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Planos
14.06.16
ED. 5389

Temer olha de soslaio para as sinecuras fiscais

 Está chegando a hora de tirar a limpo se Michel Temer põe o galho dentro ou mostra a que veio. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, levou à apreciação do presidente interino e dos ministros do Planalto uma proposta alternativa de ajuste fiscal, sem novos impostos ou restrições de despesas sociais. O programa de restrições das despesas não precisará ser aprovado pelo Congresso. Meirelles defende que seja feito um corte radical na cordilheira de subsídios que cerca de distorções a economia brasileira. A medida está pendurada em uma dúvida e uma certeza. A certeza é de que não há garantia que os benefícios revertam em novos investimentos ou geração de emprego. A dúvida é se o governo terá força política para suspender o usufruto crônico, incorporado na estrutura de custos e na formação de preços, com o favorecimento na fronteira entre o benefício social e a transferência de renda para grupos privilegiados. Lembrai-vos de que junho de 2013 começou com o aumento das tarifas do transporte urbano.  Recebem subsídios desde a classe média que desconta o valor da sua consulta médica no Imposto de Renda ao Movimento dos Sem Terra; desde os produtores de eletrodomésticos de Manaus à totalidade dos produtores de automóveis; desde o algodão à Embraer. Os grandes números falam com maior eloquência: chegam a R$ 108 bilhões anuais as renúncias feitas pelo governo. A concessão desses recursos inclui a desoneração fiscal sobre a folha de trabalho, subsídios no futebol, no comércio exterior, nos preços de energia, nas importações, na compra de papel jornal, nas bebidas, passagens de ônibus, entradas de cinema e teatro, agronegócio, enfim em todos os setores e segmentos socioeconômicos do país.  Esses R$ 108 bilhões levam em consideração estudos feitos pela Receita, pelo Tribunal de Contas da União, pelo BNDES e pela equipe do ex-ministro Joaquim Levy. De uma só tacada, essa economia por pouco não detonaria com o déficit primário projetado para 2016, da ordem de R$ 170 bilhões. Seria genial se não houvesse complicadores. Um subsídio representa um imposto ao contrário. Temer não precisa perguntar a Paulo Skaf o que ele acha em contribuir com renúncia dos favorecimentos fiscais e creditícios à prometida suspensão de novos tributos pelo governo. O pato vai entrar em transe. Todos os setores da sociedade teriam um queixume a fazer. Como manter um ou outro subsídio descaracterizaria o programa, demonstrando preferências e favorecimentos, todos os beneficiários – vá lá, salve-se um ou outro – seriam atingidos. Assim, cada brasileiro teria um objetivo pessoal para se queixar contra o presidente interino. As evidências são de que Temer vai botar o galho dentro.

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14.06.16
ED. 5389

Investida britânica

 Três anos após a aquisição do sistema de ensino COC, a britânica Pearson decidiu sair às compras no Brasil. O grupo já teria aberto tratativas para assumir o controle da Uninove, pertencente à família Storópoli. Trata-se da maior universidade da capital paulista, com aproximadamente 150 mil alunos. Procurada, a Pearson nega a negociação. A Uninove, por sua vez, não se pronuncia. A investida refletiria uma postura mais agressiva da Pearson no país, que passa, inclusive, pela mudança na gestão: recentemente Luciano Kliemaschewsk assumiu o comando da operação brasileira. Seu antecessor, Giovanni Giovannelli, não resistiu aos fracos resultados do grupo no país.

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14.06.16
ED. 5389

Adiós, Mercosul

 Após negociar as operações na Argentina, a Marfrig já estaria trabalhando na venda dos ativos no Uruguai – leia-se quatro unidades de abate. A desmobilização estaria vinculada ao esforço da empresa para fazer caixa e alongar sua dívida. Recentemente, a Marfrig resgatou cerca de R$ 600 milhões em bonds com vencimento para 2016 e 2017. Consultada, a companhia nega a venda das unidades no Uruguai.

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14.06.16
ED. 5389

Oxigenação

 A Hapvida, maior empresa de medicina de grupo do Nordeste, busca um só- cio. Já teria contratado o Credit Suisse para garimpar candidatos a comprar uma participação na empresa, dona de uma carteira de três milhões de clientes. Em 2015, aliás, o próprio banco trabalhou na modelagem do IPO da Hapvida, mas a operação ficou pelo caminho por conta das condições adversas do mercado. Procurada pelo RR, a Hapvida não comentou o assunto.

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14.06.16
ED. 5389

Relatividade

 Dependendo do ângulo, as negociações entre o Ultra e a Ale duraram uma eternidade ou um piscar de olhos. O assédio do grupo já levava quase três anos. Em contrapartida, a negociação definitiva surpreendeu os próprios executivos do Ultra pela celeridade: o acordo final foi selado em menos de três meses.

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14.06.16
ED. 5389

Papagaio

 O fechamento de todas as suas lojas no Brasil – a última, no JK Iguatemi , em São Paulo, foi desativada em fevereiro – não encerrou a breve biografia da Topshop no país. A grife inglesa, que fatura cerca de dois bilhões de libras por ano, ainda teria pendências para resolver, leia-se dívidas com shoppings e fornecedores. Procurada pelo RR, a Topshop não comentou o assunto.

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14.06.16
ED. 5389

Assim como lá?

Há alguma semelhança entre o gigantesco fichário do FBI e o oceânico arquivo de grampos, entrevistas e delações gravadas da Polícia Federal. Ambos nunca tiveram qualquer regulamentação para o caso de uso com outras finalidades após o encerramento dos processos. O FBI cansou de utilizar seu “arquivo morto”.

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14.06.16
ED. 5389

Perigo real

 O ex-senador Gim Argello, preso há dois meses, tem um motivo extra para contar tudo o que sabe aos procuradores de Curitiba: evitar que sua mulher, Marcia Cristina Varandas Argello, também caia no alçapão da Lava Jato. A força tarefa investiga uma série de movimentações suspeitas em contas da esposa do ex-parlamentar.

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14.06.16
ED. 5389

Pé na estrada

 Marco Aurélio Garcia, ex-assessor de política externa do Planalto, defende que Dilma Rousseff agende encontros com líderes da esquerda na Europa para manter o discurso do “golpe” em evidência.

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14.06.16
ED. 5389

Fruta chinesa

 Um pool de investidores chineses negocia com os governos do Ceará e da Bahia a implantação de um polo de fruticultura nos dois estados. É projeto na casa dos US$ 300 milhões.

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14.06.16
ED. 5389

Pianistas

 Armínio Fraga está tocando a quatro mãos o noturno da meta de inflação reajustada. Quem é o outro pianista? Quem? Quem?

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