.18
ED. 5803

Cardápio bilionário

Segundo o RR apurou, a norte-americana Advent está pedindo cerca de R$ 2 bilhões pela IMC, que reúne as redes de restaurantes Viena e Frango Assado e a RA Catering. A Sapore é apontada como a principal candidata a devorar este prato.

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07.02.18
ED. 5803

Retroagindo

O MP estaria retroagindo as investigações contra Carlos Arthur Nuzman até a organização dos jogos PanAmericanos de 2007.

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07.02.18
ED. 5803

Só cabe um na passarela

O anúncio da presença de Marcelo Crivella no Sambódromo vai atrasar o “lançamento” da campanha de Eduardo Paes ao governo do Rio. O ex-prefeito desistiu de acompanhar o desfile.

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07.02.18
ED. 5803

Não faltam candidatos a vice de Luciano Huck

A pressão para a volta de Luciano Huck à disputa presidencial é total. Ontem, em diversos sítios políticos a discussão girou em torno dos vice-presidentes do candidato animador de televisão. A dobradinha com Marina Silva foi considera impossível pelo grupo que se diz organizador da campanha de Huck.

A candidata seringueira tem uma carteira de votos razoável e consistência. Marina também deverá ser uma das herdeiras do espólio de votos de Lula. Portanto, não faz sentido que ela venha a formar chapa com o candidato global. Outro nome cotado é o de Joaquim Barbosa, que foi sondado para ser vice-presidente da própria chapa de Marina e reluta em confirmar sua candidatura pelo PSB. Huck e Barbosa são considerados uma chapa eleitoral perfeita, uma combinação equilibradíssima.

Uma hipótese aventada, mas considerada difícil, seria uma dupla Luciano Huck e João Doria. O potencial de exposição, jogo de cintura e capacidade de comunicação é único. O prefeito de São Paulo está sendo colocado em córner pelo governador Geraldo Alckmin que vem ceifando seus planos de sucedê-lo nas próximas eleições. O problema é Doria topar ser vice. As pretensões dele são de encabeçar a chapa. Em tom de blague, o dito assessor de Huck não pensa duas vezes: “Querem ganhar essa eleição? É só formar a chapa do hit parade. É Pablo Vittar do ‘corpo sensual’ e o Huck do ‘Caldeirão’.

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07.02.18
ED. 5803

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Advent, Raízen e Summit Agricultural Group.

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