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Planos
05.07.17
ED. 5654

Reforma política vira uma boia para os náufragos da Lava Jato

A reforma do sistema político é o biombo por trás do qual começa a ganhar corpo um grande acordão com o objetivo de salvaguardar as principais lideranças partidárias do país criminalizadas pela Lava Jato. O pacto coletivo está sendo costurado em torno do projeto da reforma política em elaboração na Comissão Especial da Câmara. Uma das propostas mais agudas neste sentido é a instituição de foro privilegiado para ex-presidentes da República. Para tanto seria aproveitada uma outra PEC, já em curso no Senado, que trata de assunto correlato ao tema.

Não custa lembrar que, nos estertores do seu governo, Fernando Henrique Cardoso sancionou lei protegendo ex-chefes de governo de juízes de primeira instância. Três anos depois, o STF derrubou o dispositivo. Uma forma de envernizar a prerrogativa em sua segunda versão seria conceder a ex-presidentes o cargo de senador vitalício. Como única condição restritiva: esses novos membros não poderiam assumir a presidência da Casa.

A medida conta com o apoio irrestrito do PT, do PSDB e do PMDB, siglas que aninham quatro dos cinco ex-mandatários vivos – a exceção é Fernando Collor, do PTC. Além de José Sarney, o PMDB tem ainda o futuro ex-presidente Michel Temer, cada dia mais enrascado na Lava Jato. O pacto em torno da reforma política passa também pelo afrouxamento da legislação eleitoral, notadamente as regras para o caixa de campanha. O texto final da reforma eleitoral deverá propor o aumento do financiamento público de R$ 1,8 bilhão para R$ 3 bilhões. Mais do que isso: permitirá a retomada das doações empresariais.

O modelo negociado entre os parlamentares prevê a fixação de um percentual em cima da arrecadação total de 2014. As doações seriam feitas diretamente para o partido e não para o candidato. Outra proposta considerada visceral que conta com o apoio dos grandes partidos é o voto em lista fechada em 2018 – apenas no pleito seguinte, em 2022, vigoraria o modelo alemão de voto misto (lista aberta e fechada). Esta amarra é o preço da fidelidade ao governo neste momento.

A lista fechada aumenta a “impessoalidade” dos candidatos para o eleitor e favorece os caciques regionais de cada sigla, os nomes mais tradicionais da política, justamente os mais maculados pela Lava Jato. Ameaçados pela estimativa de renovação do Congresso de 50% a 60%, acima da média histórica em torno de 40%, os parlamentares querem o mínimo de garantia de que sua lealdade a um governo todo enlameado não custará sua própria cabeça nas urnas em 2018. A proposta da lista fechada traria, segundo seus defensores, a vantagem adicional de instituir a tão sonhada fidelidade partidária e a possibilidade do encaminhamento de “questões fechadas” à bancada.

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05.07.17
ED. 5654

Daqui não saio…

Amanhã, pouco antes de embarcar rumo à Alemanha, Michel Temer vai gravar um vídeo para as redes sociais – mais uma produção do publicitário Elcio Mouco, seu marqueteiro de confiança. Na mesma linha de seus recentes pronunciamentos, Temer usará o filmete para reafirmar sua permanência no cargo.

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05.07.17
ED. 5654

Operação Greenfield – fase 2

Ventos do Ministério Público sopram que a fase 2 da Operação Greenfield está a caminho. Na mira, investimentos dos fundos de pensão na área de infraestrutura.

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05.07.17
ED. 5654

Passaporte chinês

A BRF busca um sócio asiático para aumentar as calorias da sua operação local. A Cofco, da China, é forte candidato a dividir este prato. Ressalte-se que a BRF tem um pedacinho de uma subsidiária do grupo asiático, a Cofco Meat.

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05.07.17
ED. 5654

Agenda de uma nota só

Assim que regressar da Europa, Blairo Maggi nem vai esquentar no Brasil. Em poucos dias, deverá rodar pela Ásia. A agenda, só para não variar, é uma só: Carne Fraca.

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05.07.17
ED. 5654

Janot pede bis contra Moreira e Padilha

O cerco se fecha em torno de todos os homens do presidente. O RR apurou que, nos próximos dias, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai encaminhar ao STF nova denúncia contra Eliseu Padilha e Moreira Franco. O pedido de abertura de processo se baseia nas investigações contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima e na delação do doleiro Lucio Funaro. Em seu depoimento, Funaro teria revelado o repasse de propina para os dois ministros palacianos. Como disse o próprio Janot, ele ainda tem muita flecha para disparar antes de deixar a PGR, em setembro. A primeira denúncia da PGR contra os dois aliados figadais de Michel Temer foi encaminhada ao STF em março, a partir da delação de executivos da Odebrecht. Até hoje, a Suprema Corte não se manifestou. Temer já declarou que, se um ministro do seu governo virar réu, deixará o cargo. Pelo andar da carruagem, muito em breve terá a oportunidade comprovar se a promessa era para valer.

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05.07.17
ED. 5654

Terra ainda gira. Até quando?

Por que cargas d ́água a Telefônica se deu ao trabalho de fazer uma reestruturação societária no Brasil para assumir o controle de um negócio que ela própria extinguiu na Espanha, Estados Unidos, Argentina, Chile e Peru? Segundo o RR apurou, a resposta está no benefício fiscal de R$ 194 milhões que o grupo terá ao incorporar o portal Terra, operação anunciada na última segunda-feira. O valor será abatido do prejuízo de R$ 807 milhões na Tdata, subsidiária da Telefônica que, na prática, incorporou o portal. A vantagem justifica a sobrevivência da operação no Brasil. Por quanto tempo? No mercado, a aposta é que, no médio prazo, o Terra terá o mesmo destino de seus congêneres pelo mundo afora. Procurada, a Telefônica não se pronunciou.

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05.07.17
ED. 5654

Caldo de cana

O fundo norte-americano Lone Star, especializado em créditos podres, está percorrendo os canaviais brasileiros disposto a comprar dívidas de usinas de etanol. O que não falta é bagaço: na última safra, o passivo da indústria sucroalcooleira bateu nos R$ 100 bilhões. São mais de 80 usinas em recuperação judicial.

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05.07.17
ED. 5654

Crivella vs. Santander

Segundo o RR apurou, o prefeito Marcelo Crivella está disposto a recorrer à Justiça para romper o contrato com o Santander e realizar nova concorrência para a gestão da folha de pagamentos dos servidores. Consta que o atual acordo já teria gerado mais de R$ 200 milhões em prejuízos ao município. Procurada, a Prefeitura não confirmou o recurso à Justiça e o valor. Mas admitiu que existe a possibilidade de rescisão do contrato. Para bom entendedor…

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05.07.17
ED. 5654

Já passou?

A Camargo Correa jura que a temporada de desmobilização de ativos já passou. Mas, se receber uma oferta pela CCDI, seu braço imobiliário, é capaz de reabri-la rapidinho.

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05.07.17
ED. 5654

Alta pressão

O ar cada vez mais rarefeito de Brasília não deve estar fazendo muito bem a Cristovam Buarque. O senador seria o entrevistado do programa Roda Viva da última segunda-feira. Mas passou mal pela manhã e não pode viajar para São Paulo. Restou à TV Cultura exibir um programa de gaveta com o cartunista Maurício de Souza.

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05.07.17
ED. 5654

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Santander e BRF.

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