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Planos
20.04.16
ED. 5352

Impeachment escancara as muitas derrotas de Katia Abreu

 Churchill costumava dizer que a política é tão perigosa quanto a guerra, com a vantagem de que, nesta última, só se morre uma vez. A partir de agora, a maior preocupação da ministra Katia Abreu é evitar que a excessiva fidelidade a Dilma Rousseff lhe custe outros óbitos políticos, seja dela própria, seja de seus herdeiros. A corrosão no relacionamento com o PMDB e com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da qual Katia é presidente licenciada, enfraquece consideravelmente os planos de seu filho, o deputado federal Irajá Abreu (PSD), de disputar a prefeitura de Palmas neste ano. Mais do que isso: ameaça a própria candidatura de Katia ao governo do Tocantins em 2018.  Katia Abreu sempre contou com uma coalizão entre o PMDB e o PSD para alavancar a candidatura de Irajá. Agora, esta aliança é tão incerta quanto a própria permanência de Katia nas fileiras peemedebistas. A ligação siderúrgica com a presidente da República lhe valeu um enorme desgaste junto à cúpula do partido, a começar por Michel Temer e Romero Jucá. Jucá não tolera Katia e a recíproca é absolutamente verdadeira. Foi o senador que enviou à direção do PMDB o pedido de expulsão da ministra da Agricultura do partido após sua decisão de permanecer no governo. Difícil imaginar que uma eventual candidatura de Katia Abreu ao governo do Tocantins decole numa outra legenda. Dos últimos cinco governadores eleitos do estado, quatro saíram do PMDB.  No caso da CNA, a situação de Katia Abreu é ainda mais delicada. Nos últimos dias, a ministra da Agricultura confidenciou a interlocutores que se sentiu traída pela entidade e pelo seu presidente em exercício, João Martins. A rigor, no entanto, se há alguém que mudou de lado foi a própria Katia. Os ruralistas estão onde sempre estiveram. Paciência se Michel Temer foi muito mais hábil em oferecer açúcar às formigas. Deu no que deu. Durante o fim de semana, segundo o RR apurou, a cúpula da CNA teria levado a Brasília cerca de 500 ônibus com agricultores e manifestantes para protestar contra o governo Dilma e engrossar o coro a favor do seu impedimento. Nos três dias que antecederam a votação na Câmara, João Martins realizou uma série de encontros na capital para galvanizar adesões ao afastamento da presidente da República. O último e mais concorrido desses eventos foi um almoço no sábado, com cerca de 80 deputados. O ápice viria no domingo à noite. Tomando-se como base a chamada Frente Parlamentar Agropecuária, que reúne produtores rurais e agregados, apenas 35 dos seus 215 integrantes votaram contra o impeachment da presidente. O índice de apoio a Dilma, de apenas 16%, ficou bem abaixo da contabilidade geral: 26%.

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20.04.16
ED. 5352

Quantas vidas restam à Tec Toy?

 A Tec Toy – que já foi considerada símbolo da “promissora” indústria brasileira de video games – está no meio de um tiroteio nas bolsas. O anúncio do fechamento de capital, na semana passada, deflagrou uma série de informações cruzadas sobre o futuro da companhia, controlada pelo empresário Stefano Arnhold. Além da atípica disparada da ação – 60% em menos de um mês –, o que chama a atenção é a dispersão das expectativas. As especulações vão desde a venda de uma participação expressiva para um fundo de private equity da área de tecnologia ao fechamento em definitivo da Tec Toy. Consultada, a companhia nega ambas as hipóteses.  O declínio da Tec Toy contribui para que a biruta do mercado gire nas mais diversas direções. O faturamento da empresa, que se sustentava na casa dos R$ 100 milhões, despencou para pífios R$ 17 milhões com a descontinuidade de algumas linhas de produto. Seu portfólio está praticamente restrito a um só modelo de console, além de tablets infantis e babás eletrônicas. Nos últimos três anos, a companhia acumulou mais de R$ 70 milhões em prejuízos.

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20.04.16
ED. 5352

Murilo Portugal

 A simples menção ao nome de Murilo Portugal para o Ministério da Fazenda no provável governo Temer não deixa de ser uma homenagem a Joaquim Levy. Os dois são almas gêmeas. Ambos comungam da mesma visão ortodoxa da teoria econômica. Foram secretários do Tesouro e trabalharam no FMI. Se a nomeação vingar, crescem as chances de Alexandre Tombini permanecer no BC. Tombini trabalhou como nº 2 de Portugal no FMI. Quem apresentou um ao outro, vejam só, foi Armínio Fraga.

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20.04.16
ED. 5352

Único remédio

A GlaxoSmithKline (GSK ) empurrou para 2017 o investimento de R$ 160 milhões na construção de um centro de distribuição de medicamentos e na modernização das fábricas de Jacarepaguá (RJ) e de Guarulhos (SP). Por ora, o que os dirigentes da empresa querem mesmo é tomar um sublingual e esperar 2016 passar. A seguinte empresa não comentou o assunto: GSK.

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20.04.16
ED. 5352

Temer I

 Michel Temer garante que, caso assuma a presidência, não será candidato à “reeleição” em 2018. Mas as duas últimas sondagens de intenção de voto encomendadas pelo PMDB trazem o nome do vice-presidente na pesquisa estimulada. Em tempo: nas duas, ele aparece com menos de 3%.

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20.04.16
ED. 5352

Temer II

O temor do PT é que o favoritismo de Ana Amélia (PP-RS) para a relatoria do processo de impeachment no Senado não passe de um balão de ensaio. Quando o gás hélio acabar, surgiria, então, o nome de Eunicio de Oliveira (PMDB-CE), um dos componentes da távola redonda de Michel Temer.

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 Michel Temer e Leonardo Picciani tiveram uma longa conversa na última segunda-feira. Conforme previa o script, Picciani, filho, fará agora sua rápida migração para o colo de Picciani, pai, e do eventual governo Temer.

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20.04.16
ED. 5352

Onde está Wally?

 Ao fim da votação do impeachment, no domingo à noite, um assunto dominava as rodas de parlamentares tucanos na Câmara: o eclipse de Aécio Neves.

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