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Planos
28.07.17
ED. 5671

Reserva Nacional do Cobre reluz feito ouro para os Moreira Salles

A família Moreira Salles está acompanhando de perto a decisão do governo de privatizar a Reserva Nacional do Cobre – uma gigantesca área metalogenética encrustada no estado do Pará, com enorme potencial de minerais não ferrosos e radioativos. A Reserva do Cobre ainda é um resquício do enrosco entre o empresário Daniel Ludwig,
idealizador do Jari, e os governos militares. A região pertencia a Ludwig, mas acabou sendo tomada na mão grande pelo então comandante do Grupo Executivo do Baixo Amazonas (Gebam), Almirante Roberto Gama e Silva. Foi fechada, lacrada e transformada em uma espécie de ativo estratégico da União.

Agora, Temer quer vender tudo. Na Reserva do Cobre, além do minério que lhe empresta o nome, encontram-se em abundância quase todas as matérias-primas: cassiterita, ferro, níquel, manganês, zinco, tungstênio, ouro – muito ouro, aliás – anatásio e nióbio. Os Moreira Salles querem comprar as reservas deste último minério e somá-las ao portfólio da Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), detentora do monopólio mundial de nióbio e localizada na região de Araxá (MG).

A monumental jazida foi repassada de bandeja pelo então ministro de Minas e Energia, Antonio Dias Leite, a Walther Moreira Salles, que sempre dizia que seu melhor negócio não era o banco, mas a CBMM. Recentemente, os Moreira Salles venderam 15% do seu latifúndio de nióbio para um grupo de empresas chinesas, que deverá acompanhar a tradicional família banqueira na incursão para abocanhar o nióbio amazônico. A Reserva Nacional do Cobre é cheia de lendas e histórias.

O general João Baptista Figueiredo dizia que, se alguém quisesse explorá-la, ele prendia e arrebentava. Mais recentemente, o empresário Eike Batista moveu montanhas junto a Dilma Rousseff no afã de comprar a região inteira de uma tacada só. As negociações estavam até se encaminhando bem quando Eike foi seduzido pelo canto da sereia do petróleo. O resto todo mundo sabe.

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28.07.17
ED. 5671

Velha fórmula

Claudio Haddad anda saudoso do Banco Garantia. Ou pelo menos do modelo de associação adotado por Jorge Paulo Lemann. Tem falado em criar um partnership no Insper. Curioso! Será que a instituição de ensino está com algum problema?

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28.07.17
ED. 5671

A superação de Diniz

Ontem Abilio Diniz superou Abilio Diniz. O Carrefour Brasil atingiu valor de mercado da ordem de R$ 29 bilhões,
deixando para trás a BRF, que já caiu 21% no ano.

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28.07.17
ED. 5671

Gasolina na fogueira

O encontro da última quarta-feira no Palácio do Planalto não aparou as arestas entre Michel Temer e Paulo Hartung. Pelo contrário. Ontem, em conversas reservadas com parlamentares do PMDB, o governador do Espírito Santo
subiu o tom nos ataques a Temer. Coisa de quem já usa a camisa do DEM e o bottom de Rodrigo Maia por debaixo do paletó.

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28.07.17
ED. 5671

Risco Bendine paira sobre a WTorre

A prisão de Aldemir Bendine ameaça empurrar um pouco mais a Lava Jato na direção da WTorre. Entre as operações de Bendine no radar da República de Curitiba, os procuradores investigam em que circunstâncias se deu o empréstimo de aproximadamente R$ 150 milhões do Banco do Brasil para a empresa, feito em 2010. Os recursos se destinaram à construção do Allianz Parque, o estádio do Palmeiras.

À época, Bendine – por sinal, palmeirense – estava na presidência do BB. O RR apurou que o financiamento à WTorre já teria sido objeto de auditoria interna no Banco do Brasil. O BB teria identificado indícios de irregularidades no empréstimo. Consultado, o banco disse que “as operações de clientes estão protegidas por sigilo bancário”. Afirmou ainda que “irá colaborar com qualquer investigação que envolva sua atuação”.

Consultado sobre a auditoria, o BB não quis se pronunciar. A WTorre, por sua vez, informou ao RR que “não há qualquer processo relacionado a empréstimos tomados junto a bancos e que não está envolvida na Operação Lava Jato, não tendo sido incluída em qualquer denúncia.” A empresa, no entanto, já foi citada no “petrolão“. Segundo o empreiteiro Ricardo Pernambuco Junior, da Carioca Engenharia, a empresa teria recebido propina de R$ 18 milhões para deixar de participar de uma licitação do Cenpes, o Centro de Pesquisas da Petrobras. Há cerca de um ano o empresário Walter Torre chegou a ser alvo de um mandado de condução coercitiva expedido por Sérgio Moro.

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28.07.17
ED. 5671

Um Cover de si mesmo na Abramat

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, é um executivo de mil e uma utilidades. Durante o governo Lula era comum vê-lo batendo ponto no gabinete do ministro José Dirceu. É tido como um “homem de informações”. Caiba ou não esse epíteto, o fato é que na gestão de Roger Agnelli na Vale, lá estava Cover tratando de assuntos cabeludos. Era o responsável pela administração de conflitos com indígenas e com os chamados “sem-teto ferroviários”, os residentes em barracos construídos à beira do trilho dos trens.

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28.07.17
ED. 5671

Vitor ou Vitória?

No “toma lá dá cá” para barrar o pedido de abertura de inquérito contra Michel Temer, o governo está ressuscitando ou engavetando pautas no Congresso ao gosto do freguês. Para receber as bênçãos da bancada evangélica, por exemplo, promete apoiar o projeto de lei do deputado e pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), que proíbe o uso do
nome social de travestis e transexuais em órgãos da esfera federal, como estatais, autarquias e universidades. A proposta é tão polêmica, para se dizer o mínimo, que nem o evangélico Eduardo Cunha topou levá-la adiante quando comandava a Câmara.

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28.07.17
ED. 5671

Fado da despedida

O Banif já dispensou boa parte dos funcionários e vendeu seus imóveis no Brasil. Até o início de setembro, deverá encerrar suas operações no país, dentro do plano acordado com o Banco Central. No início do ano, o BTG chegou a negociar a compra das operações do banco português no Brasil, mas recuou. O Banif deixa o mercado brasileiro manchado pelos escândalos na matriz, que levaram à sua intervenção.

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28.07.17
ED. 5671

A quem interessar possa

A norte-americana Scram Systems, fabricante de tornozeleiras eletrônicas, está com um pé no Brasil. Vai disputar um mercado de 20 mil “consumidores”. E que não para de crescer…

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28.07.17
ED. 5671

Aquisições homeopáticas

O Aché está em negociações neste momento para a compra de dois laboratórios farmacêuticos. Ao menos uma das operações deverá ser anunciada nos próximos dias. Em pouco mais de um ano, a empresa das famílias Siaulys,
Baptista e Depieri adquiriu os laboratórios Nortis e Tiaraju.

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28.07.17
ED. 5671

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cambuhy Investimentos (Moreira Salles), Banif e Aché.

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