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Planos
15.06.16
ED. 5390

Acionista da Estácio ergue uma barricada contra a Kroton

 O empresário Chaim Zaher resolveu partir para o contra-ataque e tentar barrar a operação de fusão da Estácio com a Kroton . Zaher já deixou claro para os fundos Oppenheimer , Coronation, Capital e BlackRock – sócios dos dois grupos educacionais e artífices da transação – ser contrário ao acordo e que, no limite, deixará o capital da Estácio se houver a junção sem o pagamento de um prêmio sobre o valor da ação. Mas esse é, digamos, o detalhe técnico do processo. Zaher identifica no movimento uma tentativa nada sutil do quarteto de tirá-lo da condição de segundo maior acionista da universidade carioca, atrás apenas do Oppenheimer, para transformá-lo em um nanico no capital da gigante criada a partir da eventual fusão. Na nova condição, teria pouco ou nenhuma influência na gestão do grupo e passaria a ser novamente refém do estilo financista de governar dos fundos, mais preocupados com a tabuada dos números do balanço do que os resultados dentro da sala de aula.  A movimentação dos fundos ocorre pouco depois da eleição do conselho de administração, realizada há 45 dias, que deu a Zaher influência direta sobre os rumos da Estácio. O acordo selado com os fundos para a troca de conselheiros permitiu que fosse encerrado o reinado do desafeto Eduardo Alcalay como chairman – ver RR de 26 de junho. Em contrapartida, o empresário teve de engolir um batráquio com a confirmação de Rogério Melzi, ligado aos fundos, como CEO da empresa. Apesar de ter menos força no capital da Estácio se comparado ao quarteto – dono de 40% do capital, contra apenas 13% de Zaher –, o empresário carrega suas cartas na manga.  Além de poder jogar sozinho a fusão nos tribunais, a partir do questionamento dos interesses cruzados dos fundos, que estão na Estácio e na Kroton, o empresário tem grande chance de barrar a proposta da Kroton no Conselho da Estácio. Zaher detém quase metade dos assentos, fora a influência sobre outros conselheiros. Nesse caso, a proponente seria obrigada a partir para um incerto take over. O capital da Estácio é pulverizado, com 85% das ações em circulação na Bolsa. Para ter sucesso na oferta hostil, Oppenheimer, Coronation, Capital e BlackRock precisam conquistar o apoio de 10% dos minoritários. Juntando com o que têm, conseguiriam assim chegar a 51% de aprovação à fusão entre a Kroton e a Estácio.

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15.06.16
ED. 5390

Goldfajn dá de ombros à dominância da meta

 Se o presidente do BC, Ilan Goldfajn, inverter o sinal e topar uma meta ajustada da inflação, estará andando meio que de costas para os defensores do estado de dominância fiscal que assola a economia. E olha que é gente íntima, da sua turma. Reza o credo da dominância que a partir de certo ponto é o desajuste fiscal, com seu impacto sobre a perspectiva de solvência, quem rege as expectativas. Nessa fase, elevar as taxas de juros acaba tendo um efeito contrário do ponto de vista da política monetária, colocando mais lenha na fogueira da expectativa inflacionária. Recomenda a bula que, nesse cenário, a meta deve ser mantida ou reduzida e não ajustada para cima ou tendo o seu horizonte de tempo ampliado. O ajuste fiscal severo seria o condutor das expectativas. Os juros, inclusive, poderiam ter uma queda mais acentuada.  Ilan Goldfajn parece achar o contrário: afrouxar a meta a tornaria crível e, assim, o BC poderia aliviar nos juros, mesmo que o aperto fiscal não seja essa Coca-Cola toda. O que torna a medida mais discutível, a despeito das considerações macroeconômicas, é o dilema de Tostines criado a partir da sua aplicação: a meta não é crível porque o presidente do BC não é crível ou ela não é crível em qualquer hipótese e o presidente do BC é crível porque vai mudá-la? Se a meta é inatingível, o ex-presidente do BC Alexandre Tombini vai para o index prohibitorum das autoridades monetárias. Ilan e Armínio Fraga têm uma antiga parceria idílica com a proposta de ajuste da meta. Mas a Casa das Garças está dividida.

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15.06.16
ED. 5390

Liquidação

A JHSF negocia a venda dos shopping centers Ponta Negra, em Manaus, e Bela Vista, em Salvador. A decisão do grupo de José Auriemo é uma alternativa a, até agora, fracassada tentativa de atrair um sócio para a holding. Os shoppings à venda representam 40% das vendas brutas desse segmento de negócio da JHSF, que totalizam R$ 2,2 bi. Procura pelo RR, a JHSF não comentou o assunto.

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 Ontem, durante a visita de Michel Temer ao Parque Olímpico da Barra, o que chamou a atenção de muitos foi o contraste entre os Picciani. O pai, Jorge, eclipsou a presença do governador interno Francisco Dornelles e monopolizou as conversas com Temer. Já o filho, Leonardo, Ministro dos Transportes, permaneceu apagado durante todo o evento.

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15.06.16
ED. 5390

Pedrosa

 O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, escalou o secretário-executivo, Paulo Pedrosa, para encontrar nomes que preencherão as chamadas diretorias técnicas das estatais do setor elétrico. Foi a forma encontrada pelo ministro para tirar de si parte da pressão por cargos.

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15.06.16
ED. 5390

Nova política, velho apoio

 O PP vai embarcar em peso na candidatura de João Doria Jr. a prefeito de São Paulo. O próprio Paulo Maluf já avisou que faz questão de se engajar na campanha e subir no palanque. Deve ser a tal “nova política” a que Doria tanto se refere

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15.06.16
ED. 5390

Engessamento

 A Agência de Transportes Aquaviários corre sério risco de paralisar as atividades de fiscalização por falta de recursos. Os cortes no orçamento já chegam a 70%. Procurada, a Antaq garante que o cronograma de fiscalização está mantido.

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15.06.16
ED. 5390

Entreouvidos

 Fernando Collor também estaria entre os “agraciados” pela delação premiada de Leo Pinheiro, da OAS. A conferir.

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