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Planos
15.01.18
ED. 5786

O apelo de Meirelles às “pitonisas” do rating

A equipe econômica passou a última sexta-feira conversando com a Moody’s e Fitch, as outras duas principais agências de avaliação de risco, tentando evitar que seguissem a S&P Global Ratings e rebaixassem o rating do país. Evitar a unanimidade é considerado essencial por Henrique Meirelles e sua área técnica. A piora em bloco da nota de longo prazo do Brasil pode ter efeito negativo sobre toda a estratégia planejada pelo governo para a gestão da economia, com impacto sobre câmbio, inflação e juros. A preocupação maior, contudo, é com a percepção de solvência do país.

Apesar da melhora de todos os indicadores econômicos, há um consenso de que a situação fiscal se agravou. Apesar de ter sido tratada como uma decisão surpreendente, a pedra da queda no rating já estava cantada no final do ano passado. No dia 20 de dezembro, frente aos rumores de que a nota do Brasil seria rebaixada, Meirelles encontrou-se com as três “pitonisas”, S&P, Moody’s e Fitch. A seguir, anunciou em entrevista que “não procedia a informação de que teria havido uma antecipação de qualquer movimento de rating”. Verdade ou mentira, no dia 22 de dezembro, quase véspera do Natal, o mercado foi inundado pelos rumores de que a S&P rebaixaria a nota do Brasil ainda no final do ano ou no princípio de 2018.

O resultado foi um novo corre-corre para desqualificar a versão como boato. O temor do governo é que a discussão sobre a capacidade de pagamento do país alcance decibéis mais altos. Segundo Insight Prospectiva, informativo exclusivo para assinantes editado pela Insight Comunicação, à exceção da área externa – com um superávit comercial recorde da ordem de US$ 60 bilhões, um reduzido déficit de transações correntes de 0,45% do PIB (US$ 16 bilhões), US$ 75 bilhões de investimentos diretos e reservas cambiais de US$ 380,4 bilhões –, os números da deterioração fiscal são gritantes. Há problemas de fluxo e de estoque da dívida bruta interna, que deverá atingir o limite informal de 80% do PIB, considerado pelas agências como o sinal amarelo para o risco de solvência, em 2018.

O imbróglio da regra de ouro também só piora o cenário, notadamente quando o próprio governo anuncia que a situação em 2019 será ainda bem mais séria. A contabilidade do passivo público é fantasmagórica, seja qual for o ângulo que se observe. Por exemplo: a relação entre dívida corrente líquida e receita corrente líquida, um dos principais indicadores de solvência, atingiu o maior nível dos últimos 10 anos. O governo e sua base aliada estão frente a uma situação limítrofe. Ou aprovam a reforma da Previdência até março ou, então, terão de aumentar impostos (a exemplo da Cide), medida que o ministro da Fazenda nunca descartou. É possível que, na sua avaliação do próprio risco, Meirelles calcule já não estar no cargo quando o gravame for feito. Não faria sentido uma candidatura à Presidência da República lançada imediatamente após uma ampliação da carga tributária.

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15.01.18
ED. 5786

Usina de Santo Antônio na mira da Three Gorges

O RR apurou que a Three Gorges (CTG) estaria na disputa pela compra da participação de 22,4% da Cemig na Usina de Santo Antônio. Com a aquisição, os chineses se consolidariam como donos do segundo maior portfólio de geradoras de energia do país, atrás apenas da Eletrobras. Procurada, a CTG disse “não confirmar a informação”. Já a Cemig não quis se pronunciar. A entrada em cena da CTG representaria uma reviravolta na operação. A também chinesa State Power Investment Overseas (Spic) sempre esteve na dianteira das negociações com a Cemig.

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15.01.18
ED. 5786

Leniência da SBM sob interrogação

O acordo de leniência da holandesa SBM, uma das empresas fisgadas pela Lava Jato, com o Ministério da Transparência (CGU) sofreu contra-tempos. A assinatura deveria ter ocorrido em dezembro, mas o prazo foi postergado para o fim deste mês. Ao contrário do que diz publicamente, a CGU recuou alguns metros após a nova ação de improbidade administrativa contra a SBM, movida pelo Ministério Público Federal. O processo foi aberto com base na delação do próprio ex-presidente da companhia no Brasil, Julio Faerman, que relatou pagamento de propinas para executivos da Petrobras.

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15.01.18
ED. 5786

Herança maldita

A venda da Continental para a Electrolux está longe de resolver o problema da multidão de credores da mexicana Mabe, antiga proprietária da marca de eletrodomésticos. O valor arrecadado, da ordem de R$ 70 milhões, será prioritariamente destinado ao pagamento dos débitos trabalhistas. Pouco sobrará para fornecedores e bancos – o passivo original do grupo supera os R$ 400 milhões. Uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos da América Latina, a Mabe praticamente virou as costas para o Brasil da noite para o dia, deixando para trás duas fábricas e mais de dois mil trabalhadores.

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15.01.18
ED. 5786

Avant première

O DEM, como não poderia deixar de ser, está ouriçado com a possível candidatura de Rodrigo Maia ao Planalto. A cúpula do partido está organizando um grande encontro em torno de Maia para a primeira semana de fevereiro, quando o Legislativo reabre seus trabalhos. A ideia é levar para Brasília governadores e prefeitos, a começar por ACM Neto, uma das principais estrelas da sigla e potencial companheiro de chapa.

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15.01.18
ED. 5786

Cobradores à porta da Itamarati

Os credores das empresas do saudoso Olacyr de Moraes estão com a faca entre os dentes após o anúncio da venda da fazenda Itamarati Norte para o Grupo Amaggi. Os herdeiros do antigo Rei da Soja embolsaram uma bolada de R$ 2,2 bilhões pela propriedade de 105 mil hectares no Mato Grosso. Dá para cobrir com sobras as dívidas da Usina Itamarati – também pertencente aos sucessores de Moraes –, que estaria na casa de R$ 1 bilhão. Nos últimos anos, a família vem quitando antigos débitos deixados pelo patriarca na base do conta-gotas. Em abril do ano passado, por exemplo, uma fazenda menor dos Moraes, também no Mato Grosso, foi leiloada para o pagamento de dívidas com a norte-americana John Deere.

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15.01.18
ED. 5786

Fidelidade à prova

A Azul pretende retomar o projeto de abertura de capital do Todo Azul, seu programa de milhagem, a partir de março. As estimativas de captação giram em torno de R$ 1 bilhão.

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15.01.18
ED. 5786

Desânimo

O cientista político Luiz Felipe d ́Ávila anda desanimado. Por ora, sua pré-candidatura ao governo de São Paulo não empolgou sequer aquele que deveria ser seu maior avalista, o sogro Abilio Diniz. Nada que já não estivesse escrito.

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15.01.18
ED. 5786

Skaf caça-voto

O presidente da Fiesp, o peemedebista Paulo Skaf, está bastante empenhado na aprovação da reforma da Previdência. Nos últimos dias, intensificou o corpo a corpo junto a parlamentares da bancada paulista. Tem também mantido frequente interlocução sobre o assunto com o Secretário de Governo, Carlos Marun.

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15.01.18
ED. 5786

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Usina Itamarati, SBM, Ministério da Transparência e Azul.

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