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Planos
18.10.16
ED. 5477

“PEC da Ceiça” confere dignidade ao ajuste econômico

  A sociedade brasileira deveria se mobilizar para aprovar a “PEC da Ceiça”. O dispositivo conteria uma única determinação constitucional: tudo o que a professora Maria da Conceição Tavares disser passa automaticamente a ser política de governo, a despeito do contraditório bem-intencionado e dos excessos que caracterizam a professora. Além do notório saber científico, Conceição acumula um dos grandes bens da humanidade, a joia da integridade. Chega a ser emocionante vê-la em seu pequeno e espartano apartamento, do alto dos 86 anos, cercada de livros em uma olímpica busca de atualização do pensamento. E o que diz agora a professora? Conceição acha que a PEC do Teto congela a recessão, em um momento em que o país está carente de investimentos em infraestrutura e no social. Defende uma reforma tributária de emergência para que se atravesse a fase mais aguda da crise.  E o ajuste fiscal? A mestra acha que é necessário avançar nessa área, mas considera que o ajuste não deve ser feito inteiramente em cima do resultado primário, mas, sim, por meio dos juros, dos impostos e da suspensão das desonerações. Ela lembra que até o Fundo Monetário Internacional considera as medidas econômicas restritivas equivocadas para reduzir o endividamento dos países emergentes – estas nações deveriam optar por crescimento, crescimento e mais crescimento. Vá lá que “Ceiça” tenha sempre razão. Mas por que ela não botou a boca no mundo quando, no governo de Dilma Rousseff, o ministro Joaquim Levy, propôs uma PEC do Teto, sabotadíssima, por sinal, pelo então vice-presidente Michel Temer? A mestra dá um desconto, pois o teto de Levy buscava a dívida bruta, adotando um projeto feito pelo senador José Serra, um dos anjos caídos do seu exército de pupilos.  Joaquim Levy propunha um primário suave de 0,7% do PIB, combinado com um aumento moderado de impostos e uma política monetária mais branda. O ortodoxo Levy e, o que é mais incrível, o à época intelectualmente honesto José Serra, se diziam exasperados pela ditadura do primário, enquanto o importante era o déficit nominal. Não podiam imaginar que a solução vencedora seria uma regra burra de correção de todas as rubricas do orçamento igualmente, faça sol ou faça chuva. Pelo menos é o que se pretende incluir na Constituição – apesar de o presidente Michel Temer dizer que a PEC está na Constituição para qualquer um tirar: “É só querer”. Conceição leva a Constituição a sério. Ela divide o mundo entre os que se aborrecem com a fome dos que têm fome e aqueles que dão prioridade ao próprio bolso. Tem a fúria santa que impulsiona as grandes reformas. E a bravura dos que escolheram o ensino como arma para enfrentar a tirania. O RR vota na “PEC da Ceiça”

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18.10.16
ED. 5477

Reis da voz

 João Doria pretende usar e abusar da sua veia de comunicador na Prefeitura de São Paulo, postando vídeos nas redes sociais para falar das suas realizações. Muito provavelmente, a periodicidade dos filmetes vai variar em função dos seus índices de aprovação. •••  Refeito da ressaca eleitoral, Celso Russomanno negocia com a direção da Record um horário maior para o Patrulha do Consumidor. Trata-se do quadro que apresenta no Programa da Tarde vestindo o seu tradicional figurino de defensor dos incautos. Mira, claro, em 2018.

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18.10.16
ED. 5477

Opulência

 Além das novas catedrais da Igreja Universal em Brasília e Curitiba, Edir Macedo planeja para 2017 a construção de um mega-templo no Nordeste. O local é estratégico: o Nordeste ainda é a região do Brasil com a menor taxa de evangélicos, em torno de 20% da população.

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18.10.16
ED. 5477

Delação destilada

 Gim Argello reabriu as negociações para uma delação premiada. Por duas vezes, os procuradores da Lava Jato brecaram o acordo por entender que o ex-senador contava da missa apenas a metade em seus depoimentos. Agora que foi condenado a 19 anos de prisão, Argello vai soltar a voz.

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18.10.16
ED. 5477

Bons ventos

 Os relatórios comerciais da Klabin trazem um sopro de esperança. Entre janeiro e setembro, as vendas de papelão ondulado – utilizado pela indústria de embalagens – cresceram 5% em relação a igual período em 2015. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Klabin.

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 A exemplo do Banco Votorantim, o Itaú também planeja se desfazer da sua participação acionária na Lupatech – em torno de 8% das ordinárias. A dupla saída pode ser interpretada como um voto de desconfiança em relação ao novo plano de recuperação judicial da fornecedora de produtos e serviços para a indústria de petróleo e gás, apresentado no mês passado. Talvez o maior acionista da empresa, o JP Morgan, quisesse fazer o mesmo, mas a porta de saída é estreita demais para um sócio com 44% das ordinárias. A Lupatech carrega uma dívida de aproximadamente R$ 780 milhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Lupatech e Itaú.

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18.10.16
ED. 5477

Correios

 O Correios estaria preparando um Plano de Demissões Voluntárias. Seria uma antessala para a posterior venda de participações em áreas específicas, como logística e encomendas expressas. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Correios.

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18.10.16
ED. 5477

Freio de mão

 A BMW Brasil fechará o ano com uma queda de mais de 30% das vendas em relação a 2015. Para quem, há dois anos, investiu R$ 800 milhões em sua primeira fábrica no Brasil, o baque tem um significado ainda maior. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BMW.

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18.10.16
ED. 5477

Governador

 A escolha de Roberto Sá como substituto de José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança do Rio é mais um indicativo de que Luiz Fernando Pezão já “reassumiu” o governo do estado, embora formalmente licenciado do cargo. Sá não era o nome da predileção do governador em exercício, Francisco Dornelles.

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