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Planos
17.02.17
ED. 5563

Doria e ACM Neto é a chapa puro sangue da Fiesp

O empresariado de São Paulo, em especial a banda de música da Fiesp, está excitado com a chamada chapa “Messi e Neymar” para disputar as eleições de 2018. A dobradinha já tem até slogan: “Dois artilheiros na presidência e vice-presidência do Brasil”. O Messi em questão é o onipresente prefeito de São Paulo, João Doria, que parece disposto a não sair da mídia até concretizar seu sonho de poder.

O Neymar, por sua vez, vem do Nordeste. É o atual prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, provavelmente o alcaide mais popular do país – na última eleição venceu com 74% dos votos no primeiro turno. Ambos teriam, caso a campanha começasse hoje, de abdicar de mais de 1.520 dias de governo nas suas cidades. Nos respectivos partidos, PSDB e DEM, ao que consta não foi sequer cogitada uma chapa com os dois políticos. Aliás, “políticos” é quase uma licença poética, pois Doria e ACM Neto se intitulam gestores antes de tudo. É justamente a ideia de renovação, cara limpa e novas práticas que inspira os endinheirados a apostar na dupla.

A fonte do RR diz que algum badalo na mídia e uma pesquisa de opinião na hora certa bastam como rastilho de pólvora para a candidatura. E PSDB e DEM se misturam como café com leite. Não se trata de uma solução simples, pelo menos do lado dos tucanos, que têm três nomes na disputa pela candidatura: Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. O que estimula o empresariado pró-Doria e ACM Neto, entretanto, é a falta de drive de Aécio e Alckmin nas pesquisas.

No último Datafolha, o senador tinha 11% contra Lula reinando com 25%. Alckmin, por sua vez, não passava de 8% e dava mais um pontinho a Lula, que atingia 26%. José Serra já se tornou até carta fora do baralho nessas sondagens. Um dado relevante: Dória e ACM Neto estão limpinhos, o que é uma ironia quando se fala na Operação Lava Jato, uma emporcalhadora de imagens. Ao que se sabe, nem Alckmin nem Aécio estão tão longe da alça de mira da força tarefa de Curitiba. E Michel Temer? Dória e ACM Neto terão, somados, apenas mais 17 anos do que Michel Temer, caso ele se elegesse para a presidência em 2018 e terminasse o mandato (81 anos). Só uma coisa é certa em relação a uma aventura com a chapa “Messi e Neymar”. Não vai faltar dinheiro.

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17.02.17
ED. 5563

Um celular na mão e uma propina na cabeça

A delação premiada de Fernando Cavendish oferece uma videoteca que merecia ser disponibilizada ao público. Os próprios procuradores estão impressionados com a recorrência com que o empreiteiro costumava gravar filmetes de seus encontros com Sérgio Cabral, a exemplo do já notório registro de um jantar entre casais em Paris. Nessas ocasiões, corruptor e subornado costumavam falar as maiores barbaridades quase em tom de galhofa.

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17.02.17
ED. 5563

O “cisne branco” das delações

Os velhos companheiros de farda têm se mobilizado em torno da situação do vice-almirante da Marinha, Othon Luis Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear. Entre seus antigos colegas, há um crescente apelo para que ele faça um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Seus pares, é bom que se diga, não fecham os olhos para os graves desvios de conduta do ex-oficial no comando da estatal. Mas temem que Othon Pinheiro – reconhecido na área militar e no setor de energia pelos notórios serviços prestados ao Programa Nuclear Brasileiro – seja a força centrípeta de todos os malfeitos cometidos na estatal. Outros cinco ex-dirigentes da Eletronuclear ainda são investigados pela Lava Jato, mas, por ora, apenas Othon Pinheiro foi julgado e condenado. À prisão perpétua, costumam dizer seus contemporâneos nas Forças Armadas: aos 77 anos, o ex-oficial recebeu uma pena de 43 anos de prisão. No entanto, a própria punição não é o veredito que mais lhe dói. Sua filha, Ana Toniolo, foi condenada a 14 anos e 10 meses em regime fechado por também ter participado de um esquema de corrupção na construção da Usina Angra 3 – as obras, por sinal, estão paradas desde descoberta das irregularidades atômicas. Portanto, mais do que para seu próprio usufruto, Othon Pinheiro tem fortes razões consanguíneas para abrir seu baú de memórias na Eletronuclear.

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17.02.17
ED. 5563

BM&F e Cetip jogam seu naipe de ases

Por mais paradoxal que possa soar, ao pedir ao Cade a prorrogação do prazo por mais 60 dias, BM&F Bovespa e Cetip lançaram uma cartada na tentativa de antecipar o julgamento da fusão entre ambas. Explica-se. O dead line está previsto para o próximo dia 23 de fevereiro, mas as duas empresas identificaram a disposição do próprio Cade de estender a análise do processo por mais 90 dias – conforme antecipou o RR na edição de 27 de janeiro. Se isso acontecer, o veredito só sairá no fim de maio. Daí a manobra da dupla. Se o pedido de adiamento feito pelas companhias for aceito pelo Cade, o calendário muda automaticamente e o julgamento ocorre até o fim de abril quem sabe até mesmo antes da antes da assembleia geral de acionistas da BM&F Bovespa, prevista para o dia 28 do mês? Não custa tentar…

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17.02.17
ED. 5563

Casaca, casaca…

A Caixa Econômica e o presidente do Vasco, o afamado Eurico Miranda, têm travado um clássico para a renovação do patrocínio ao clube. O banco oferece R$ 11 milhões. O cartola exige R$ 15 milhões. Quem tem acesso ao pay per view das negociações garante que o jogo de cena termina nos R$ 12 milhões.

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17.02.17
ED. 5563

Triunfo no acostamento

Em delicada situação financeira, a Triunfo colocou à venda, em um só pacote, a Concer e a Concebra. Quem comprar leva quatro concessões de rodovias federais, com mais de 1,4 mil quilômetros. E também uma dívida conjunta de R$ 979 milhões com o BNDES, que já executou as garantias dadas em contrapartida aos empréstimos. Quem se habilita?

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17.02.17
ED. 5563

Feirão de imóveis

A incorporadora paulista Viver, controlada pelo fundo norte-americano Paladin, é uma grande prateleira. Em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 1,2 bilhão, a empresa pretende fazer caixa com a venda de suas participações em 16 Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Em cada um desses escaninhos há um empreendimento imobiliário precisando de dinheiro.

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17.02.17
ED. 5563

Big like

A fantástica fábrica de ideias da Globo está maquinando um modelo de reality show para as redes sociais.

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17.02.17
ED. 5563

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Viver, BM&F Bovespa e Triunfo.

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