Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
08.08.16
ED. 5428

Cyrela chega como senhorio na casa da Tecnisa

 Nem tudo é o que parece ser na associação entre Cyrela e Tecnisa, fechada há pouco mais de um mês. Por trás do ingresso da primeira no capital desta última descortina-se uma operação na fronteira do take over. Para todos os efeitos, o fundador da Tecnisa, Meyer Joseph Nigri, permanecerá como o maior acionista individual, com 49%. Na prática, porém, foi como se tivesse entregado as chaves de casa ao concorrente. De acordo com uma fonte familiarizada com as negociações, Elie Horn, dono da Cyrela, terá carta branca na administração da empresa, sobrepondo-se ao próprio Nigri. Segundo o RR apurou, Horn teria exigido plenos poderes para conduzir a reestruturação da Tecnisa em troca dos R$ 100 milhões que está injetando emergencialmente na companhia. O aporte é fundamental para reforçar as pilastras da incorporadora, duramente afetadas pelos mais de cinco mil imóveis devolvidos nos últimos três anos sem a quitação dos contratos. Horn já apresentou seu cartão de visitas. Entre outras medidas, teria determinado uma drástica redução no banco de terrenos da Tecnisa, da ordem de R$ 6,5 bilhões, e a venda de projetos imobiliários em São Paulo.  O destino foi caprichosamente cruel com Meyer Nigri. Em 2007, ele rechaçou uma proposta de fusão com a própria Cyrela. À época, não aceitou trocar o figurino de controlador da Tecnisa pelo de minoritário em uma nova empresa, ainda que a empresa em questão já nascesse como uma das três maiores incorporadoras imobiliárias do país. Quase uma década depois, os caminhos das duas companhias voltaram a se cruzar e, desta vez, Nigri não teve escolha se não abrir a porta da frente e deixar o concorrente entrar, tornando-se um inquilino dentro de sua própria casa. Ao ceder os anéis, entregou também o controle majoritário da Tecnisa – antes do aporte de capital da Cyrela, sua participação era de 62%. Elie Horn, por sua vez, passará a deter 19% da incorporadora. E, ao que tudo indica, só não terá mais para não romper a barreira dos 20% e disparar a pílula de veneno prevista no estatuto da Tecnisa, o que o obrigaria a fazer uma oferta pública pelo restante das ações. Algo desnecessário, ao menos neste momento. Menos de um quinto do capital ordinário já foi o suficiente para alçar o empresário ao andar mais alto da companhia, se não de direito, ao menos de fato. Ainda assim, pessoas próximas a Horn dizem que ele só se sentirá realmente no topo com a reestruturação da Tecnisa e sua posterior incorporação pela própria Cyrela. Mas essa já é uma outra construção. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Tecnisa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.16
ED. 5428

Sulgás puxa a fila da privatização nos Pampas

 O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, está decidido a privatizar a Sulgás, no âmbito do programa de renegociação das dívidas estaduais com a União. Por ora, o assunto é cuidadosamente tratado a portas fechadas no Palácio Piratini. Além da negociação com o BNDES, responsável por estruturar a venda das estatais, a operação depende ainda uma articulação política razoavelmente intrincada: a venda da distribuidora de gás precisa ser autorizada pela Assembleia Legislativa. Cálculos preliminares do próprio governo gaúcho indicam que a Sulgás está avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. Significa dizer que o Tesouro gaúcho poderá arrecadar até R$ 300 milhões com a alienação da sua participação de 51% na Sulgás.  José Ivo Sartori sabem muito bem onde o calo fiscal lhe aperta. O Rio Grande do Sul carrega a quarta maior dívida entre as unidades federativas, na casa dos R$ 53 bilhões. Para asfixiar ainda mais as contas públicas, o déficit do estado projetado para 2016 já beira os R$ 7 bilhões. Por isso, Sartori vai usar de todo o seu poder político para garantir o apoio do Legislativo à privatização da Sulgás. O que está em jogo, neste caso, não é apenas a venda da distribuidora de gás. A aprovação da Assembleia deverá abrir as portas para outras privatizações que estão no radar do governo gaúcho, como a da empresa de saneamento Corsan e, sobretudo, a da distribuidora de energia CEEE. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Governo do RS.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Pedro Parente quer aproveitar a alta do consumo de etanol no Brasil para acelerar a venda das participações da Petrobras no setor sucroalcooleiro. A estatal já teria oferecido sua participação de 49% na Nova Fronteira Bioenergia para o Grupo São Martinho, dono dos demais 51%. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A China Communications Construction Company (CCCC) pretende investir em concessões ferroviárias no Brasil. Será mais um passo na estratégia do grupo de montar uma operação multimodal na área de logística. A CCCC comprou recentemente uma participação em um terminal portuário da WTorre em São Luís (MA). O grupo contabiliza mais de US$ 150 bilhões de investimentos em infraestrutura na China.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.16
ED. 5428

Vaga certa

 Por ora, a Olimpíada não esquentou o turismo no Rio na temperatura esperada. No fim de semana, ainda havia hotéis em Copacabana com taxa de ocupação inferior a 70%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.16
ED. 5428

Venda da Cesp

 O governo paulista deverá fechar nos próximos dias a contratação do JP Morgan como adviser da privatização da Cesp. Ou do que restou da Cesp, leia-se três usinas hidrelétricas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.16
ED. 5428

Primeira-dama

 Aliados mais próximos de Michel Temer, como Geddel Vieira Lima e Henrique Alves, tentam convencê-lo do valor simbólico de ter a primeira dama, Marcela Temer, à frente de funções na área social do governo. Temer, no entanto, ainda reluta.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.16
ED. 5428

Em aterrissagem

 A norte-americana ADC & Has está aterrissando no Brasil para disputar os leilões do setor aeroportuário. Seus alvos são os terminais de Porto Alegre e de Salvador.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.