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Planos
08.06.17
ED. 5636

Nova lei põe Temer e operadoras rodoviárias em rota de colisão

Como se já não tivesse problemas em altíssima escala, o governo Temer está às portas de um contencioso com um grupo de empresas de infraestrutura – diga-se de passagem, uma espécie de “Clube da Lava Jato”, que inclui CCR, Invepar, Triunfo e Galvão Engenharia. Todas elas arremataram concessões rodoviárias na 3ª etapa dos leilões da ANTT, em 2013 e 2014, e agora se mobilizam para entrar em bloco na Justiça. A medida é vista como a única saída para brecar os efeitos da Lei 13.448/17, sancionada por Michel Temer na última segunda-feira.

Ela abriu caminho para a retomada e a relicitação das licenças. Originária da MP 752, a nova lei excluiu a possibilidade de revisão dos investimentos e dos prazos, como pleiteavam as concessionárias. As companhias pediam um intervalo de 12 anos para concluir a duplicação das rodovias. No entanto, a exigência de cinco anos foi mantida. No fim de semana passado, o ex-governador baiano e hoje presidente da Associação Brasileira das Concessões Rodoviárias (ABCR), Cesar Borges, fez uma série de gestões em Brasília no intuito de convencer o presidente Michel Temer a não sancionar a lei.

Em vão. Formalmente, a ABCR adota um tom conciliador. Consultada, afirmou que a lei “prevê procedimentos para que as empresas possam fazer uma devolução amigável de contratos (relicitadas)”. No entanto, intramuros, as concessionárias avaliam que o governo foi intransigente nas negociações e não levou em consideração a crise econômica e a queda de tráfego nas rodovias. Neste cabo de guerra, o que menos importa é quem tem razão. O contencioso vai para a conta da FBCF, da taxa de desemprego, do PIB etc.

Cresce o risco de que o imbróglio paralise de vez os investimentos em mais de cinco mil quilômetros de rodovias. No atual ambiente político e econômico, não há qualquer garantia de que as concessões eventualmente retomadas pelo governo sejam relicitadas a curto prazo. Em extensão, as concessões da chamada 3ª etapa equivalem à metade de quase todas as rodovias federais já sob gestão privada.

Com uma Lava Jato nas costas, somada à maior recessão da história do país, as operadoras não seguraram o tranco. Todas as obras estão atrasadas ou paralisadas. A Invepar, por exemplo, só conseguiu duplicar um terço dos quase mil quilômetros da BR 040 entre Juiz de Fora e Brasília. A CCR suspendeu as obras da BR-163 no início de maio. O caso mais grave é da Galvão Engenharia. A empresa só teria ampliado até agora algo como 8% do trecho total da BR-153 entre Goiânia e Gurupi (TO).

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08.06.17
ED. 5636

Basta de Paranapanema

O anúncio de que a deficitária Previ vai aportar mais recursos na Paranapanema causou revolta entre os beneficiários do fundo de pensão. Entidades representativas dos participantes, com o apoio de integrantes do Conselho Fiscal, pretendem ir à Justiça para impedir a capitalização de até R$ 200 milhões. Já se perdeu a conta de quanto a Previ torrou na Paranapanema.

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08.06.17
ED. 5636

Petit comitê

Os franceses do Carrefour esbanjam otimismo. Dizem em petit comitê já ter demanda firme para o valor máximo do IPO da operação brasileira: R$ 10 bilhões.

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08.06.17
ED. 5636

“Sistema de cotas”

Leo Pinheiro, da OAS, abriu fogo contra o tucanato paulista. Encaminhou ao Ministério Público uma leva de planilhas e documentos que comprovariam o pagamento de propinas para obras em rodovias no governo de Geraldo Alckmin. Leo já havia feito denúncias de corrupção na gestão de José Serra, de 2007 a 2010. Se não der em nada, ao menos servirá de “contrapeso” à sua delação sobre o tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia.

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08.06.17
ED. 5636

Todos querem pilotar a Unidas

A Locamerica apresentou uma oferta para a compra da Unidas, controlada pela norte-americana Enterprise Holdings e pelas gestoras Gávea e Kinea/Itaú. Segundo o RR apurou, o dote gira em torno de R$ 1 bilhão. A Locamerica atravessou a pista na frente da Movida. Esta última, leia-se JSL (ex-Julio Simões Logística) também vinha mantendo tratativas para a aquisição da Unidas. O vencedor do “pega” levará para a casa uma participação de 7% do mercado de locação de veículos no Brasil e um faturamento de R$ 1,2 bilhão por ano.

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08.06.17
ED. 5636

“Sua casa, meu lucro”

Crise? Só se for no terreno do lado. O “Minha Casa, Minha Vida” criou um bolsão de prosperidade entre os escombros do setor imobiliário. Dois exemplos:

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A Tenda vai investir R$ 2 bilhões na compra de terrenos. Com 70% do seu faturamento pendurados no programa do governo, a maior preocupação da empresa neste momento é recompor seu landbank para futuros projetos de habitação popular. Grande parte do banco de terrenos da Tenda já está comprometida com os lançamentos previstos para 2017 e 2018.

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A MRV caminha para fechar o mês de junho com o maior Valor Geral de Vendas para um primeiro semestre da sua história. Será também o vigésimo trimestre seguido de geração de caixa. O “Minha Casa, Minha Vida” responde por mais de 95% da sua receita.

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08.06.17
ED. 5636

Correios não manda nem telegrama para o Postalis

São tantos problemas nos Correios que a gestão das aposentadorias de seus funcionários deve ter se tornado a última das prioridades da estatal. Só isso explica a demora na indicação dos novos conselheiros do Postalis, de responsabilidade da mantenedora. Os mandatos de dois integrantes do Conselho Deliberativo e de um membro do Conselho Fiscal expiraram em 30 de abril. No entanto, só na quarta-feira passada, um mês depois, os Correios apresentaram os três substitutos. Aliás, três, não, quatro. Não sabe por que razão a estatal afastou do Conselho Fiscal do Postalis outro de seus representantes, Juliano Armstrong, cujo mandato só terminaria em 30 de abril de 2019.

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08.06.17
ED. 5636

Arquivo vivo

A iminente delação do deputado Rodrigo Rocha Loures mexe também com a pressão arterial de Paulo Skaf. Loures teve atuação importante na arrecadação de recursos para campanhas do PMDB, especialmente em 2010 e 2014, anos em que Skaf concorreu ao governo de São Paulo.

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Aliás, não se pode esquecer que o deputado tem relações consanguíneas com a Fiesp: seu pai, Rodrigo Costa Rocha Loures, é presidente do Conselho de Inovação e Competitividade da entidade.

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08.06.17
ED. 5636

Soja no atacado

Uma das maiores tradings agrícolas do mundo, a Olam International está comprando plantações e mais plantações de soja no Centro-Oeste. Com sede em Cingapura, o grupo já tem negócios em café e cacau na Bahia. Há cerca de cinco anos, passou por uma forte crise e quase quebrou. Hoje, fatura cerca de US$ 20 bilhões.

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08.06.17
ED. 5636

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, OAS, Tenda, MRV, Locamerica e Unidas.

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