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Planos
01.12.16
ED. 5507

Temer ensaia um esbarrão de leve no topo da renda nacional

 Com a popularidade em queda livre, o presidente Michel Temer tem se debruçado sobre conselhos até então inimagináveis, tudo para se livrar da pecha de “vampiro do social”. Nas salas mais fechadas do Planalto, são ponderadas todas as combinações possíveis assim como as perdas e ganhos do impacto sobre públicos essenciais de um imposto sobre fortunas e o aumento da taxação sobre heranças e doações. A medida, que era tratada como uma agenda intocável, tem sido discutida pelo staff presidencial e, ainda que com uma certa azia, pelo Ministério da Fazenda. Seria uma reação aos declinantes índices de aprovação da gestão Temer e ao insucesso predominante na comunicação do governo. A rigor, a mexida na alíquota do imposto sobre heranças e a criação do tributo sobre fortunas farão cócegas no andar de cima da renda nacional. Os gravames não chegarão a ter um efeito redistributivo para valer. Mas, no aspecto simbólico, seria uma maneira de o Planalto lançar um contraponto a medidas que, à primeira, segunda e terceira vistas, vão contra o social, notadamente a reforma da Previdência e a PEC do Teto. Seria também uma sinalização de que a conta do ajuste não ficará restrita a idosos, mulheres e, sobretudo, ao pé da pirâmide social. Temer daria uma demonstração de que também consegue ir contra a sua base de apoio e não tem receio de ser odiado por ninguém, conforme reza a cartilha de definição do verdadeiro estadista.

 Ressalte-se que o imposto sobre fortunas é um dos sete tributos federais previstos na Constituição brasileira, mas nunca foi regulamentado. Especialistas em tributação estimam que uma taxação de 1% sobre patrimônios superiores a R$ 1 milhão poderia gerar uma arrecadação de até R$ 100 bilhões por ano. No caso do imposto sobre heranças, a alíquota atual é de 3,86%. Um aumento residual ainda manteria esta taxa longe dos patamares praticados, por exemplo, na França (32,5%), na Inglaterra (40%) ou mesmo no Chile (13%).

 De todo o modo, a medida tem seus inconvenientes. Há quem diga que a tributação de fortunas e o imposto adicional sobre as heranças poderiam afetar o espírito animal do capital – espírito animal esse que não anda lá muito arisco. A combinação da medida com a presença de Henrique Meirelles na Fazenda também é complicada. Tratando-se de um ministro que representa os bancos no poder – ainda que ele jure de pés juntos o contrário –, seria como se Meirelles estivesse traindo a sua gente. Entre os prós e os contras, o prato da balança parece pesar um pouco mais para o segundo lado. Nem tanto pelos possíveis óbices à medida, mas pela natureza do governo. No que depender da vocação de Michel Temer para tomar medidas mais agudas com celeridade, o RR tem todos os motivos para acreditar que nada ocorrerá.

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01.12.16
ED. 5507

Igual à coletiva do Planalto nem na Série C

Prova cabal de que a comunicação pode destruir qualquer discurso ou anúncio. A entrevista do presidente Michel Temer no último fim de semana – ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Renan Calheiros – ainda ecoa entre os jornalistas de Brasília devido aos requintes de mau gosto. Talvez seja o caso do cerimonial do Planalto se inspirar nas coletivas dos times de futebol após as partidas, muito mais organizadas nos seus mínimos detalhes. Primeiramente, o pronunciamento de Temer foi realizado no domingo de manhã, para horror dos jornalistas, convocados às pressas em um dia de descanso santo. Vá lá que o caso Geddel pedisse urgência. Não bastasse, todas as autoridades usavam roupas de folguedo, ou seja, blazer sem gravata. Além disso, a mesa era excessivamente estreita para os três: em vários momentos, Maia e Renan ficaram com as pernas para fora. Por fim, um garçom enfiava-se entre os três a todo o instante para servir garrafas d´água de plástico. Faltou apenas um pinguim de geladeira sobre a mesa.

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01.12.16
ED. 5507

Bala de prata

 As bolsas acham que o BNDES faz bem à Marfrig . Depois que Marcos Molina, fundador da empresa, anunciou que não recomprará as debêntures conversíveis em poder do banco, a ação subiu mais de 20% em duas semanas. O BNDES passará a ser o maior acionista, à frente de Molina.

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01.12.16
ED. 5507

Bala de festim

Por sua vez, o fenômeno George Soros ainda não produziu efeito na Petrobras. A informação de que o especulador voltou a comprar ações da estatal sequer fez cócegas no papel. A cotação segue patinando em torno dos R$ 15. Normalmente, o simples vazamento de que Soros está na jogada já basta para a ação disparar.

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01.12.16
ED. 5507

Pote de fel

Os próprios procuradores da Operação Acrônimo estão impressionados com o grau de rancor do delator Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, em relação ao empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa.

• As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Caoa.

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Além de Michel Temer, Eduardo Cunha pretende chamar Jorge Picciani como sua testemunha de defesa. Nem que seja apenas para também lhe enviar uma lista de apimentadas perguntas.

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01.12.16
ED. 5507

Dentro do possível

A título de registro: a cifra de R$ 1,1 bilhão que a Eletrobras arrecadou com o leilão da Celg D, realizado ontem, mal cobre os cerca de R$ 960 milhões de prejuízos que a distribuidora goiana gerou para a holding federal apenas em 2015. Mas foi o possível.

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01.12.16
ED. 5507

Somos Educação

O GIC, fundo soberano de Cingapura, vai beliscar mais um pedaço da Somos Educação. Com 18,5%, o grupo asiático é o segundo maior acionista da empresa. À frente, só a Tarpon (76%), de onde viria o novo naco de ações.

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