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Planos
19.06.17
ED. 5642

Cade lança uma faísca sobre o botijão da Ultragaz

O Grupo Ultra está prestes a sofrer um duro revés no Cade. Segundo informações filtradas da própria autarquia, o Departamento de Estudos Econômicos do órgão antitruste deverá recomendar a adoção do critério de concentração por estado no julgamento da venda da Liquigás para a Ultragaz. Se os conselheiros acatarem o parecer, são praticamente nulas as chances de aprovação do negócio sem restrições.

Em pelo menos cinco estados brasileiros, a dupla soma mais de 50% de participação no mercado de GLP: Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Neste último, o market share beira os 60%. É exatamente onde o botijão da Ultragaz mais pode “vazar”. O maior receio da companhia é que o Cade, entre outras exigências, determine a venda de parte da operação no maior mercado consumidor do país.

Consultado, o Cade informou que ” não comenta aspectos de mérito sobre operações em análise.” O Ultra não se pronunciou. Os advogados da Ultragaz defendem que o julgamento se dê com base nas vendas por município. Por sua vez, as concorrentes alegam que o Grupo Ultra quer impor um truque de ilusionismo para mascarar a concentração de mercado da nova empresa. Não são poucos os adversários. Os dois mais combativos são a Supergasbrás, leia-se a holandesa SHV, e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran.

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19.06.17
ED. 5642

Pagot, mas pode chamar de Blairo Maggi

Os depoimentos do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa à Lava Jato prometem complicar ainda mais a situação de Luiz Antonio Pagot – e, por extensão, de Blairo Maggi. As denúncias envolvem irregularidades em obras do DNIT. Ex-secretário de Infraestrutura do MT no governo Maggi, Pagot tem um extenso currículo. Foi citado nas delações da Odebrecht pelo suposto pagamento de caixa 2 a Maggi. Em 2011, foi exonerado da diretoria do próprio DNIT após denúncias de corrupção. Sete anos antes, havia sido condenado por fraude em licitação na Secretaria de Transportes de Mato Grosso.

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19.06.17
ED. 5642

CCR pega um metrô em São Paulo

Enquanto o trem do PPI não parte – se é que partirá –, os “maquinistas” da CCR estão debruçados sobre os editais de privatização da linha 5 do Metrô de São Paulo e da chamada Linha 17, o monotrilho de 7,7 quilômetros que ligará Congonhas ao Morumbi. Os leilões serão realizados no dia 4 de julho. A propósito: a CCR é hoje uma espécie de selo indireto de idoneidade de seus dois maiores acionistas, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, por ora alijados das licitações públicas.

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19.06.17
ED. 5642

Da BR a Manguinhos

A trading suíça Vitol tem interesse em adquirir ativos de armazenagem da complexa Refinaria de Manguinhos. Não deixa de ser estranho: é pouco, muito pouco para um grupo que, no ano passado, apresentou uma oferta para comprar parte da BR Distribuidora. Procurada, Manguinhos confirmou ter assinado um termo de confidencialidade com a Vitol, sem entrar em detalhes.

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19.06.17
ED. 5642

House of Cunha

Prevista para 2018, a série do Netflix sobre a Lava Jato, dirigida por José Padilha, será lançada simultaneamente no Brasil e em mais de 50 países. É Sergio Moro tipo exportação.

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19.06.17
ED. 5642

Prestidigitação

Sandro Mabel deixou o posto de assessor especial da Casa Civil, mas algum sósia dele continua no Palácio do Planalto. E tem cumprido uma série de missões para Michel Temer, especialmente na distribuição de cargos para a base aliada.

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19.06.17
ED. 5642

Fábula da corrupção inebriada

Era o início do segundo quartil da década de 90. O magnífico Príncipe governava o país, após um bem-sucedido plano econômico. As geniais inovações, contudo, não acharam continuidade no amadurecimento do plano. O magnífico Príncipe mandou às favas os escrúpulos e lançou mão do estelionato cambial.

Havia uma eleição a ser vencida. Crescer e segurar a tão prometida inflação baixa eram compromissos assumidos no seu reinado. Levaria a política de apreciação da moeda à frente, mesmo que ela custasse o sucateamento da indústria, a explosão do déficit externo e o salto da dívida pública interna. O magnífico Príncipe tinha o suporte do maior partido do Congresso Nacional, que trocava o seu apoio por cargos estratégicos na maior estatal do país, a Poderoso bras. A gigantesca empresa já vinha sendo roída por dentro havia algum tempo.

A holding era comandada por um quadro do regime anterior, muito ligado à bancada da base aliada do magnífico Príncipe em um dos três maiores estados da federação. Reza a lenda que a área de gás da mega-companhia começou naqueles idos a sua escalada na corrupção nacional. O maior partido do país exigiu um cargo na diretoria da Poderoso bras Distribuidora, subsidiária da estatal, como moeda de troca pelo seu apoio.

A empresa subsidiária era praticamente monopólica na comercialização do etanol. Seu diretor da área internacional – posteriormente preso – tinha sido escolhido a dedo para desenvolver um plano sinistro: embriagar a formação de preços do etanol. Contrariando toda a literatura econômica e o bom senso que a conjuntura exigia, o diretor da área internacional decidiu indexar o preço do etanol ao dólar. O supracitado diretor, é bom que se diga, respondia tão somente ao líder do partido hegemônico no Congresso. O acerto do preço foi feito com a influente entidade do setor de etanol sediada na maior unidade federativa.

A entidade era uma das maiores sustentações na área empresarial do líder do partido, que depois viria a se tornar presidente da Câmara dos Deputados. O desnorteante acordo de preços teria como contrapartida a transferência de propina para a campanha eleitoral de diversos políticos do mesmo partido, quando não para o próprio bolso deles. A decisão, tomada nas barbas dos presidentes da holding e da subsidiária, ia na contramão de todas as recomendações. O mercado apostava contra o câmbio sobrevalorizado e o FMI – a quem o governo recorreria desesperado – exigia a desvalorização da moeda. Pois correndo o risco mais do que certo, o diretor internacional fechou o contrato que pagaria a compra do etanol somente com a moeda forte.

A própria entidade empresarial surpreendeu-se com o acordo que envolvia todas as vendas da companhia. O magnífico Príncipe, que se reelegera com a “pedalada cambial”, realizou, então, a desvalorização monetária que estava prevista havia dois mil anos. Os preços do etanol foram aos píncaros. As perdas da Poderoso bras Distribuidora superaram R$ 1,2 bilhão, ganhos que foram engordar os balanços das empresas penduradas na influente entidade. Estas, por sua vez, regaram as campanhas dos políticos da grande unidade federativa. E jamais se viu um silêncio tão grande frente a um roubo tão gritante dos cofres públicos.

Na Poderoso bras até os auxiliares administrativos sabem o nome do líder político que embriagou os preços do etanol e transformou a subsidiária em um propinoduto. Hoje, a Poderoso bras Distribuidora usa uma fórmula de correção chamada Esalq (preço referenciado) combinada com a compra de 20% do combustível no mercado spot. É proibido falar em indexação dos preços ao câmbio na empresa.

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19.06.17
ED. 5642

Pocket book

O tempo das mega-stores está chegando ao fim na Saraiva. A empresa pretende reduzir gradativamente diversas lojas em shoppings, devolvendo parte da área alugada. Além disso, a prioridade é abrir unidades de, no máximo, 500 m2, metade do tamanho das grandes livrarias inauguradas nos últimos anos.

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19.06.17
ED. 5642

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Vitol e CCR.

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