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Planos
13.01.17
ED. 5538

Presídios do Rio incubam ovo da serpente

Depois dos massacres nos presídios de Manaus e de Boa Vista, o novo lócus de apreensão do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, é o Rio de Janeiro. A preocupação se deve aos informes que têm sido remetidos ao Ministério pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, dando conta de uma estranha movimentação entre a população carcerária do estado. Até ontem à tarde mais de 500 detentos de Bangu 4 e do presídio Ismael Pereira Sirieiro, em Niterói, vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) haviam pedido à direção das respectivas unidades sua transferência para outras alas – informação confirmada ao RR pelo presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, Gutembergue de Oliveira.

Os presos alegam que temem ser alvo de ataques em represália à matança orquestrada pelo PCC em Roraima – por sua vez, uma reação ao massacre no Amazonas. Esses detentos dizem que querem se manter na “neutralidade”, à margem de qualquer facção – no peculiar sistema de divisão territorial das penitenciárias, há alas específicas para os “sem partido”. De acordo com informações repassadas pelas Secretaria Estadual ao Ministério da Justiça, há evidências de que os dissidentes do PCC não pretendem ficar na “neutralidade”, como alegam. Tudo indica que esse contingente é a proxy de uma sexta facção nas cadeias do Rio, que passaria a rivalizar não só com o forasteiro PCC, mas também com grupos criminosos nativos, como Amigo dos Amigos (ADA), Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Povo de Israel (PVI).

O Ministério da Justiça e o governo do Rio devem discutir nos próximos dias medidas para mitigar os riscos de confronto nas cadeias do estado. Toda a cautela é bem-vinda. Seja pelo tamanho da população carcerária, seja pelo poder de ressonância do Rio, eventuais conflitos em penitenciárias do estado teriam uma dimensão ainda maior. Além das lições recentes, não faltam exemplos do passado. Quando o Povo de Israel se formou, em 2004, marcou sua estreia com um violento motim no presídio Hélio Gomes, até então mapeado como uma unidade “neutra”: 19 detentos ficaram feridos; um foi assassinado. Cinco agentes carcerários foram mantidos como reféns ao longo de um dia.

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13.01.17
ED. 5538

Santander faz o marketing da inverdade

Recomenda-se ao Conar e ao BC que se debrucem sobre a comunicação do Santander. Há fuligem por ali. Segundo anúncio publicado ontem com espalhafato nos jornais, o banco foi o primeiro a não cobrar por dez dias no cheque especial. Mentira! Quem bolou o produto foi Aloysio Faria, no antigo Banco Real. O Santander diz também que reduziu suas taxas antes de o Copom decretar a queda da Selic. Não consta que a informação seja procedente. Somente às 19h de ontem, o Santander comunicou à imprensa que a partir de hoje as taxas serão reduzidas. Informações filtradas junto ao banco levam a crer que foi o presidente Sérgio Rial que teve a ideia genial da campanha. Rial é uma espécie de João Doria bancário. Vai que daqui a pouco se veste de gari com a logomarca do Santander no uniforme.

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13.01.17
ED. 5538

Fundo com quatro letras

A China Communications Construction Company (CCCC) vai desembolsar, ao longo dos próximos três anos, cerca de US$ 2 bilhões em projetos de infraestrutura no Brasil. A rigor, trata-se do único investimento já confirmado no âmbito do fundo anunciado pelos governos brasileiro e chinês, no valor total de US$ 20 bilhões.

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13.01.17
ED. 5538

Usina da Renuka encalha sobre o balcão

Os credores da Renuka do Brasil – encabeçados pelo Banco Votorantim e pelo Itaú – já discutem alternativas para a Usina Madhu, localizada em Promissão (SP). Uma das hipóteses é assumir o empreendimento, reestruturá-lo e vendê-lo mais à frente. Colocar para dentro de seus balanços uma moedora de cana-de-açúcar está longe de ser a solução ideal para os bancos. O problema é que, por ora, ainda não surgiu qualquer candidato no leilão da unidade sucroalcooleira, que foi prorrogado até o dia 23 de janeiro. Na primeira tentativa, no último dia 20 de dezembro, também não houve lances pela usina, avaliada em R$ 700 milhões. A negociação é fundamental para o abatimento da dívida com os bancos. Em recuperação judicial, a Renuka, de origem indiana, tem um passivo total superior a R$ 2 bilhões. Procurada, a companhia confirmou que, até agora, não “apareceram interessados”. Como desta vez não haverá preço mínimo, a Renuka espera que a venda da usina “seja concluída no leilão”.

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13.01.17
ED. 5538

Sucessão emperrada

O octogenário Nevaldo Rocha já gostaria de ter passado definitivamente a gestão executiva do Grupo Guararapes e da Lojas Riachuelo para o filho, Flavio Rocha. Mas não vai coroá-lo enquanto ele não se decidir entre os negócios da família e a política. O rebento dá sinais de que poderá ser seduzido pelo canto que vem do PSDB. Consultado, Flavio Rocha disse “desconhecer as informações”.

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13.01.17
ED. 5538

Apoio a distância

Diretamente do cárcere, Eduardo Cunha tem se empenhado em caçar votos para a candidatura de Jovair Arantes (PTB-GO) à presidência da Câmara dos Deputados. Pelo menos é o que a campanha de Rodrigo Maia faz questão de espalhar entre os congressistas.

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13.01.17
ED. 5538

Viver ou morrer

A incorporadora paulista Viver, controlada pelo fundo norte-americano Paladin, vai apresentar seu plano de recuperação judicial até o próximo dia 20. A companhia não vai reinventar a roda: a ideia é queimar boa parte do banco de terrenos para amortizar o passivo superior a R$ 1 bilhão.

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13.01.17
ED. 5538

Cão e gato

A mexicana Amanco, conhecida por seus tubos e conexões, está decidida a diversificar seus negócios no Brasil e entrar no ramo de louças e metais sanitários. A semelhança não é mera coincidência: não faz nem três meses que a Tigre, sua maior concorrente, anunciou o desembarque no segmento com a compra da Fabrimar.

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13.01.17
ED. 5538

Custo eleitoral

O híbrido de parlamentar e apresentador de TV Celso Russomanno mandou recado para os assessores de João Doria de que a derrota nas eleições para a Prefeitura vai sair caro. Bem caro.

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13.01.17
ED. 5538

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não quiseram comentar o assunto: Amanco e Viver.

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