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Planos
21.09.16
ED. 5459

Temer mete a colher na sopa de letras do setor elétrico

  O presidente Michel Temer autorizou seu ministro-chefe do Gabinete Civil, Eliseu Padilha, a mexer em toda a estrutura decisória do setor elétrico. O motivo é mais do mesmo, ou seja, a fragilidade do governo federal frente à própria burocracia do Estado, que paralisa quando bem entende as obras das grandes usinas hidrelétricas – o último exemplo foi o arquivamento da licença ambiental da usina de São Luiz do Tapajós. A primeira mudança será no perfil de atuação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), até então restrita à realização de estudos sobre o setor. A EPE agora vai planejar e entregar o pacote de medidas pronto para ser aprovado. A principal atividade da estatal, a confecção do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), não terá mais um caráter sugestivo e indicativo de novas usinas. Ele passará a ter a força de uma decisão governamental do que deverá ser feito para expandir o parque gerador do país. Padilha terá de tourear um lobby intragovernamental dos outros órgãos, a exemplo do Ibama e do ONS, que pretendem indicar representantes no futuro conselho consultivo da EPE. A preocupação é não contaminar a decisão com a diversidade de participantes, alguns deles os principais criadores de caso do setor elétrico, como o Ibama. Dessa forma, haverá menos arestas para aparar na aprovação final do Plano Decenal pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).  O CNPE também será alvo de mudanças. É a instância maior das políticas do setor, constituído por uma miríade de 14 membros, sendo nove ministros. Atualmente os membros do Conselho têm a prerrogativa de alterar os estudos da EPE e até mesmo retirar empreendimentos. No novo formato, o CNPE terá um poder menor de ingerência, na medida em que suas decisões serão tomadas em relação ao bloco de medidas, e não uma intervenção pontual, o que atrasa as decisões, transformando a instituição em uma espécie de assembleia. As alterações visam reduzir drasticamente o tempo entre a elaboração do projeto e a licitação das usinas. O CNPE deverá ter ainda a sua composição ampliada com um representante da sociedade civil especialista em meio ambiente, escolhido a dedo pelo Gabinete Civil. O que está em jogo é a construção encruada de dez usinas hidrelétricas na Amazônia, com potencial de geração de 30 mil megawatts e investimentos de R$ 35 bilhões, suficientes para garantir a expansão da oferta por quatro anos, sem contar com qualquer outra fonte de energia elétrica.

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21.09.16
ED. 5459

Risco Marin paira sobre a CBF

 O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, está bastante preocupado com José Maria Marin. Não por solidariedade, mas por temor. Para todos os efeitos, o acordo com a Justi- ça norte-americana custou a Marin uma fiança de US$ 15 milhões. No entanto, Del Nero tem fortes razões para acreditar que o antigo aliado também esteja quitando sua dívida com outra moeda: a delação premiada. A aflição de Del Nero se deve aos crescentes sinais de relaxamento da prisão domiciliar de Marin, em Nova York. Seria uma contrapartida a uma atitude, digamos assim, colaborativa do ex-dirigente?  Nos últimos meses, sua rotina tem incluído passeios a museus – o MoMa fica a apenas três quadras do seu apartamento, na Quinta Avenida. Também se tornaram frequentes os jantares em badalados restaurantes, a exemplo do Daniel e do Marea, onde, aliás, foi visto na semana passada. Marin está sempre acompanhado de familiares e de sua inseparável tornozeleira eletrônica.  Del Nero e Marin eram parceiros nos negócios da bola até que este último foi preso, na Suíça, no ano passado. Desde então, Del Nero não põe o pé fora do Brasil, com medo de ter o mesmo destino. Sobretudo se Marin tiver aberto seu baú de memórias.

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21.09.16
ED. 5459

Biotônico

 O Aché, das famílias Siaulys, Baptista e Depieri, entrou na disputa pelo Medley. Vai duelar com a Cimed e a EMS, outros candidatos à compra do laboratório, controlado pela francesa Sanofi Aventis. Estima-se que o Medley valha algo perto dos R$ 600 milhões. No ano passado, a empresa faturou R$ 1 bilhão, mas, lucro que é bom, os franceses não veem há muito tempo.

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21.09.16
ED. 5459

Camisa de força

 A crise não perdoa sequer o sempre bem-sucedido Luciano Huck. A grife Reserva, da qual o misto de apresentador e empresário é um dos maiores acionistas, esperava fechar o ano perto das 70 lojas. Até agora, no entanto, parou nas 54. Pior ainda: pela primeira vez em cinco anos, o crescimento das vendas deverá ficar na casa de um dígito. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Reserva.

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21.09.16
ED. 5459

De volta à Real Grandeza

 Sergio Wilson Fontes reassumirá, em outubro, a presidência da Fundação Real Grandeza, que administra um patrimônio da ordem de R$ 13 bilhões. Ainda que por vias oblíquas, sua indicação é uma forma de o governo Michel Temer asseverar o distanciamento de Eduardo Cunha. Em 2009, o próprio Fontes foi defenestrado do comando da Real Grandeza a pedido de Cunha e aliados, que, à época, emplacaram o nome de Aristides Leite França no comando do fundo de pensão. França faleceu no mês passado.

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21.09.16
ED. 5459

TV de valor

 O Valor Econômico vai estrear na televisão. Mais especificamente na Globonews. A iniciativa faz parte dos planos do Grupo Globo com a aquisição do periódico. A ideia é carrear o elevado prestígio do jornal para o programa televisivo.

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21.09.16
ED. 5459

Dinheiro na mão

 O fundo sul-africano Naspers Ventures reservou cerca de US$ 50 milhões para investir em startups da área de TI no Brasil.

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21.09.16
ED. 5459

Pacote completo

 Torre quer vender um pedaço da recém-criada WTLog. Quem chegar vira sócio de uma carteira de R$ 600 milhões em galpões imobiliários e de um empresário investigado na Lava Jato e na Greenfield. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto:  WTLog.

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