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Planos
15.07.16
ED. 5412

Chaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva

 Chaim Zaher não vai deixar barato para a Kroton a perda da Estácio. O empresário abriu os seus planos em conversa com o RR e, já na partida, deixou claro que a nova dona da universidade carioca deverá ganhar um concorrente de peso. “Não vou me aposentar. Estou pronto para a luta”, dispara. Chaim pretende juntar em uma mesma sala de aula a Unip, de João Carlos Di Genio; a Anima, liderada por Daniel Faccini Castanho; a Uniasselvi, dos fundos Carlyle e Vinci Partners; e a Ser Educacional, de Janguiê Diniz. Sua entrada no time se dará por intermédio de um fundo de investimentos em educação que ele pretende montar. Da salada sairia um grupo com 9% de mercado no ensino superior – maior do que a Estácio antes da fusão. Como um bom libanês, ex-mascate, Chaim é cauteloso nas assertivas até para não atiçar a gula dos concorrentes. “Temos um bom relacionamento com esses grupos e sabemos que a Kroton precisará de um tempo até conseguir aprovar a fusão no Cade e deglutir de vez a Estácio”, avalia o empresário de olho no gap de tempo que lhe é favorável. “Conversei com eles para comprarmos juntos a Está- cio. Não deu, mas estamos negociando intensamente sobre o que fazer”. Segundo Chaim, o que os une é um “atestado de sobrevivência”. Vai ser cada vez mais difícil concorrer com esse polvo gigante chamado Kroton-Estácio.  Ele aposta todas as suas fichas que o Cade vai aprovar a fusão da Kroton com a Estácio, estabelecendo apenas pequenas restrições. A gigante terá 23,5% de market share por número de matrículas, o que é relevante para um setor em que o segundo colocado soma 6,6%. A avaliação do empresário não esconde o sorriso no canto da boca. Afinal, se o Cade aprovar essa fusão, o caminho estará livre para que outro grupo semelhante seja formado. Com uma grande diferença. EnquanChaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva to a Kroton segue uma estratégia de expansão com base em um modelo supermercadista, amontoando grupos em uma prateleira, Chaim pretende formar uma corporation controlada por lideranças do setor, com um projeto educacional de longo prazo  Apesar do indisfarçável abatimento, após 30 dias de batalha inclemente contra uma miríade de investidores de mercado instalados nos dois lados, tanto da Estácio quanto da Kroton, Chaim se diz fortalecido por aprender a lição. “Essa cara de cansado não dura dois dias”, diz. Ele descarta ser minoritário de fundos de private equity. “A lógica e o tempo de maturação dos projetos para eles são diferentes dos que são equacionados pelos empresários educadores.” E argumenta: “Comecei a montar um plano de crescimento para a Estácio, que levou dois anos, mas nunca consegui dar ideias e sugestões como educador para a companhia porque os gestores não deixavam”.  Chaim afirma que, quando vendeu a UniSEB para a Estácio, prometeram a ele a presidência do conselho, o que nunca foi cumprido. Para evitar uma guerra de foice, resolveu compor com Eduardo Alcalay, então chairman, para juntos formarem uma chapa única para o conselho da Estácio, em abril deste ano. “Meu objetivo era compor um conselho mais próximo de mim e fazer em seguida uma Oferta Pública de Ações”. No meio do caminho, surgiu a oferta hostil da Kroton, que derrubou tudo. Diante da falta de apoio dos fundos e da desistência da tropa de choque, formada por Ser Educacional, Uniasselvi e Anima, Chaim jogou a toalha. O esforço não foi em vão. Ele deverá sair da Está- cio com quase R$ 1 bilhão no bolso e uma disposição redobrada de formar um novo grande grupo educacional que, pelo menos, dê um freio nas pretensões monopolistas da Kroton. “Respeito o Rodrigo Galindo (presidente da Kroton), mas seremos adversários”, assegura.

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15.07.16
ED. 5412

Jogo de cena

 Apesar de dizer que “analisa tecnicamente a oportunidade”, a diretoria da Previ já articula a venda de sua participação de 30% na CPFL. O nº 1 da fundação, Gueitiro Genso, tratou do assunto na semana passada com o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli. A fonte do RR é muito próxima do segundo. • Procuradas pelo Relatório Reservado, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ.

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15.07.16
ED. 5412

Troca-troca

 Ainda que a Lei de Responsabilidade das Estatais não tenha caráter retroativo, o presidente Michel Temer pretende mudar os conselheiros das companhias do governo federal que sejam dirigentes de partidos ou parlamentares. O assunto deverá provocar rebeliões na base aliada do Congresso.

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15.07.16
ED. 5412

Boa-fé

 Pastores ligados a Eduardo Cunha tentaram ao longo da semana organizar um dia de vigília e orações pelo ex-presidente da Câmara. No entanto, a ideia não frutificou entre os líderes da Assembleia de Deus de Madureira, frequentada pelo ainda deputado federal. O mote “A Igreja do Cunha” não lhes interessa mais.

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15.07.16
ED. 5412

Crise sobre rodas

 A situação na fábrica de caminhões da MAN em Resende (RJ) é delicada. No mês passado, a unidade atingiu uma taxa recorde de ociosidade próxima dos 80%. A direção da montadora já discute, inclusive, a abertura de um novo PDV, ainda mais convidativo do que o realizado em março, quando pagou dez salários. • Procuradas pelo Relatório Reservado, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: MAN.

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15.07.16
ED. 5412

Voo reservado

 A alemã Fraport é considerada no governo como pule de dez para o leilão de privatização de Congonhas.

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15.07.16
ED. 5412

Energia eólica

 O Longyuan Power, um dos maiores grupos de energia da China, planeja investir em geração eólica no Brasil.

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15.07.16
ED. 5412

Saúde em dia

 A norte-americana Warburg Pincus é candidatíssima à compra de ativos na área de saúde no Brasil.

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15.07.16
ED. 5412

Brasil no cardápio

 A rede de fast food norte-americana Wendy´s prepara seu desembarque no Brasil ainda para este ano.

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 O BTG tem usado os trunfos que lhe restaram para tentar repassar à Caixa Econômica a sua parte no Banco Pan .

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