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Planos
19.04.16
ED. 5351

Bovespa e Cetip levam monopólio às bolsas

 A fusão entre a BM&F e a Cetip, um negócio da ordem de R$ 12 bilhões, terá de enfrentar uma dura resistência no mercado de capitais. Agentes do setor – incluindo grandes corretoras de valores, traders autônomos e empresas e investidores dispostos a criar uma nova bolsa eletrônica – estão se mobilizando contra a operação. Segundo o RR apurou, a Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos) já protocolou um ofício na CVM e no BC, por conta do poder da nova empresa de tomar decisões unilaterais sobre o funcionamento do mercado. A pressão maior se dará no Cade. Juntas, BM& Bovespa e Cetip terão o monopólio no registro e negociação de ativos no mercado brasileiro de capitais. A dupla vai controlar 100% das operações, o que lhes permitirá arbitrar as taxas que quiser por serviços como custódia e liquidação de compra e venda de títulos mobiliários.  O objetivo das instituições do mercado é pressionar o Cade a só aprovar a operação mediante uma série de restrições. Neste caso, BM&F e Cetip seriam forçadas a manter alguns de seus serviços separadamente, como, por exemplo, a custódia dos contratos de compra e venda e atividade de central depositá- ria de títulos privados. O que corretoras e agentes autônomos querem evitar é o último capítulo da crônica do monopólio mais do que anunciado. A associação com a Cetip é a culminância de uma série de movimentos nesta direção, notadamente a compra da Bolsa do Rio pela de São Paulo e a posterior fusão entre a BM&F e a Bovespa. Procurada pelo Relatório Reservado, a BM&F Bovespa não comentou o assunto.

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19.04.16
ED. 5351

Lula sopra para longe a campanha do “Diretas Já”

 Diretas já ou em 2018? Esse é o dilema que está dividindo o “Estado Maior” do PT, a começar por Dilma Rousseff e Lula. Apesar do fragoroso baque político, o governo acha que ainda tem fôlego para ressurgir por outro caminho. A presidente, com o apoio do “lulista” Jaques Wagner, defende que se inicie imediatamente a campanha pela antecipação das eleições. Dilma está destroçada e já tinha ensaiado publicamente a proposta antes da votação do impeachment. Nesse caso, o pleito se realizaria em outubro, junto com as eleições municipais. Por essa visão, o ambiente altamente politizado e a expressiva posição de Lula nas pesquisas de intenção de voto favoreceriam a candidatura. Existe também a leitura de que a precipitação da campanha o blindaria contra a Lava Jato. Seria como se a prisão de Lula fosse “um golpe elevado ao quadrado”.  O ex-presidente, contudo, parece preferir o conselho de Leonel Brizola: “Mingau quente se come pelas bordas”. Lula acredita que, depois da euforia promovida pelo mercado, pela mídia e pela parcela do Congresso que cobrará de Michel Temer sua prebenda, o preço de ser o salvador da pátria vai custar caro ao atual vice-presidente. O seu cobertor ficará curto: ou deixará os empresários insatisfeitos em suas elevadas expectativas ou os trabalhadores ao relento. Agasalhar a ambos é uma missão difícil, que não se coaduna com o perfil de Temer e de seus aliados e muito menos com o seu programa de governo. Lula também acredita que o discurso do “golpe” vai render mais no longo prazo. Ele pretende retomar as viagens ao exterior, buscando criar uma consciência nessa direção, de fora para dentro do país. Toda essa coreografia, é claro, dependerá do STF ou de Sergio Moro.  Temer também pretende fazer suas surpresas. Manterá o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ainda que com nova composição, e criará um Conselho Superior da República para o qual espera contar com a participação de Fernando Henrique Cardoso. Os programas sociais de menor custo no orçamento e forte impacto inclusivo, a exemplo do Bolsa Família, Pronatec e Fies, não só serão mantidos como também reforçados. Serão a contrapartida da desindexação salarial, da reforma da Previdência e da flexibilização das relações trabalhistas. A novidade das novidades seria uma campanha de governo contra a corrupção, conclamando a todos a ficarem alertas. Com isso, a gestão Temer manteria aceso o espírito do impeachment. Seus compromissos em um futuro governo se entrelaçam desde já: fazer uma administração capaz de apagar o PT da memória e garantir que as eleições se realizem somente em 2018.

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19.04.16
ED. 5351

Fogo e fumaça

 É grande o burburinho no mercado que o Magazine Luiza está prestes a anunciar uma operação de recompra de ações e fechar seu capital. A empresa nega. Mas, a fumaça é grande: em um mês, a cotação do papel subiu 120%.

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19.04.16
ED. 5351

Agora é tarde

 “Dilma Barrichello”: este foi o cruel apelido cunhado por parlamentares do baixíssimo clero que nunca foram procurados por Dilma Rousseff em cinco anos de mandato e, nas últimas semanas, receberam telefonemas da presidente em busca de apoio contra o impeachment. Esses votaram ainda mais com o fígado.

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19.04.16
ED. 5351

Má lembrança

 No último domingo, um dos raros momentos de silêncio no Palácio do Jaburu, onde Michel Temer acompanhou a votação do impeachment ao lado de Eliseu Padilha, Romero Jucá et caterva, ficou por conta da citação no plenário ao nome do ex-ministro Wagner Rossi. Por muito tempo, Rossi foi o homem de confiança de Temer no Porto de Santos.

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19.04.16
ED. 5351

Incríveis Huck

O lar de Luciano Huck é um venture capital. A apresentadora Angélica seguiu os passos do marido, dono da gestora Joá, e está investindo em startups na área de comércio eletrônico.

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 Bernardinho está cotado para ser o vice de Carlos Roberto Osório na disputa pela Prefeitura do Rio. Ao lado de Armínio Fraga, o treinador foi um dos grandes responsáveis pela ida de Osório para o PSDB.

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19.04.16
ED. 5351

Chinese wall

A Operação Zelotes está tentando identificar exatamente em que momento do dia o advogado Carlos Pelá trocava o figurino de Tax Director do Banco Safra pelo de conselheiro do Carf, cargos que ele acumulou nos últimos anos.

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