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Planos
13.05.16
ED. 5368

Trilogia dos descaminhos do novo governo

 A aprovação do impeachment, com a destituição de Dilma Rousseff, não encerra o episódio da usurpação da governança brasileira. Nos 180 dias de confinamento de Dilma no Alvorada ou mesmo com a abreviação pelo Senado do mandato presidencial, não há clareza sobre a permanência de Michel Temer até o final do governo. Os cenários montados por estrategistas militares, cientistas políticos e lideranças empresariais, todos eles estabelecendo o horizonte de término em 2016, consideram, inclusive, que, depois da nomeação de Temer, venha a sua deposição. A reviravolta capaz de evitar esse desfecho dependeria de uma guinada populista do novo presidente, adotando um estelionato programático para se manter no poder. Nesse primeiro cenário, Temer abriria o saco de bondades com uma das mãos, aumentando os gastos sociais, e com a outra soltaria a inflação. O primeiro, festivo e de fruição imediata, disfarçaria o segundo, cujo efeito é diferido no tempo e sempre pode ser golpeado em um round posterior, com a velha política do stop and go. A inflação traz o ajuste fiscal em um primeiro momento. Mas é como receitar a amputação da perna para uma entorse no pé.  O perfil do governo Temer, entretanto, parece ser diferente do vira-casaca. Imagina-se que, para isso, ele não teria chamado o ultraconservador Henrique Meirelles para tocar a Fazenda e a Previdência. E lembrai-vos que ele tem de atender aos reclamos da Av. Paulista. No segundo cenário, Temer governaria no ritmo que tem sinalizado, desagradando as classes já irritadas com o golpe. A desobediência civil grassaria, manifestações de rua pipocariam aqui e acolá, cada vez mais violentas. Lula, perseguido, caminharia pelo país como candidato. O Congresso não seria o facilitador que todos esperam, pois cobraria o débito dos votos para o impeachment. O duo Ministério Público e Polícia Federal seguiria destrinchando a infindável Lava Jato, agora cada vez mais perto de Temer. E o STF ficaria “aguardando ativamente” algum processo capaz de contragolpear o presidente. Seriam, então, decretadas novas eleições.  O terceiro cenário é explosivo. Temer mostra-se obcecado com a fantasia de que é um estadista, reencarna o marechal Humberto Alencar Castello Branco e anuncia o programa de ajuste que o PSDB inventou para não ser aplicado. Dilma e Lula, vistos como mártires, estão presos e fazem pressão do cárcere. As ruas estão enlouquecidas. Lembram as jornadas de julho de 2013. Os governos estaduais acionam suas máquinas de repressão. Empresários e parlamentares pedem a intervenção do Exército, que cede contra a vontade. Temer é deposto. Um ministro do STF assume a presidência e prepara a transição para as eleições de 2018. As três variantes poderiam se multiplicar em outras infinitas. O RR não privilegia qualquer uma delas na medida em que o provável afasta-se cada vez mais de si mesmo. Mas há bastante método na análise da loucura em que se tornou a conjuntura política e psicossocial do país.

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13.05.16
ED. 5368

Temer promete açúcar e afeto aos usineiros

 O novo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, carrega debaixo do braço uma pasta repleta de reivindicações do setor sucroalcooleiro. Leva também ao presidente Michel Temer o recado de que um dos tantos erros de Dilma Rousseff foi ter ignorado um segmento que gera divisas internacionais, é intensivo em mão de obra e, acima de tudo, dá voto. A missão do governo é brecar um processo de esfarelamento que pode ser mensurado pela dramática escalada no número de recuperações judiciais no setor. Do início de 2015 para cá, 14 empresas entraram em regime de RJ, com um volume de dívidas superior a R$ 9 bilhões.  O mais novo sócio deste “clube do bagaço” é o Grupo Farias, uma das maiores sucroalcooleiras do Nordeste, com faturamento anual de R$ 1,2 bilhão. Dona de seis usinas, a companhia pernambucana protocolou nos últimos dias pedido de RJ. Seu passivo é da ordem de R$ 1 bilhão. Desse total, aproximadamente R$ 350 milhões entraram no pedido de recuperação. A preocupação com o soerguimento da atividade sucrooalcoleira é uma sinalização de que Michel Temer dará prioridade a setores da indústria com forte impacto social. Ao longo de 2015, o segmento fez mais de 35 mil demissões, a maior parte de trabalhadores do campo, notoriamente uma mão de obra de baixíssima qualificação.

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13.05.16
ED. 5368

Carona

 O grupo chinês HNA vai do céu ao asfalto. Sócio da Azul , estaria se negociando sua associação à operação brasileira do Uber. Consultado, o Uber nega a operação. A conferir.   Por falar em Uber, o aplicativo deverá ganhar um concorrente de peso. A chinesa Didi Kuaidi, com valor de mercado de US$ 25 bilhões, vai desembarcar no país para oferecer o seu sistema de caronas pagas.

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13.05.16
ED. 5368

Chão de fábrica

 Os funcionários da Mabe saíram em busca de um investidor disposto a assumir as marcas Dako e Continental e reabrir as fábricas de Hortolândia e Campinas. A fabricante de eletrodomésticos de origem mexicana entrou em recuperação judicial e não dá o menor sinal de que pretende continuar no Brasil.

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13.05.16
ED. 5368

Fim de férias

 Ligado a Michel Temer, Roberto Derziê de Santanna está cotado a reassumir uma diretoria na Caixa. Ele foi exonerado por Dilma Rousseff no início de abril.

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13.05.16
ED. 5368

Aviso prévio

O nº 1 da Eletrobras, José da Costa Neto, não deverá esperar pelo cartão vermelho. Segundo o RR apurou, entregará sua carta de demissão ao longo da próxima semana.

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13.05.16
ED. 5368

Mubadala

 O Mubadala, que herdou quase todo o espólio de Eike Batista, anda à caça de ativos no setor de real estate.

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