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Planos
16.03.17
ED. 5579

Estácio é uma maldição na vida de Rodrigo Galindo

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, chamaria o padre Merrin, o “Exorcista”, para extirpar a Estácio da sua vida caso tivesse o condão de transformar ficção em realidade. A empresa carioca demoniza a trajetória profissional de Galindo, rebaixado de cardeal para diácono devido a uma série de equívocos – e infortúnios, vamos admitir – desde que a instituição atravessou o seu caminho. O outrora bem-sucedido executivo tem sido visto como “incapacitado” – palavra de um dos acionistas – para conduzir com êxito a aquisição da empresa.

O adjetivo “incapacitado” não diz respeito a uma única voz. Galindo encontra-se sem apoio da maior parte dos controladores – leia-se os fundos Oppenheimer e Coronation. Galindo, que deitou na fama com a compra da Anhanguera, quis replicar a fórmula com a Estácio. Na primeira aquisição, apresentou uma defesa no Cade que continha dribles razoáveis sobre a acusação da Kroton tornar-se acintosamente dominadora do setor.

Galindo se apoiava em números bem menores de concentração do mercado e previa a venda de ativos de ensino a distância. Segundo fonte do Cade, estão na mesa duas hipóteses mefistofélicas para a Kroton: ou o Conselho desaprova a junção, o que é bastante provável, ou impõe restrições que inviabilizam o acordo, o que é mais provável ainda. Este último ponto tem um complemento: se a perda de receita com a venda de ativos for superior a 15%, qualquer uma das partes pode rescindir a operação sem pagamento de multa.

Galindo ganhou também a maldição de Walfrido dos Mares Guia, um dos controladores da Kroton. Quem conhece o ex-ministro sabe que ele é jeitoso, se relaciona bem. Com Galindo, Walfrido foi duro e deixou claro que é ele quem vai tratar do imbróglio Estácio/Cade. O ex-ministro aposta nas articulações políticas em Brasília para neutralizar a ação de grupos concorrentes, como a Ser Educacional e a Anima. Estes dois visitaram ministros e parlamentares para mostrar que a fusão da Kroton com a Estácio está criando um monstro monopolista.

A Superintendência Geral do Cade deu parecer recomendando pesadas restrições à fusão, o que deverá precipitar a decisão dos conselheiros. Até mesmo o preenchimento das duas vagas abertas na autarquia é uma incógnita. Não há nomes definidos e nem prazo para escolhê-los. Dependendo de quem entrar, poderia haver uma compreensão diferente do caso. Com os cinco conselheiros atuais, o jogo está praticamente perdido. Resta ver se Walfrido reencarna o Padre Merrin e exorciza o atual Cade. Galindo que cuide da sua própria sorte.

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16.03.17
ED. 5579

Dupla bilionária

O fundo norte-americano Advent negocia a compra de uma participação no grupo educacional Cruzeiro do Sul. Com receita de R$ 1 bilhão, a empresa ganhará invejável poder de fogo. O Advent terá ao seu lado o GIC, fundo soberano de Cingapura, que, no ano passado, adquiriu 40% da empresa.

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16.03.17
ED. 5579

Azul só no nome

David Neeleman pensa com os seus botões se é mesmo o melhor momento para abrir o capital da Azul. A companhia voltou a dar prejuízo nos dois primeiros meses de 2017. No ano passado, perdeu R$ 126 milhões.

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16.03.17
ED. 5579

Hidrelétrica à venda

A chinesa State Grid e a Energisa são candidatas à compra da hidrelétrica São Roque, em Santa Catarina, pertencente à encalacrada Engevix. O ativo está avaliado em R$ 700 milhões. Trata-se, na verdade, de uma meia usina: as obras de construção da São Roque estão paradas há um ano.

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16.03.17
ED. 5579

Um canal para Malafaia

O pastor Silas Malafaia também quer ter a sua própria emissora de TV. O alvo é a CNT.

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16.03.17
ED. 5579

Cedae entre o ideal e o real

A falta de um marco regulatório para a área de saneamento ameaça tirar preciosos bilhões do corroído cofre dos estados. Que o diga um dos mais combalidos de todos, o Rio de Janeiro. Segundo relatório que começou a ser enviado pelo BTG Pactual a seus clientes na semana passada, a privatização da Cedae tem potencial de gerar até R$10 bilhões caso seja realizada após a regulamentação dos serviços no setor. É quase o triplo do valor que o estado espera arrecadar com o atual modelo de venda da estatal – cerca de R$ 3,5 bilhões. A questão é casar o timing do governo federal, que trabalha a passos lentos na reconstrução do marco regulatório, com a desesperadora situação fiscal do Rio. Não há qualquer previsão de envio do projeto para o Congresso.Em tempo: no paper, o BTG aponta as empresas do setor elétrico como potenciais candidatas à compra das estatais de saneamento, em razão da sinergia entre ambas, notadamente no caso das companhias de geração hidrelétrica.

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16.03.17
ED. 5579

OHL troca os céus pelo asfalto

Após desistir de participar do leilão de concessões aeroportuárias, previsto para hoje, a espanhola OHL volta suas baterias para as licitações de rodovias. O grupo tem especial interesse nos trechos das BRs 364 e 365, entre Goiás e Minas Gerais, que serão leiloados no segundo semestre. Seria o retorno da OHL às estradas brasileiras. Em 2013, o grupo espanhol vendeu todas as suas concessões rodoviárias e deixou o país.

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16.03.17
ED. 5579

Sócio de ficção

Benjamin Steinbruch tem usado as supostas conversações com a China Communications Construction Company para afastar o risco de retomada da concessão da Transnordestina. No entanto, no Palácio do Planalto, o ceticismo em relação à entrada dos chineses no empreendimento já é maior do que a própria ferrovia.

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16.03.17
ED. 5579

Feitos um para o outro

A Samsung – quem diria? – virou motivo de chacota entre os cartolas da CBF. Em novembro, a empresa rompeu o contrato de patrocínio com a entidade por conta das denúncias contra Marco Polo del Nero. Três meses depois, o grupo enfrenta o maior escândalo da sua história, com a revelação do pagamento de propina a aliados do governo da Coreia do Sul.

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16.03.17
ED. 5579

Jurisprudência portuária

O governo federal deverá transferir para o estado de Pernambuco o direito de concessão de futuros terminais no Porto de Suape. A medida servirá de test drive. Se acelerar a implantação de novos projetos, será replicada em outros portos.

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Flavio Rocha, da Lojas Riachuelo, saiu na frente. Já está em campanha junto ao empresariado paulista pela candidatura de João Doria à presidência.

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16.03.17
ED. 5579

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Advent, Cruzeiro do Sul, OHL, Engevix, State Grid e Energisa.

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