Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
07.07.16
ED. 5406

Temer precisa pagar pelo passado antes das novas concessões

 O anúncio da secretaria geral do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) de que a temporada de novos leilões de concessões está prestes a ser iniciada é considerada uma piada de salão na indústria de bens de capital. O secretário-ministro Moreira Franco até pode se esforçar para dar celeridade ao processo. Só que o buraco dos investimentos é bem mais embaixo. O governo é inadimplente em contratos de concessões desde 2012. O valor dos recursos travados já chega a R$ 40 bilhões. Em tese, a retenção de verbas não estaria projetada no déficit primário de R$ 170 bilhões estimado para este ano. Se fosse para valer, o rombo saltaria para R$ 210 bilhões, ou, na hipótese mais edulcorada, para R$ 185 bilhões, com o governo honrando os aditivos em contratos do século passado, a partir de 1994, no valor de R$ 15 bilhões. Segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), esses aditivos poderiam ser destravados no curto prazo, com os pagamentos realizados em até seis meses.  O pré-calote com as concessões não é um fato isolado no sertão da formação bruta de capital fixo. A falta de uma solução para o acordo de leniência com as empreiteiras e os pagamentos suspensos pela Petrobras – quer seja pelo simples atraso dos investimentos, quer seja pela inidoneidade dos seus fornecedores – se juntam às dívidas oficiais com as concessionárias. Aliás, bom negócio se os atrasados forem considerados dívidas e não simplesmente pagamentos cancelados por alguma motivação não prevista. Entre os múltiplos motivos da queda dos investimentos consta a Lava Jato. A operação passa a limpo o país do futuro, mas, no curto prazo, cria um psiquismo enorme entre os empreendedores do setor de infraestrutura. É o chamado risco de “quem será a próxima vítima?”.  Se quiser reverter esse cenário de 10 trimestres consecutivos de retração na formação bruta de capital fixo, o governo de Michel Temer terá de ir além das trucagens com as expectativas, valendo-se de juras e promessas refletidas nos índices de confiança. Um bom início é coçar o bolso e saldar algum dos atrasos com esses mesmos empresários que pretende chamar para a próxima rodada de concessões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

Eike empurra mais uns cascalhos do “X”

 Eike Batista vai aproveitar o interesse do fundo Mubadala em assumir o controle das suas ex-empresas OSX e MMX para vender suas ações em um valor acima da linha d’água. Ele negocia a transferência de 20% do capital da OSX e de 28% da MMX. Os árabes já têm 29% da primeira e 21% da mineradora. As novas ações não darão o controle de ambas as empresas, o que dispensará a Mubadala de fazer uma Oferta Pública de Ações (OPA). Eike joga com o interesse do fundo de ter uma influência maior no rumo das duas empresas, que enfrentam problemas financeiros. O ex-megabiliardário pagou com ações de 12 companhias do grupo EBX uma dívida de US$ 2 bilhões com o grupo árabe. A título de saudade, Eike Batista continua mantendo algumas ações das duas empresas. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: EBX e Mubadala.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A recém-aprovada Lei da Responsabilidade das Estatais já enfrenta um princípio de rebelião na base do governo federal. O senador peemedebista Dario Berger está vendo o seu plano de escolha da diretoria da Eletrosul virar poeira. Trata-se de uma reviravolta que deverá mexer, inclusive, nas eleições para prefeito de Florianópolis, onde está a sede da estatal. O candidato do PSD (do ministro Gilberto Kassab), apoiado pelo PMDB nacional, é o atual prefeito Cesar Júnior. Sem os cargos, o PMDB catarinense deverá recusar o apoio à reeleição de Júnior.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

Embrulho do Citi

 O Itaú apresentou uma oferta apenas pelos ativos do Citi no Brasil. No entanto, o banco norte-americano ainda tenta empurrar para os Setúbal sua operação argentina, com o objetivo de amealhar um valor maior pelo pacote. Isso porque, segundo o RR apurou, proporcionalmente a proposta do Itaú pelo Citi Brasil foi superior à do Santander pelos ativos nos dois lados da fronteira. O Safra corre por fora. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Citi, Itaú e Santander.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

Vazio sobre os olhos Olímpicos

 Proeza do governo de Michel Temer: a menos de um mês da Olimpíada, o Brasil não tem ministro do Turismo nem presidente da Embratur.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

Folga indesejável

 A montadora Chery está prestes a fechar um acordo de layoff na fábrica em Jacareí (SP). Os trabalhadores deverão ficar em casa até fevereiro do ano que vem, quando, então, os chineses esperam iniciar a produção de um novo modelo. A empresa não comenta.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

Enciclopédia

 O ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, um dos protagonistas da Operação Zelotes, estaria negociando um acordo de delação premiada. O advogado já foi condenado em primeira instância a 11 anos de prisão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

Sem crise na alemã Porsche

 Não tem crise para a Porsche no Brasil. O crescimento de 2% nas vendas da marca de luxo neste ano impediu que o grupo Volkswagen ultrapassasse a histórica marca de 40% de queda na comercialização de carros no mercado brasileiro. No embalo, a Porsche vai abrir suas primeiras revendas em Florianópolis, Campinas e Recife. Já tem lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.16
ED. 5406

À deriva

 Uma das maiores operações internacionais da Schlumberger está virando água. O grupo franco-americano está limando, entre empregos diretos e indiretos, seis mil vagas no Brasil em função da queda na demanda da Petrobras. A tesoura atingiu ainda a principal base de atuação da controlada MI Swaco, em Macaé, que foi desativada. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Schlumberger.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.