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Planos
27.10.16
ED. 5484

Uma borboleta azul sobrevoa o Planejamento

 Quando não acerta na bucha, o RR passa bem perto. Na edição de 1º de junho, publicou que Monica de Bolle queria a presidência do BNDES. Prontamente a economista desmentiu a informação nas redes sociais, desejando sucesso a Maria Silvia Bastos. Vá lá! Passaram-se alguns meses e a fúria da “Borboleta” não arrefeceu – a menção ao lepidóptero é uma referência ao seu mais recente livro, “Como matar a Borboleta Azul”. Monica está novamente na disputa por um cargo no governo: desta vez, o alvo é o Ministério do Planejamento, ocupado por Dyogo Oliveira, que se sente interino desde que assumiu o posto. Mônica conta com um timaço fazendo o seu lobby. Armínio Fraga e Gustavo Franco são dois puxadores de voto. Mas ela não está sozinha no desejo de amanhecer na Esplanada dos Ministérios apreciando o sol nascer com cor de pancake. O outro candidato ao Planejamento é o economista Paulo Rabello de Castro, hoje na presidência do IBGE. Ele vem com a bem querência da Fiesp e da banda de música das entidades empresariais do setor agrícola.  Rabello de Castro é o chamado “ortodoxo vaselinoso”. Da mesma forma que é capaz de pedir a palavra em um almoço de empresários e burocratas para elogiar o movimento militar de 1964 pela sua capacidade de dar sustentação na marra a reformas modernizantes mais amplas, tem um software implantado no córtex cerebral que o impede de entrar em qualquer confronto. Ele engraxa previamente cada frase com que tateia o diálogo. Provavelmente, a melhor definição seja a de que o economista procura usar Jean Valjean (personagem com caráter irreprochável criado por Victor Hugo) como fachada do ego para mitigar o espectro de Milton Friedman que domina, absoluto, seu self.  Monica de Bolle e Rabello são tecnicamente muito bons. A primeira traz um sopro de modernidade, frescor e provocação, que, às vezes, batem cabeça naquilo que Karl Popper separa como o campo do domínio do ideológico sobre o saber empírico. A economista considera suas boutades como ciência saindo quentinha do forno. Rabello é ideológico até o fio do cabelo. É um dos fundadores e proprietários do Instituto Atlântico, que, a exemplo do Instituto Millenium e do Instituto Liberal, tem um pé na cozinha do Bispo Crivella – não chegam a ser uma Igreja ou a professar religião stricto sensu, mas se dedicam à doutrina e à pregação. Quando se perguntava a Roberto Campos quem ele indicava para uma palestra ou entrevista sobre conjuntura econômica, ele sacava de prima: “Chama o Paulo”. O interlocutor fazia a pertinente pergunta: “Mas qual dos dois”? E Bob Fields respondia: “Qualquer um. A ordem dos fatores não altera os Paulos”. Antes que se esqueça, o segundo Paulo é o Guedes, um dos fundadores do Pactual.  De qualquer forma, de Bolle jamais será confundida com Rabello de Castro. Ela tem diferenças de sobra para melhor do que seu concorrente. O RR gostaria de ver a moça no Planejamento, dando trabalho a Henrique Meirelles e sacudindo o coro dos que querem esperar para ver como é que fica. Vai logo para o governo de Bolle, vai.

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27.10.16
ED. 5484

Lama no pneu

 A Lava Jato está triscando na JAC Motors. Os procuradores puxam o fio da meada das relações entre a montadora chinesa e o ex-ministro Antonio Palocci. Por três anos, a companhia desfrutou de benefícios fiscais previstos no Inovar Auto sem atender à premissa básica do programa: ter produção no Brasil. Procurada, a JAC nega qualquer contato com Palocci e garante ter a “intenção de produzir automóveis no país”.

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27.10.16
ED. 5484

Estilo Parente

 A Petrobras só anunciou a decisão de vender a participação de 45,9% na Açúcar Guarani após ter a garantia de que a própria Tereos, sua sócia, faria uma oferta pelas ações. Evitou, assim, colocar um ativo na prateleira sem interessados. Seguiu o ensinamento de Tancredo Neves, que dizia somente enviar uma carta quando tinha certeza de qual seria a resposta.

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 Paulo Skaf tem sentido um bafo quente de traição no cangote. Por traição leia-se uma aliança entre o PMDB, seu partido, e o PSDB para lançar o nome de João Doria ao governo de São Paulo em 2018. A manobra obrigaria o presidente da Fiesp a buscar outra legenda para disputar as eleições.

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27.10.16
ED. 5484

Natixis

„ O francês Natixis deverá liderar um pool de bancos europeus para financiar exportações de pastilhas de urânio brasileiras. Estima-se que a operação poderá chegar a US$ 80 milhões. Não é a primeira investida do Natixis no programa nuclear brasileiro. O banco é um dos financiadores do projeto de desenvolvimento de submarinos da Marinha. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Banco Natixis.

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27.10.16
ED. 5484

Restam dois

 O  governo conta com a participação da Energisa e da State Grid no leilão da distribuidora goiana Celg , marcado para novembro.

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27.10.16
ED. 5484

Antes tarde…

 A diretoria do Postalis , que acumula um rombo superior a R$ 5 bilhões, está elaborando um novo código de compliance para a fundação. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Postalis.

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27.10.16
ED. 5484

Avant première

 O RR antecipou, na edição de 29 de setembro, que o governo pretendia conceder “proteção cambial às concessões”. Na época, a expressão soava apenas como nome de banda de rock.

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27.10.16
ED. 5484

Zico e Cruyff

 O Flamengo vem mantendo conversações com a Amsterdam Arena, responsável, entre outros empreendimentos, pela gestão do estádio do Ajax, na capital holandesa. O assunto não poderia ser outro: a concessão do Maracanã.

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27.10.16
ED. 5484

Redoma

 O policial legislativo Paulo Igor da Silva, que denunciou o rastreamento ilegal de grampos em gabinetes e residências de senadores, está sob proteção da PF desde o último fim de semana.

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