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Planos
12.12.16
ED. 5514

Cabral, Lula e Dilma são os culpados pela tragédia financeira do Rio de Janeiro

Sérgio Cabral é o maior culpado pela tragédia financeira do estado. Vox populi, vox Dei. Quem o condena não é o RR, mas uma sondagem feita por esta newsletter na santíssima trindade dos bairros do Rio – Copacabana, Centro e Méier. Para 62% dos 298 entrevistados, o título de exterminador do estado é de Cabral. O ex-governador recebeu o dobro da votação somada do segundo e do terceiro colocados. Mas novidade mesmo, com todo respeito a Cabral, é o reconhecimento que a população do Rio empresta a Lula e Dilma Rousseff. Os dois são os principais responsáveis pela desgraça financeira do estado na opinião, respectivamente, de 17% e 14% dos consultados.

É a constatação de que verba federal nem sempre traz popularidade. Foram citados ainda Luiz Fernando Pezão (5%) e o prefeito em fim de mandato Eduardo Paes (2%). Sergio Cabral está em todas. Para 56%, o ex-governador é também o maior vilão do Rio. Em segundo lugar, vem Anthony Garotinho, com 16%. Eduardo Cunha recebeu 11% das respostas, seguido do presidente da Alerj, Jorge Picciani (7%). A partir daí, a percepção de vilania começa a ficar mais fragmentada.

Mais uma vez, os entrevistados separaram o criador da criatura: Pezão foi lembrado apenas por 4% dos votantes. Mesmo sem qualquer ingerência direta na administração do estado, Jair Bolsonaro recebeu 3% das menções – talvez numa interpretação mais ampla do termo “vilão”. Eduardo Paes somou apenas 2%. Por fim, a curiosa lembrança de 1% dos entrevistados ao nome de Roberto Jefferson, que hoje  está mais para político aposentado.

Tomando como referência os três maiores vilões do Rio apontados na questão anterior (Sergio Cabral, Anthony Garotinho e Eduardo Cunha),o RR perguntou: “No intervalo de um a cem, quantos anos de prisão cada um destes políticos merece?” Não obstante a inevitável ausência de embasamento jurídico nas respostas, o resultado exprime a revolta e a raiva da população do Rio. É uma métrica da indignação. Na média dos votos, Cabral foi “condenado” a 82 anos de prisão. Já Eduardo Cunha merece 81 anos de cárcere, na opinião dos entrevistados. Garotinho pegou a “pena” mais branda: 78 anos.

Em relação aos agentes privados que, de uma maneira ou de outra, se beneficiaram com as malversações do governo, deu o óbvio. Para 44% dos consultados, quem mais ganhou com a roubalheira do Rio foram as empreiteiras. Em segundo lugar, quase que por osmose, a antiga diretoria da Petrobras, com 15%. Escritórios de advocacia receberam 12%. Para 11% dos entrevistados, quem mais se aproveitou das falcatruas foram as joalherias, como se sabe hoje um segmento que contava com o especial apreço da família Cabral.

Até então tudo razoavelmente dentro do script. O que surge como um ponto fora da curva é a citação à imprensa (12%). A princípio, a resposta pode causar estranheza. Mas as barbaridades estampadas nas páginas dos jornais e noticiadas na TV talvez expliquem, ainda que por um ângulo mórbido, o aumento da audiência. Outras duas áreas de negócio afins com a imprensa também foram citadas: agências de publicidade e agências de comunicação, cada grupo com 3%. Curioso.

Por fim, uma pergunta diretamente relacionada à crise financeira do estado e ao bolso do cidadão: “O estado do Rio deve suspender pagamento da dívida aos bancos até receber recursos do governo federal para resolver a crise?” Dos 298 entrevistados, 72% disseram que sim. Mais impactante, no entanto, é o universo de 28% que preferem ver o governo do Rio pagando aos bancos em vez de segurar os recursos para outras despesas, inclusive pessoal. Talvez seja um indicativo de que as consequências de uma moratória ainda estão vivas na memória de muita gente.

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12.12.16
ED. 5514

O incômodo é Azul

A decisão da Gávea Investimentos de deixar o capital da Azul trouxe a reboque um ponto de interrogação. Na companhia aérea há fortes dúvidas quanto à disposição do chinês HNA Group de exercer sua opção de compra sobre a participação da gestora de recursos, que será ofertada a todos os demais acionistas. Com a operação, a fatia dos asiáticos no capital da Azul saltaria de 23% para quase 40%. Só que tudo em preferenciais.

É muita ação para pouco poder. Não foi bem para isso que o HNA aterrissou na Azul. Em grande parte, o HNA Group entrou no negócio atraído pela promessa de um IPO da Azul no Novo Mercado, o que abriria caminho para a conversão de todas as preferenciais em ordinárias. A operação, no entanto, jamais decolou. Tem sido sucessivamente adiada, para todos os efeitos por conta das condições adversas do mercado.

Mesmo tendo apenas 8% do capital total, David Neeleman segue com o maior bolo das ONs: 67%. Os chineses tinham ainda a expectativa de que o governo soltaria as amarras da participação estrangeira no setor. No entanto, o tempo passou e o teto de 20% das ordinárias permanece intocável.

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12.12.16
ED. 5514

FHC no Congresso

A presença de Fernando Henrique Cardoso está sendo requisitada no Congresso Nacional. Antes que alguém pense “naquilo”, o motivo não é nada nobre. O deputado Jorge Solla (PT-BA), integrante da CPI da Lei da Rouanet, solicitou a convocação do ex-presidente e a quebra do sigilo bancário e fiscal do Instituto FHC. Ainda não há data para a votação dos requerimentos.

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12.12.16
ED. 5514

Fast track

Uma rara bola dentro da CBF. A entidade fechou um acordo com a Itaú Seguros para que as apólices dos atletas da Chapecoense comecem a ser pagas ainda neste mês. Consultada, a seguradora confirmou que o primeiro pagamento ocorrerá nos próximos dias.

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12.12.16
ED. 5514

Curriculum vitae

Ivan de Sá, presidente da BR Distribuidora, tem um fio de esperança de permanecer na companhia, mesmo após a sua eventual privatização. Na companhia, o que se diz é que a tarefa de convencer o futuro sócio privado está a cargo de seu principal padrinho, o diretor de Refi no e Gás da Petrobras, Jorge Celestino. O que ninguém sabe é que moeda de troca Celestino tem na mão.

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12.12.16
ED. 5514

Sobrenome: açúcar

Assim como a Südzucker, a também alemã e quase homônima Nordzucker está garimpando o mercado brasileiro. Representantes  do grupo já visitaram usinas sucroalcooleiras no interior de São Paulo.

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12.12.16
ED. 5514

Mudança de identidade

O Banco Safra está pensando em uma repaginada na sua identidade visual.

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12.12.16
ED. 5514

Renan, o perpétuo

Renan Calheiros saiu tão fortalecido do embate com o STF que alguns de seus aliados já propõem a mudança do Regimento do Senado para que ele possa disputar a reeleição à presidência da Casa.

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A China Railway Construction Company e a conterrânea Cofco, uma das maiores tradings agrícolas do mundo, ensaiam uma dobradinha quase imbatível para a licitação da Ferrogrão, uma das concessões incluídas no PPI. O projeto está orçado em aproximadamente R$ 13 bilhões.

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12.12.16
ED. 5514

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Azul e Cofco.

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