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Planos
02.01.17
ED. 5529

Romero Jucá articula o acordão do “Fica, Temer”

O senador Romero Jucá tem se aproveitado da sua condição de parlamentar anfíbio – um pé no Congresso e o outro no Executivo – para conspirar, dentro e fora do governo, sobre propostas que envergonhariam golpistas ferrenhos e de tradicional linhagem. Jucá desmente na lata quem disser que ele está querendo raspar da Constituição os trechos que, conforme seu discurso, “ameaçam a ordem” do país, na mais atípica das circunstâncias críticas nacionais. Mas está sim.

O movimento viria do Legislativo e das classes empresariais. O STF seria parceiro no golpe. Ou seria golpeado. A ver. O RR fez várias tentativas de contato com o senador Romero Jucá, por e-mail, celular e por intermédio de sua assessoria, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. A chicana viria em dois movimentos. O primeiro seria encontrar expediente que pudesse blindar Michel Temer no caso de uma decisão do TS cassando a chapa com Dilma Rousseff.

Temer gozaria de dois anos de anistia, de forma a completar o ajuste econômico e concluir a transição para as eleições diretas em 2018. A alternativa, segundo os dizeres atribuídos a Jucá, seria a barbárie política com o risco do retrocesso do autoritarismo. Temer somente sairia em um processo de impeachment clássico, com provas de culpabilidade criminal. Mesmo assim, com o Congresso na mão, teria condições para esticar a corda.

É uma boa aposta que não deixaria o governo antes de 2018. Para o caso desse drible por fora da lei não dar certo, Jucá costura uma segunda proposta: se Temer sair, a equipe econômica (Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn, Pedro Parente, Maria Silvia Bastos etc.) fica, tornando o futuro presidente um monarca ridiculamente sem poderes. O grupo dos tecnocratas eleitos deveria estar protegido das delações e da sede punitiva da Lava Jato.

Caberia a eles dar sequência ao plano de estabilização econômica, transformado, nos novos termos, em um programa de Estado. O RR exibe o trailer dessa película trash para conferência futura. Quem assistiu aos últimos filmes da escatologia política nacional não tem por que duvidar de mais essa obscenidade.

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02.01.17
ED. 5529

O déficit da discórdia na Previ

Os funcionários e aposentados do Banco do Brasil aprovam os fins, mas não necessariamente os meios que começam a ser utilizados pela Previ para amortizar seu déficit atuarial e, com isso, evitar a necessidade de um aporte extra dos próprios beneficiários. O caso mais controverso diz respeito à recente venda da participação de 29,4% na CPFL. Entidades que representam os associados da fundação contestam a decisão da Previ de usar os recursos arrecadados na operação para cobrir o rombo atuarial. Ao todo, o fundo de pensão obteve R$ 7,5 bilhões ao vender suas ações da CPFL para a chinesa State Grid. Como o ativo estava marcado no balanço de 2015 ao valor de R$ 4,6 bilhões, a negociação rendeu contabilmente um ganho adicional de R$ 2,9 bilhões.

A Previ vai utilizar este saldo para abater o déficit atuarial de R$ 13,9 bilhões, registrado em 2015. Entre os beneficiários, a percepção é que o fundo de pensão vai fazer uma espécie de “pedalada”, usando ativos em balanço para cobrir as perdas. Ressalte-se que não há qualquer impropriedade na decisão da Previ. No entanto, a expectativa entre os beneficiários da fundação era que o próprio mantenedor, ou seja, o Banco do Brasil, entrasse com a maior parte dos recursos para tampar o buraco atuarial.

O temor é que o caso CPFL crie “jurisprudência” e a direção da Previ decida se desfazer de outros ativos em carteira para cobrir as perdas. Neste caso, ainda que de forma indireta, é como se os associados da Previ fossem chamados a pagar o pato, não com uma contribuição adicional, mas com a queima de patrimônio da própria fundação.

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02.01.17
ED. 5529

Os Ancelmo já merecem um reality show

O Ministério Público do Rio avança sobre a árvore genealógica da família Ancelmo. O MP investiga as circunstâncias das nomeações de Nusia Ancelmo e Fanny Regina da Silva Maia – respectivamente irmã e tia da ex-primeira dama Adriana Ancelmo – para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A primeira trabalhou com o juiz Aloysio Neves. A segunda foi lotada no gabinete da juíza Marianna Montebello. Neves, por sinal, é declaradamente amigo da família Cabral.

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02.01.17
ED. 5529

Cartão de visitas

Luiza Helena Trajano está toda prosa. Desde janeiro, quando o rebento Frederico Trajano assumiu o comando do Magazine Luiza, a ação da rede varejista pulou de R$ 17 para R$ 106, uma alta de 523%. No mesmo período, o Ibovespa subiu algo em torno de 39%.

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02.01.17
ED. 5529

Conselhinhos

Na tentativa de reanimar o “Conselhão”, o governo está estimulando as atividades dos grupos de trabalho paralelos. Nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, quatro deles vão se reunir: negócios, educação básica, produtividade e competitividade e desburocratização. Outros encontros estão previstos para meados de fevereiro. A missão é produzir um calhamaço de relatórios e propostas que serão enviados ao Planalto até abril. Se nem assim o boeing decolar, aí é melhor aposentar o “Conselhão” de vez.

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02.01.17
ED. 5529

Carta bomba

A direção dos Correios vai apresentar até fevereiro uma solução para o Postal Saúde, o deficitário plano médico  responsável por quase um terço dos custos da estatal. Procurado, os Correios negam a reestruturação. Mas confirmam a criação de uma comissão para “propor melhorias” na operação. Os carteiros do Brasil temem pelo pior.

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02.01.17
ED. 5529

Divisão panzer

O investidor e minoritário Lírio Parisotto está decidido a retornar ao Conselho da Usiminas. Promessa de mais lenha na fogueira da Ternium e da Nippon Steel. A balança de Parisotto pende para o lado dos japoneses.

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02.01.17
ED. 5529

Contramão

O cenário econômico traçado pela Accor para 2017 não é tão cinzento. Com a projeção de uma taxa de ocupação de 60%, o grupo hoteleiro francês planeja abrir 25 hotéis neste ano, cerca de 10% do total que a companhia tem no país.

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02.01.17
ED. 5529

Surfando na desgraça

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, está em campanha sabe-se lá para quê. Por ora, sua plataforma é surfar na desgraça alheia.

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02.01.17
ED. 5529

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, Videolar (Lírio Parisotto) e Accor.

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