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Planos
15.08.16
ED. 5433

Conselheiros transformam Postalis em campo de batalha

 O que mais falta acontecer ao Postalis? Abalado por seguidos escândalos, suspeitas de desvios de recursos e um rombo da ordem de R$ 6 bilhões, o fundo de pensão dos Correios enfrenta agora uma guerra entre as suas mais altas instâncias de poder. De acordo com uma fonte ligada à fundação, o Conselho Fiscal estaria entrando com uma representação na Secretaria de Previdência Complementar (Previc) contra o Conselho Deliberativo. O objetivo seria anular uma série de atos aprovados pelo órgão, a começar pela recente demissão de Silvio Gulias, que chefiava a área de auditoria da fundação. Gulias foi responsável pela elaboração de um minucioso relatório que levanta denúncias contra o novo presidente do Postalis, André Luiz Motta – ver RR edição de 4 de julho. Segundo a mesma fonte, o documento lista mais de uma dezena de contratos com fornecedores firmados quando André Motta ocupava a diretoria de investimentos do fundo. Na avaliação da auditoria interna, alguns desses acordos teriam sido fechados sem licitação por influência do executivo. Procurado pelo RR, o Postalis confirmou a demissão do auditor Silvio Gulias “por motivos técnicos”. O fundo negou a existência de disputa entre os conselhos. Disse também desconhecer qualquer ação de conselheiros junto à Previc. O fundo não se pronunciou especificamente acerca do relatório elaborado pela área de auditoria. Sobre as denúncias contra André Motta, o Postalis afirma que “se houvesse qualquer irregularidade envolvendo o nome do executivo, a Previc não teria concedido a habilitação ao novo presidente.”  Antes que André Motta assumisse a presidência, os conselheiros fiscais chegaram a recomendar o adiamento da sua posse com base no relatório produzido pela equipe de auditoria, conforme também noticiou o RR em 4 de julho. No entanto, menos de uma semana depois, a nomeação foi confirmada. O próprio Conselho Deliberativo não apenas bancou a indicação do executivo como estaria fazendo de tudo para blindá-lo no cargo.  O fogo cruzado entre os poderes do Postalis se intensifica a cada dia, com acusações de parte a parte. Nos bastidores, os conselheiros fiscais alegam que o Conselho Deliberativo estaria agindo para acobertar possíveis irregularidades cometidas pelo André Motta na diretoria de investimentos com o intuito de salvar a própria pele. Isso porque muitas das operações e contratos firmados à época foram aprovadas pelos mesmos conselheiros. Em contrapartida, o Conselho Deliberativo acusa os conselheiros fiscais de vocalizarem interesses de grupos políticos que foram derrotados na escolha do novo presidente – diga-se de passagem, uma indicação do PSD, do ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab. Segundo o RR apurou, o Conselho Deliberativo defende a destituição dos integrantes do Conselho Fiscal, a começar pelo seu presidente, Reginaldo Chaves.

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15.08.16
ED. 5433

Cargill e Copersucar dividem um lar nada doce

 Há pouco açúcar e nenhum afeto na relação entre Cargill e Copersucar. Os norte-americanos ameaçam romper a sociedade e deixar a Alvean, trading controlada pelos dois grupos. Eles discordam da estratégia adotada pelos sócios brasileiros que, pelo acordo de acionistas, estão à frente da gestão da comercializadora de açúcar na atual safra (2015/ 16). A Cargill alega que a Alvean tem fechado contratos de exportação a qualquer custo exclusivamente para atender aos interesses da Copersucar de ganhar escala e aumentar o mercado de suas usinas cooperativadas no exterior.  A escolha pelo volume em detrimento do preço tem derretido a rentabilidade da Alvean. A Cargill tem dois caminhos: esperar pela próxima safra, quando, então, assumirá a gestão da trading e terá mais força, ou pular fora do barco já agora. Fontes próximas aos norte-americanos apostam nesta segunda hipótese.

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15.08.16
ED. 5433

Cara nova

 O que têm em comum Thomas Morus e Henrique XVIII com Antônio Palocci e Luiz Marinho? Em princípio, nada. Mas há um pouquinho, sim. Palocci assumiu a missão de burilar o prefeito de São Bernardo. Tornou-se seu preceptor com a concordância de Lula. É um quadro a ser trabalhado para o futuro. E o futuro pode ser até 2018.

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15.08.16
ED. 5433

Agenda atômica

 O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, está tentando postergar para 2017 a visita de uma comitiva da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), prevista para outubro. Com a construção de Angra 3 paralisada, o indiciamento e afastamento de exdiretores da Eletronuclear por corrupção e cortes de investimentos, a vinda dos técnicos da AIEA seria um prato cheio para novas exigências e reparos ao programa nuclear.

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15.08.16
ED. 5433

Um ano no lixo

 A SC Johnson, gigante da área de produtos de limpeza, não vê a hora de virar a folhinha do calendário no Brasil. 2016 já é dado como perdido: a queda das vendas chega a 20%, o dobro da média dos últimos dois anos. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: SC Johnson.

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15.08.16
ED. 5433

Santos Dumont

 O Aeroporto Santos Dumont é o iô-iô do programa de privatizações de Michel Temer. No primeiro formato, o aeroporto estava fora da lista. Posteriormente, foi incluído. Agora, nova reviravolta: a venda deve ficar para 2017.

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15.08.16
ED. 5433

Cano furado

 O governador Fernando Pimentel, de Minas Gerais, já encaminhou o bilhete azul à presidente da Copasa, Sinara Chenna. Seu substituto terá a missão de arrumar a casa para a privatização da concessionária de saneamento, no ano que vem. Um dos maiores desafios é reduzir as perdas de água, que já ultrapassam um terço do volume total distribuído pela Copasa – um dos três piores índices do setor no país. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Governo de MG.

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15.08.16
ED. 5433

Água misturada

 Por ora, o governador Beto Richa descarta a privatização da Sanepar. Mas quer transformar a concessionária num pote cheio de PPPs.

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