Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
10.01.17
ED. 5535

Jaguar acha uma fresta no bloco de controle da Aliansce

A Jaguar Real Estate Partners já preparou o mapa para o ingresso no bloco de controle da Aliansce. A gestora norte-americana identificou na BNY Mellon ARX Investimentos o primeiro passo para dar cabo na empreitada. Já está de olho nessa oportunidade faz tempo. Mas, a estratégia de vai e vem da ARX, como é chamada no mercado, acabou postergando o plano. Explica-se o ziguezague: a companhia de investimentos detinha 5% das ações da Aliansce em 2012; em 2013, iniciou um aumento da sua participação via compra das ações em mercado chegando a 8%; desde então, a ordem na ARX foi reduzir a posição descendo para os atuais 6,82%.

A Jaguar pretende somar seu lote acionário de 5,43% ao quinhão da ARX. Com a transação, dobrará para 12% a participação no capital da Aliansce. O percentual é semelhante ao que a Jaguar tentou comprar em agosto do ano passado da norte-americana GGP, uma das maiores administradoras de shoppings do mundo. Mas as ações foram adquiridas pelo Canada Pension Plan Investment Board, braço de investimentos do Canada Pension Plan, fundo de pensão dos empregados públicos e privados do Canadá.

Segundo a fonte do RR, que acompanha a transação, a Jaguar acertou com o Canada Pension Plan e o empresário Renato Rique, ambos integrantes do bloco de controle, um acordo prévio. Por ele, os dois investidores abrem mão da sua prerrogativa de compra das ações e deixam o caminho livre para a gestora norte-americana adquirir a parte da ARX. Nas conversas prévias do trio, está um novo aumento de capital. No ano passado, foi concretizada uma operação de capitalização semelhante para comprar uma fatia minoritária do Shopping Leblon, o que permitiu a entrada da Jaguar na Aliansce. Com os recursos obtidos em mercado, a gestora espera ampliar para 30 o número de shoppings próprios – hoje são 19.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.01.17
ED. 5535

Ambev capricha no colarinho para encobrir seus seguidos fracassos

A ordem na Ambev é seguir o modelo Temer/Meirelles e embalar algumas boas iniciativas de marketing com intenções de investimentos cacarecos para ter o maior volume de informações otimistas e sair espumando pela imprensa. Nos últimos dias, a companhia anunciou uma fábrica de cervejas especiais em BH que será aberta à visitação, deu visibilidade à sua participação no Fórum das Empresas e Direitos LGBT, lançou uma nova linha de bebidas para o público jovem (é preciso garantir o consumidor do futuro) e divulgou sua entrada no segmento de água mineral. Diriam os inebriados pela inocência: a Ambev está imbuída da sua missão de praticar a transparência como toda boa companhia aberta que se preze.

A explicação enche apenas um terço do copo. O restante estaria ligado à estratégia de comunicação, no que a cervejeira, como notória e intensa produtora de malefícios à sociedade, tornou-se uma mestra. A Ambev mimetiza os males à saúde que provoca. É para parecer coincidência, mas as good news divulgadas em série enevoam uma caravana de insucessos no ano passado.

Os resultados de junho a setembro tiveram gosto de cicuta. A geração de caixa no Brasil despencou 31,3%, a maior queda da história da companhia para um único trimestre. A margem Ebitda escorreu pia abaixo, caindo 13,3%. Seu market share cai seguidamente. A linha de montagem de notícias positivas tem como objetivo sinalizar um 2017 mais próspero. Mais do que isso: busca fazer com que a bateria de novos projetos cumpra o seu papel de lobby, desestimulando a ideia da Fazenda de cobrar uma contribuição tributária maior da empresa.

Nesse toma lá, dá cá, a boa vontade dos novos investimentos não combinaria com mais impostos. São bons os motivos, portanto, para os cervejeiros emudecerem sobre a queda de market share, resultados fi nanceiros cadentes, os questionamentos à até então deificada gestão da companhia e o mau momento do ambiente social-trabalhista por que atravessa a empresa. Que tempo ruim,que nada! Se depender do marketing da Ambev, até o sol inclemente que torra a cabeça dos brasileiros nesse verão severino foi produzido para que o consumo da “loura” aumente. A cervejeira elevou a máxima de Ricúpero ao paroxismo: “O que é bom a gente fatura; o que é ruim a gente esconde.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.01.17
ED. 5535

Velho fantasma

A venda de 49,99% da Rio Linhas Aéreas para os Correios, feita sem licitação, voltará à ordem do dia. O TCU, que suspendeu a operação no ano passado, deverá julgar até março o recurso da estatal contra a decisão. Parecer técnico do órgão já apontou risco ao erário. Os Correios informaram que “até o momento, não têm conhecimento do assunto.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.01.17
ED. 5535

Bolso forrado

A Kroton está pedindo R$ 1,5 bilhão pela operação de ensino a distância da Estácio. A venda é condição sine qua nom para que a associação entre os dois grupos seja aprovada pelo Cade.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.01.17
ED. 5535

Fator Delta

Os procuradores do Rio estão convictos de que o empreiteiro Fernando Cavendish pode ajudar, e muito, a desvendar uma história até hoje muito mal explicada: a repentina interdição do estádio do Engenhão, por decisão de Eduardo Paes, às vésperas da licitação do Maracanã. A Delta, de Cavendish, construiu o Engenhão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O ex-jogador Ronaldo deu agora para fazer duras críticas a Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar em Nova York. Nem parece o mesmo fenômeno que andava grudado nos cartolas da CBF e até participou do Comitê Organizador da Copa de 2014.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.01.17
ED. 5535

Cabos eleitorais

Os deputados petistas Vicente Candido (SP) e Luiz Sergio (RJ) têm trabalhado com afinco para aumentar o número de votos do partido à reeleição de Rodrigo Maia na presidência da Câmara. Maia já teria garantido o “sim” de 35 dos 57 integrantes da bancada do PT.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.01.17
ED. 5535

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Jaguar Partners, Aliansce, BNY Mellon Arx Investments e Kroton.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.