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Planos
30.05.16
ED. 5378

Dataprev e Serpro viram uma só na lista de privatizações

 O programa de privatizações do governo Michel Temer atira em todas as direções. A nova proposta sobre a mesa prevê a fusão do Serpro e da Dataprev, a criação de uma grande estatal da área de TI e a posterior venda do controle da companhia. Segundo o RR apurou, o Ministério da Fazenda já teria iniciado os estudos para a associação das duas empresas. Não custa lembrar que ambas já estão sob o mesmo guarda-chuva: ao encampar a Previdência Social, a Pasta de Henrique Meirelles herdou também a Dataprev.  O governo parte da premissa de que a privatização só é viável neste modelo, com a fusão entre as estatais. Isoladamente, Serpro e Dataprev são vistas como operações pouco atrativas para a iniciativa privada, em razão da limitada escala e da atuação restrita a órgãos públicos. A associação e a consequente montagem de uma estrutura integrada permitiriam a captura das sinergias operacionais e tecnológicas entre as duas estatais. Um exemplo: até o momento, não há qualquer iniciativa concreta do governo para a integração dos dados do Serpro e da Dataprev nas nuvens. Além dos ganhos de escala, haveria outras iscas para os investidores. Mesmo após a privatização, a nova empresa teria a garantia de manutenção dos atuais contratos para o processamento de dados de todos os órgãos da União. Permaneceria também com a gestão e pagamento dos mais de 32 milhões de benefícios da Previdência Social, serviço que responde por mais da metade da receita da Dataprev. Outro ponto importante: a nova empresa teria também caminho aberto para oferecer serviços de TI à iniciativa privada.  A fusão entre o Serpro e a Dataprev chegou a ser aventada tanto na era Lula quanto na gestão de Dilma Rousseff, mas a ideia nunca passou de um balão de ensaio solto nos céus de Brasília. Desta vez, a associação não é um fim em si, mas um meio de viabilizar a privatização das duas estatais de TI. Esta nova companhia chegaria ao balcão com uma carteira de contratos combinada da ordem de R$ 3,2 bilhões por ano. No entanto, as duas empresas carregam desempenhos bem distintos. A Dataprev é uma estatal superavitária: em 2015, teve lucro de R$ 210 milhões. Já o Serpro vem de um ano sofrível. No último exercício, amargou um prejuízo superior a R$ 355 milhões.

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30.05.16
ED. 5378

Locomotiva da Caterpillar sai dos trilhos

 A Caterpillar está diante de uma das mais duras e dolorosas decisões em seus 60 anos no Brasil. Segundo informações filtradas junto à própria empresa, os norte-americanos planejam desativar a fábrica de locomotivas de Sete Lagoas (MG). Uma vez confirmada, a medida terá forte impacto simbólico: trata-se da única unidade de produção de locomotivas da companhia fora dos Estados Unidos e o maior investimento já feito pelo grupo no país, em torno de US$ 150 milhões. A Caterpillar vem postergando essa difícil resolução há cerca de um ano, mas a situação chegou ao limite. A pá de cal teria sido o fracasso nas negociações com a Rumo ALL e a MRS para a encomenda de 80 locomotivas.  Construída em 2012 com capacidade para produzir mil locomotivas em seus primeiros cinco anos de operação, a fábrica mineira passa longe dessa meta. Cumpridos os contratos ainda em carteira, deverá totalizar a entrega de pouco mais de 250 unidades até 2017. Até o momento, os norte-americanos não conseguiram recuperar nem metade do valor investido no empreendimento. Uma solução aventada para reduzir o prejuízo é transformar a fábrica em centro de reparos e manutenção de locomotivas, tanto das produzidas localmente quanto dos equipamentos importados pela Caterpillar. Procurada pelo RR, a Caterpillar não comentou o assunto.

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30.05.16
ED. 5378

BlackRock à compra

 A BlackRock estaria negociando a compra de 30% da Vision, companhia de investimentos em imóveis urbanos e propriedades rurais criada pelo ex-executivos do BofA Amaury Junior e Fabio Greco. A gestora norte-americana teria planos de aportar até R$ 500 milhões no negócio, com foco na compra de terras improdutivas, que seriam usadas na produção de grãos e frutas. Procurada, a Vision disse “não ter conhecimento do assunto”. Procurada pelo RR, a BlackRock não comentou o assunto.

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 A alardeada blindagem dos bancos públicos contra indicações políticas é cheia de porosidades. Depois de o PP emplacar Gilberto Occhi na presidência da Caixa – a contragosto do ministro Henrique Meirelles –, agora é José Sarney que pressiona o governo pela permanência de Fabio Lenza no banco. Lenza ocupa a vice-presidência de Mercados Emergentes desde 2007.

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30.05.16
ED. 5378

Vira-casaca

 Paulinho da Força não renega sua natureza de camaleão. O deputado federal, que trabalhou dia e noite para derrubar Dilma Rousseff, tem feito duras críticas a Michel Temer. Além disso, ao contrário do que se comprometera a fazer, já trabalha para distanciar a Força Sindical do novo governo.

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30.05.16
ED. 5378

Baixa temporada

 A espanhola Iberostar estuda vender um de seus dois hotéis no Brasil, ambos localizados na Bahia. Deverá também suspender a operação do Grand Amazon, barco hotel que faz cruzeiros na Região Amazônica. A taxa de ocupação da Iberostar no país caiu 50% nos últimos 12 meses. Procurada pelo RR, a Iberostar não comentou o assunto.

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 Geddel Vieira Lima anda tenso. O ministro da Secretaria de Governo também seria um contumaz interlocutor do grampeador-mor da República, o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado.

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