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Planos
09.05.16
ED. 5364

Petros é o “fundo de imprevidência” da Petrobras

 Os funcionários e aposentados da Petrobras estão em pé de guerra com a direção da Petros. Segundo o RR apurou, as entidades que reúnem os participantes do fundo de pensão – a começar pela maior de todas, a Ambep (Associação de Mantenedores-Beneficiários da Petros) – vão entrar na Justiça para suspender o plano de equacionamento do déficit atuarial elaborado pela entidade, na linha do “eu devo e vocês pagam”. Os beneficiários pretendem também exigir o afastamento do presidente da Petros, Henrique Jäger, e do diretor de investimentos, Licio da Costa Raimundo.  A diretoria da Petros já sinalizou que os aposentados e pensionistas terão de pagar a conta pelo rombo nas finanças da fundação. O caso mais dramático é do PPSP, o maior dos planos administrados pelo fundo de pensão, com 60 mil participantes. O rombo na carteira passa dos R$ 15 bilhões. O plano alinhavado pela Petros prevê o aumento gradual da taxa de contribuição paga mensalmente pelos beneficiários – o índice varia de 3% a 14,5% dos vencimentos mensais de acordo com a renda. O novo intervalo ainda não foi formalmente fixado, mas, segundo informações filtradas junto à fundação, ele subiria para algo entre 6% e 20%. Ou seja: a contribuição dos aposentados e pensionistas que recebem menos duplicaria.  Procurada pelo RR, a Petros informou que “não recebeu notificação sobre qualquer decisão judicial dessa natureza”. Informou ainda que não “pode se manifestar sobre valores finais de 2015 enquanto as demonstrações contábeis não estiverem aprovadas”. No entanto, a Petros confirma que o “déficit demandará a construção de um plano de equacionamento, que será amplamente discutido com a patrocinadora, representantes dos participantes e assistidos do PPSP e Previc”. Por sua vez, a Ambep não se pronunciou.  Os funcionários e aposentados da Petrobras estão sob a tempestade perfeita. A Lava Jato é parte importante do temporal: as dívidas da própria mantenedora com a Petros já beiram os R$ 13 bilhões, o equivalente a 60% do déficit total da fundação – estimado em mais de R$ 20 bilhões. As desastrosas – para se dizer o mínimo – decisões de investimento tomadas pela direção do fundo nos últimos anos também ajudaram a dizimar as finanças da entidade. Neste rol, entram negócios que caminham na fronteira da catástrofe e da suspeição, como a Lupatech e, sobretudo, a Sete Brasil.  Há ainda operações no mercado de capitais que, se não controversas, sugerem ao menos uma imprevidência ou má gestão dos recursos da Petros. Em fevereiro, após uma longa queda de braço com a Dasa, a fundação aceitou a oferta pública de R$ 10,50 por ação e vendeu a sua participação de 10% na rede de laboratórios. Dois anos antes a Dasa havia proposto R$ 14 pelo papel. Os aposentados da Petrobras se perguntam por que cargas d´água a direção do fundo não esperou por uma recuperação das cotações em vez de engolir um preço 25% mais baixo. A Petros confirma a venda das ações, mas alega que foi obrigada a fechar negócio, contra a sua vontade, por conta da saída da Dasa do Novo Mercado.

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09.05.16
ED. 5364

Cofco quer ressuscitar os canaviais do Rio

 A chinesa Cofco parece disposta a ressuscitar um Lázaro da indústria sucroalcooleira no Brasil. O grupo estaria negociando a compra das três usinas de açúcar e álcool da família Bezerra de Mello, leia-se Grupo Othon em Campos, no Norte do Rio de Janeiro. Trata-se de uma investida de elevado risco. As unidades são obsoletas, deficitárias e ainda carregam um elevado passivo, notadamente de ordem trabalhista. Os planos da Cofco vão além das usinas dos Bezerra de Mello. Os chineses estariam dispostos a revitalizar a indústria sucroalcooleira da região, um dos maiores polos produtores de açúcar e álcool do país nos anos 80. Além da aposta de risco, outro fato chama a atenção na investida dos asiáticos. A Cofco já tem uma experiência não muito positiva em etanol no Brasil. É sócia da Noble Agri, uma destilaria de prejuízos. Procurada pelo RR, o Othoin não comentou o assunto.

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09.05.16
ED. 5364

Saraiva x Amazon

 A guerra entre Saraiva e Amazon vai esquentar. A rede de livrarias pretende entrar na Justiça acusando o gigante do comércio eletrônico de praticar dumping no Brasil com a venda de livros a preços até 50% inferiores à média do mercado. A Saraiva ameaça também interromper a comercialização de títulos de 18 editoras que são parceiras constantes de promoções realizadas pela Amazon. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Saraiva e Amazon.

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09.05.16
ED. 5364

Lobby atômico

 A francesa Areva não perdeu tempo. Montou uma operação de lobby para cima de parlamentares próximos a Michel Temer. O objetivo é emplacar a emenda constitucional que libera a participação de capital privado na exploração, comercialização e processamento de urânio. A proposta hiberna na Comissão de Infraestrutura do Senado.

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09.05.16
ED. 5364

Santo de fora

 Se Michel Temer levar adiante a ideia de entregar a liderança no Congresso a outros partidos aliados que não o PMDB, Pauderney Avelino (DEM-AM) é visto como pule de dez para ser a voz do governo na Câmara.

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09.05.16
ED. 5364

Help

 A Klabin estuda o lançamento de títulos no exterior no esforço para alongar seu endividamento de curto prazo. A alvancagem da empresa está em níveis, digamos assim, desconfortáveis. O passivo total da fabricante de celulose equivale a seis vezes o Ebitda.

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09.05.16
ED. 5364

Nota

 Na edição da última sexta-feira, na matéria “Paulo Skaf é candidato a pato do governo Temer”, o RR trocou o nome dos presidentes. Os grupos executivos criados para conduzir os projetos setoriais não nasceram no governo Getúlio Vargas, mas na gestão Juscelino Kubitschek.

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09.05.16
ED. 5364

Trator financeiro

 A fabricante de máquinas agrícolas John Deere busca um sócio para a sua operação financeira no Brasil. Procurada pelo RR, a John Deere  não comentou o assunto.

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