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Planos
25.07.16
ED. 5418

BNDES tem uma bomba dentro de casa

 Como se não bastassem todos os problemas decorrentes do trôpego modelo de atuação do BNDES nos últimos anos, a nova gestão do banco tem outra herança maldita para administrar, esta na esfera previdenciária. Na última quinta-feira, a Fapes, o fundo de pensão do BNDES, entrou na Justiça contra a própria agência de fomento. A entidade garante que o banco tem uma dívida de mais de R$ 4,5 bilhões com o Plano Básico de Benefícios (PBB), que congrega cerca de 5,2 mil beneficiá- rios, entre funcionários da ativa e aposentados. O impasse remete ao início da década passada. Na ocasião, decisões dos patrocinadores elevaram as reservas matemáticas do PBB. À época, esses impactos, segundo alega a direção do Fapes, não foram integralizados pelos mantenedores da funda- ção. Com isso, o próprio patrimônio do plano absorveu esses valores. A partir de outubro de 2012, o comando do fundo de pensão passou a cobrar do banco a restituição do montante que, no seu entendimento, foi assumido indevidamente pelo PBB. A Fapes, inclusive, usa como argumento que ela própria, na condição de uma das mantenedoras do fundo de previdência do Sistema BNDES, honrou uma dívida de R$ 104 milhões com o Plano Básico.  Ao longo de quase quatro anos, a pendência ricocheteia pelas paredes do BNDES sem solução. Em dezembro de 2013, os patrocinadores do Sistema aprovaram o “reconhecimento de uma parcela da integralização”. Diante da decisão, a direção da Fapes fez várias tentativas de cobrança do valor devido pelo banco, sem obter resposta. A agência de fomento só teria se manifestado formalmente em 12 de fevereiro do ano passado. Na ocasião – mediante a carta (DIR6 002/ 2015) –, a diretoria do banco confirmou que, dois meses antes, o Sistema BNDES havia aprovado o “reconhecimento condicionado do montante complementar da dívida dos referidos patrocinadores para com o PBB”. Na mensagem, o banco chegou a prometer empenho para a “formalização do equacionamento das dívidas”. O BNDES teria se comprometido, então, a se posicionar quanto ao pagamento do passivo até 30 de julho de 2015. No entanto, segundo a Fapes, o prazo não foi cumprido.  A alegada dívida superior a R$ 4,5 bilhões é composta por uma série de rubricas, cada uma referente a um compromisso não honrado pelos patrocinadores. Entram neste cesto incorporações de gratificações (R$ 1,8 bilhão), pagamentos de bônus anuais (R$ 909 milhões), ausência de previsão de ajuste atuarial do saldo devedor de dívidas (R$ 972 milhões). Como pano de fundo do litígio envolvendo o PBB, há o crescente déficit atuarial da Fapes. A perda no ano passado foi de R$ 2,5 bilhões. No último dia 7 de julho, inclusive, a diretoria do BNDES soltou um comunicado interno no qual informou ter aprovado um conjunto de medidas visando à reformulação do PBB. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BNDES.

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25.07.16
ED. 5418

Queda de braço

 A Itochu está empurrando a Axial para fora do controle da Naturalle, produtora e processadora de soja. Os japoneses se valem de um golpe baixo: a necessidade de aporte para viabilizar o plano de expansão da comercialização. Ou aumenta sua participação acima dos atuais 50% ou mela a chamada de novos recursos. A Itochu adoraria comprar todas as ações da associada. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itochu e Naturalle.

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25.07.16
ED. 5418

Bacará

 O governo decidiu concentrar na Câmara a articulação política em torno da legaliza- ção de jogos de azar. O deputado Guilherme Mussi (PPSP), que apresentou parecer favorável na Comissão Especial, tem dito ao Planalto que conta com a maioria dos votos. Enquanto isso, no Senado, projeto de lei semelhante se arrasta e só deverá ser votado no segundo semestre.  Por falar nisso, Silvio Santos conversa com um grupo de investidores de Las Vegas. O Hotel Jequitimar, em Santos, controlado pelo apresentador, está prontinho para receber um cassino.

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 O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, teme ter seu próprio Sergio Machado. No ano passado, poucas semanas antes da prisão de dirigentes da CBF e da Fifa, Del Nero teve uma série de conversas com o empresário J. Hawilla, delator-mor do Fifagate. Provavelmente o que falaram é de conhecimento apenas dos dois e do FBI inteiro.

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25.07.16
ED. 5418

Zelotes 2?

 Carlos Alberto Barreto, presidente do Carf, está profundamente abatido desde a prisão do conselheiro João Carlos Figueiredo Neto, acusado de extorsão ao Itaú. Barreto já confidenciou a dois integrantes do Conselho a disposição de deixar o cargo. Uma Zelotes só já basta.

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25.07.16
ED. 5418

Pela raiz

 Como se não bastasse a derrocada de Eduardo Cunha, a prisão de Ricardo Andrade Magro tem se revelado um duro golpe para as campanhas do PMDB e do PT a prefeituras do interior do Rio. Magro tinha um papel fundamental no project finance dos dois partidos.

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25.07.16
ED. 5418

Pé na estrada

 A construtora espanhola Sacyr é tratada no governo como nome certo para as privatizações de rodovias federais.

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25.07.16
ED. 5418

Atropelamento

A  Mercedes-Benz não sabe o que fazer com os mais de dois mil funcionários excedentes na fábrica de caminhões de São Bernardo do Campo. Ou melhor: sabe muito bem o que fazer…

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• Mais um pouco e a Procter & Gamble terá de comprar o Boticário se quiser superar o concorrente no segmento de produtos de beleza. Mesmo com investimentos de R$ 120 milhões nesse ano, o dobro do Boticário, a companhia não está conseguindo superar a sina. Há seis anos, perdeu a terceira posição no ranking e nunca mais se recuperou. Tem 10% de mercado, contra 11% do Boticário. A líder do ranking, a Unilever, soma 12%. Nesse setor, 1% faz uma milionária diferença.

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