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Planos
02.06.16
ED. 5381

Enel Brasil busca ativos para não virar uma lâmpada queimada

O novo presidente da Enel Brasil, Carlo Zorzoli, chegou à empresa como um salvador da pátria. Das duas uma: ou o executivo consegue impor seu plano de negócios e inaugurar uma temporada de aquisições ou a companhia está fadada a virar uma mera produtora de fagulhas ou algo que valha, em razão do progressivo processo de esvaziamento da operação brasileira. Zorzoli está empenhado em transformar a primeira hipótese em realidade e já saiu a campo em busca de ativos para engordar a operação da Enel no Brasil. No topo da lista está a AES Sul. A norte-americana AES já decidiu vender a distribuidora para se concentrar no Sudeste, por meio da Eletropaulo. A intenção de Zorzoli é não apenas avançar em um mercado de razoável proporção, como o gaúcho, como também transformar a AES Sul em plataforma para a compra de outras distribuidoras na região. Com a empresa gaúcha, os italianos ficariam bem posicionados, por exemplo, para participar da privatização da área de distribuição da CEEE, que tem área de concessão contígua à da AES Sul. Muito provavelmente terá como adversária a CPFL, que já tem uma distribuidora no estado, a RGE. O cardápio de oportunidades para a Enel se estende ainda a outros estados, diante do desejo manifesto do governo em privatizar as nove concessões de distribuição penduradas na Eletrobras. Zorzoli chegou ao país em circunstância hostil e acabou se transformando na grande esperança de uma subsidiária que, gradativamente, vem perdendo poder na operação da Enel na América Latina. Os italianos estão transferindo o centro de decisões do grupo na região para o Chile, mais precisamente para a controlada Enersis. Neste momento, a companhia está passando por um processo de cisão, que dará origem a duas empresas, a Enersis Chile e a Enersis América – , ambas com ações na Bolsa de Santiago. A subsidiária brasileira ficará subordinada à segunda. Zorzoli se esforça para evitar que estas mudanças reduzam ainda mais a importância relativa da Enel Brasil e inviabilize seus planos para a companhia, que, além de aquisições, incluem uma reorganização societária. O executivo pretende juntar os ativos de geração e distribuição da antiga Endesa Brasil – incluindo a Ampla e a Coelce –, com os da Enel Green Power, de energias renováveis. Esta nova estrutura transformaria a Enel em um grande grupo integrado da área de energia elétrica, algo bem diferente do atual condomínio de empresas que operam praticamente uma de costas para as outras. * Citada, a Enel não retornou o nosso contato.

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02.06.16
ED. 5381

Não tem Colarinho Branco para a PF?

Não faltará munição a Sérgio Bermudes, talvez o maior advogado de contencioso do Brasil, para cobrar reparações à União – leia-se Polícia Federal – e aos agentes secundários responsáveis pela criminalização sem provas do Bradesco, na figura de seu presidente, Luiz Carlos Trabuco. Qualquer brasileiro, sem exceção, é passível de punição nos termos da Lei  do Colarinho Branco. Não consta, portanto, que a PF esteja isenta das penalidades por divulgar informações sem prova e capazes de provocar danos graves ao sistema financeiro. A Lei do Colarinho Branco, na verdade, é ainda mais rigorosa e não permite que se prejudique a empresa isoladamente, mesmo que não haja risco de crise sistêmica. Está lá, escrito no seu Artigo 3°, que é considerado delito “divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira”. Não será difícil a PF investigar que a punição para o crime é de dois a seis anos – sem qualquer recurso – além da multa. Pode ser que o episódio do Bradesco na Zelotes tenha vindo para trazer uma saudável parcimônia na comunicação da PF.

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02.06.16
ED. 5381

Avenida Chile

Ontem, durante a posse de Maria Silva Bastos Marques na presidência do BNDES, a única presença citada por todos aqueles que discursaram foi a do Comandante Militar do Leste, o general Fernando Azevedo e Silva. A unanimidade também se aplicou às mesuras dirigidas ao ilustre convidado. *** O Itaú estaria criando um grupo de estudos para se debruçar sobre as oportunidades que deverão surgir com a gestão Maria Sílvia à frente do BNDES. São esperadas reduções ou cortes de programas de financiamentos dirigidos. Mas o Itaú que não se iluda: Maria Sílvia não fará uma razzia no banco. Ela tem uma certa afinidade histórica com a casa. *Procurado por nós, o Itaú não retornou até o momento desta publicação.

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02.06.16
ED. 5381

Carta de voo

Os irmãos Efromovich buscam um desafogo para a crise. A Avianca planeja criar uma empresa de voos charters, segmento que tem sofrido menos os efeitos da crise do que a aviação regular. * A Avianca preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

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02.06.16
ED. 5381

Aula inaugural

Um gigante da área de educação está prestes a aterrissar no Brasil. A renomada UCLA (Universidade da Califórnia) deverá entrar no país oferecendo aulas preparatórias para estudantes dispostos a ingressar em seus cursos nos Estados Unidos. Seria apenas um test drive para a montagem de uma base de ensino à distância.

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02.06.16
ED. 5381

Nova publicação

 O novo presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, carrega consigo a ideia de criar uma publicação do instituto. Ele é do ramo: foi o primeiro redator da revista Conjuntura Econômica, da FGV.

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02.06.16
ED. 5381

Não custa lembrar

Os senadores Renan Calheiros e Eunício de Oliveira, ambos do PMDB, teriam sido citados nos primeiros depoimentos de Gim Argello, já no âmbito do acordo de delação premiada. Não custa lembrar que Eunício foi responsável pela indicação do ex-senador Vital do Rego para o TCU. Este, por sua vez, já está na mira da Lava Jato há algum tempo. Segundo depoimento do empreiteiro José Antunes Sobrinho, da Engevix, o ex-senador Argello dizia recolher dinheiro das empreiteiras em nome de Vital do Rego, à época em que ele presidia a CPI da Petrobras no Senado.

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