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Planos
18.07.17
ED. 5663

Recuperação judicial da Itapemirim é uma estrada cheia de buracos

Os credores do Grupo Itapemirim – mais de mil trabalhadores e centenas de fornecedores e bancos – estão perdidos à beira da estrada. O contencioso entre os antigos e os novos acionistas da companhia tem atrasado o processo de recuperação judicial e aumentado as incertezas em relação ao futuro do grupo, que soma um passivo de R$ 1,3 bilhão. De acordo com uma fonte ligada a um dos bancos credores, a previsão de que a empresa começasse a pagar suas dívidas no primeiro trimestre de 2018 é tratada como algo bastante improvável.

Segundo o RR apurou, apenas no último dia 14 de junho, foi publicado o edital oficializando o encaminhamento do plano aos credores. Isso quase um ano após a sua apresentação aos bancos, funcionários e fornecedores. A mesma fonte informou que ainda não há previsão para a data da assembleia geral que aprovará ou não o plano. Pelo rito das recuperações judiciais, as assembleias costumam ser marcadas logo após a divulgação da lista de credores, o que já ocorreu há mais de três meses.

Os credores jogam a responsabilidade pela morosidade do processo sobre os ombros dos atuais e, sobretudo, do ex-controladores da Itapemirim. Neste momento, qualquer decisão no âmbito da recuperação judicial se torna uma incógnita do ponto de vista legal devido às ações do empresário Camilo Cola, fundador da Itapemirim, para suspender a venda da companhia, fechada em fevereiro. Segundo o RR apurou, há cerca de duas semanas, a 13a Vara Civil Especializada Empresarial de Vitória (ES), responsável pela recuperação judicial, indeferiu recurso impetrado por Cola e seus herdeiros na tentativa de cancelar a transferência do controle aos empresários paulistas Sidnei Piva de Jesus e Camila de Souza Valdívia.

Cola tentou também um mandado judicial, igualmente negado. O RR fez seguidas tentativas de contato com a família Cola e os atuais acionistas da Itapemirim, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. A novela está longe do epílogo. De acordo com a fonte do RR, o fundador da Itapemirim e seus familiares deverão entrar com novo recurso. Eles alegam que Piva de Jesus e Camila Valdívia teriam se aproveitado de documentos com assinaturas falsas para ficar com todos os ativos do grupo, quando a operação original envolveria apenas a transferência das linhas operadas diretamente pela companhia. Enquanto os atuais e os ex-acionistas batem seus para-choques na Justiça, a Itapemirim perde combustível. Apesar de ainda ser uma das principais companhias de ônibus interestaduais do país, não é nem sombra do conglomerado que, no auge, chegou a ter mais de 30 empresas e cerca de 20 mil funcionários.

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18.07.17
ED. 5663

Embarque aberto

Os bondholders da OAS já abriram negociações para revender a participação de 24,4% da GRU Airport, concessionária do Aeroporto de Guarulhos, que receberam em troca de uma dívida de aproximadamente R$ 1,3 bilhão. A Brookfield está na primeira fila entre os candidatos.

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18.07.17
ED. 5663

Mantra

A quem lhe pergunta sobre os “traidores” do próprio PMDB, Michel Temer repete, como um mantra, que não vai agir com o fígado. Aliás, quando foi que Temer tomou uma atitude mais Madura na política?

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18.07.17
ED. 5663

Delação, com moderação

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, está devidamente sensibilizado com o mal estar causado pelas placas de estímulo à delação que foram penduradas pela empresa. O corpo de funcionários da tem um enorme orgulho da sua tradição técnica e de amor pela estatal. Conviver com o “delate” em cima da sua cabeça é dose. Parente devia pedir para que delatassem quem foi o inventor da ideia.

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18.07.17
ED. 5663

Ilan Goldfajn perde seu “investment grade”

Uma miríade de economistas do Boletim Focus aplicou um downgrade no presidente do BC , Ilan Goldfajn. O titular do BC teria errado na mão em vários tempos. Primeiro segurou a taxa Selic nos píncaros por meses e meses forçando uma recessão desnecessária, quando a atividade econômica desabava e a inflação já embicava para baixo. Ele também se esqueceu completamente do desemprego quando a boa receita de política monetária recomenda calibrar a Selic em função da taxa de desocupação do mercado de trabalho. Depois começou a reduzir a Selic em doses módicas em meio a uma recessão dos diabos. Quando se esperava alguma consistência na diminuição da taxa, pisou no breque devido ao recrudescimento da crise política. Ilan fez campanha para a redução da meta de inflação na última reunião do Conselho Monetário Nacional. A queda foi baixinha, quase microscópica, de 4,5% para 4,25%. Mas se, por qualquer acidentalidade, a exemplo do descontrole fiscal, o BC não atingir o novo target, vai ter de subir a Selic novamente.

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18.07.17
ED. 5663

Previ quer companhia para deixar a Fundição Tupy

A Previ estaria tentando costurar um acordo com a Telos para a venda conjunta de suas participações na Fundição Tupy. Ambas detêm 32% da companhia. A dobradinha valorizaria o preço de saída do capital. No caso da Previ, levando-se em consideração apenas a cotação do papel em bolsa, seu quinhão estaria avaliado em aproximadamente R$ 560 milhões. Na conta que interessa aos beneficiários do fundo, daria para cobrir algo como 3,5% do déficit atuarial de 2015 (R$ 16 bilhões). Procurada, a Telos negouo acordo com a Previ. Esta, por sua vez, não se pronunciou.

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18.07.17
ED. 5663

Páginas em branco

A Livraria Cultura não deverá retomar a parceria com a japonesa Rakuten para a venda do Kobo, leitor de livro digital. A empresa suspendeu a comercialização do equipamento em janeiro, sob a alegação de que aguardava uma decisão do STF sobre a tributação dos dispositivos fabricados no exterior. A sentença saiu em março, o Supremo confirmou que os e-readers podem ser importados sem impostos e, ainda assim, a Cultura não renovou seus estoques. Nos últimos meses, é bom lembrar, circulam no mercado informações de que a rede de livrarias da família Herz enfrenta dificuldades financeiras, renegocia dívidas com credores e estaria, inclusive, articulando sua fusão com a Saraiva.

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18.07.17
ED. 5663

Fogo amigo

O ex-ministro Orlando Silva e a presidente do PCdoB, Luciana Santos, têm sido duramente criticados pelos colegas de bancada, notadamente Jandira Feghali, por conta do desabrido apoio a Rodrigo Maia. Alguns mais exaltados já falam em expulsão do partido.

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18.07.17
ED. 5663

À frente das startups

O grupo sul-africano Naspers está monitorando cerca de 40 startups no Brasil, boa parte da área financeira.

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18.07.17
ED. 5663

“Bolsa gratidão”

O deputado Carlos Marun – o mais estridente defensor de Michel Temer, Eduardo Cunha et caterva no Congresso – tem colhido seus dividendos por tão desmedido apoio. Nas últimas semanas, vem fazendo um giro pelo interior do Mato Grosso do Sul para anunciar, todo pimpão, a liberação de verbas do governo federal para educação, saúde, saneamento etc.

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18.07.17
ED. 5663

Ponto final

As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Brookfield, GRU Airport e Livraria Cultura.

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