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Planos
27.06.16
ED. 5398

Uma freada de arrumação nos subsídios fiscais

  Uma proposta alternativa ao plano de um corte amplo nos subsídios – conforme antecipado pelo RR na edição de 14 de junho – repousa embotada sobre a mesa do presidente interino Michel Temer. Trata-se de um paliativo: as renúncias fiscais seriam suspensas inicialmente só por dois anos, período em que o governo faria uma auditoria até para compreender a extensão do carnaval de benefícios. Somente no biênio 2017/18, se a medida for levada a ferro e fogo, haveria um impacto positivo da ordem de R$ 250 bilhões sobre o orçamento federal. O governo respiraria, iniciando antecipadamente um processo de geração de superávit primário e desinchaço da dívida pública bruta. Com o teto das despesas públicas, estaria aberto o caminho para a arrumação das contas do Estado e o início de um ciclo virtuoso da economia. Os subsídios seriam redirecionados posteriormente e com parcimônia para setores essenciais, devidamente analisados e justificados. As chamadas sinecuras fiscais são que nem carrapato: uma vez obtidas, grudam no couro dos favorecidos. E vá tirar, para ver se consegue. Exemplo: as desonerações sobre a folha de salário concedidas candidamente por Dilma Rousseff. Hoje, esse subsídio ainda soma o montante de R$ 100 bilhões por ano. Se devidamente auditado, saltaria da varredura o descumprimento dos seus principais objetivos: aumento dos investimentos e majoração/retenção do emprego. A proposta de suspensão dos subsídios é boa porque, em sua grande maioria, não envolve direitos adquiridos e constitucionais. É dinheiro dado porque é dado sem que sua finalidade e resultado tenham sido passados a limpo. O problema, para não variar, é a falta de virilidade política para tomar a decisão. O governo, ao que tudo indica, prefere colocar a conta do ajuste sobre mulheres e velhos pobres.

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27.06.16
ED. 5398

Maersk seca investimentos na cabotagem

 No momento em que o ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, fala de medidas para estimular a navegação de cabotagem, uma das maiores companhias do setor navega na direção contrária. A Maersk estaria transferindo para a Ásia mais da metade dos investimentos previstos para o Brasil. Significa dizer que cerca de R$ 250 milhões estariam singrando para longe. A empresa dinamarquesa seguirá atuando no Brasil – e nos demais países da América do Sul – com quatro navios, incluindo o já anunciado Mercosul Itajaí, encomenda que escapou dos cortes no país. Consultada, a Mercosul Line, braço de navegação da Maersk, confirmou o desembolso de R$ 200 milhões na nova embarcação, mas não se referiu a futuros investimentos. O assoreamento dos planos de expansão da Mercosul Line para o Brasil se deve fundamentalmente a mudanças na estratégia global da empresa: a prioridade de momento é ampliar a operação em outros países da Ásia que não apenas a China. Como se não bastassem as razões de ordem geoeconômica, o cenário do mercado brasileiro é desestimulante. Nos últimos dois anos, o volume de carga transportado por cabotagem cresceu, em média, apenas 1%. Para este ano, por conta da retração econômica, o declínio já é dado como certo.

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27.06.16
ED. 5398

Desestimulante verdade

 Em breve, o Walmart Brasil vai propagandear o aumento em torno de 5% da sua receita no primeiro semestre. O que provavelmente a companhia não dirá é que esse estirão veio, essencialmente, ao custo de uma redução das margens de lucro de mais de um ponto percentual, o que, para o varejo, é uma enormidade. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Walmart .

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27.06.16
ED. 5398

Um natural avanço no varejo

 Maior referência da venda direta no Brasil, a Natura avança na montagem de uma estrutura comercial física. Além da recém-anunciada instalação de “vending machines” em estações de trem e metrô, a companhia pretende acelerar a abertura de lojas próprias em shopping centers. Ainda neste ano, deverá desembarcar no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Realmente, as “Naturetes” não são mais as mesmas.

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27.06.16
ED. 5398

“Bolsa-Bolsa”

 Pedro Parente decidiu que acumulará o comando da Petrobras com a presidência do Conselho da BM&F Bovespa. Parente disse que faz questão de acompanhar o processo de aquisição da Cetip. Ele considera que a consolidação será sua grande contribuição ao mercado de capitais.  Há quem enxergue outro motivo para a disposição de Parente de fincar um pé em cada empresa: os rendimentos. Se ficasse só na Petrobras, Parente estaria pagando para trabalhar. Para se ter uma ideia, seu salário na Bunge com bonificações era mais do que o dobro pago pela estatal. Mesmo juntando o que ganha na BM&F, ainda sai no prejuízo. Em tempo: Parente recebe R$ 106 mil mensais da Petrobras.         

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27.06.16
ED. 5398

Estrela cadente

Um grupo de investidores chineses se movimenta para comprar a Brinquedos Estrela na bacia das almas. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto:Estrela.

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27.06.16
ED. 5398

Descarga elétrica

 Uma das missões da nova diretoria da Eletrobras é a extinção da Eletropar . A controlada da holding estatal é acionista de cinco empresas de energia, com participações inferiores a 1,5% de cada uma. Em 2015, teve um modesto lucro de R$ 5 mil e despesas de R$ 1,5 milhão apenas com a remuneração de diretores e conselheiros.

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27.06.16
ED. 5398

Soros again

O fundo Quantum, de George Soros, tem conversado com a CCR sobre investimentos em concessões de rodovias, ferrovias e terminais marítimos.

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