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Planos
29.03.16
ED. 5336

“Proer das empreiteiras” quica na mesa do ministro da Fazenda

  A proposta surgiu nos idos de janeiro do ano passado. Foi levada ao então ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Bateu na trave e voltou. A criação de um “Proer das empreiteiras” ressurge agora no gabinete de Nelson Barbosa, partindo da premissa de que os acordos de leniência não são sequer um curativo para a crise de liquidez que se alastra pelas empresas. Há, sim, o risco de contaminação do sistema financeiro. Atualmente, a construção pesada já contabiliza quase 300 mil demissões, o que afeta direta ou indiretamente 5% da população. Há pagamentos suspensos de obras realizadas sem qualquer suspeita de irregularidade. A inidoneidade ou risco de inidoneidade veda o mercado financeiro para novos financiamentos ou torna os juros proibitivos. Uma solução é a venda de ativos, mas, como seus preços estão na bacia das almas, a medida se transforma em um placebo. E mais: como essas empresas caminham para a recuperação judicial, os compradores desses ativos temem que as vendas sejam consideradas fraudulentas.  Um documento produzido pelo advogado Maurício Portugal Ribeiro, que circulou em todo o setor há pouco mais de um ano, estima que as 10 maiores empresas de construção pesada do país e seus grupos econômicos tenham pelo menos R$ 130 bilhões em dívidas com o mercado bancário e de capitais. Esses números têm de ser deflacionados e acrescidos da elevação do custo da rolagem dos financiamentos. O montante é astronômico. Não é preciso muita matemática para se notar as consequências que uma quebra terá sobre o sistema bancário. Não custa lembrar que diversas dessas empresas têm compromissos internacionais, o que afeta a imagem do Brasil. Fosse o governo FHC, com sua base de apoio, “o Proer das empreiteiras” seria favas contadas.  A proposta que circula no governo é inspirada no texto de Portugal Ribeiro e prevê que os bancos públicos estruturem linhas de crédito com uma política de exigências de garantias diferenciadas, usando os ativos dos grupos. As cláusulas de vencimento antecipado e de inadimplementos cruzados seriam interpretadas com extrema parcimônia pelas instituições financeiras, particularmente pelo BNDES. Por sua vez, a estruturação e realização dos financiamentos das concessões e das PPPs seriam consideradas em regime especial, com a utilização em caráter extraordinário do project finance pleno. O “Proer das empreiteiras” tem muitos outros detalhes. Mas, nas atuais condições políticas, provavelmente será mais um chute em gol desperdiçado. Fica o registro.

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29.03.16
ED. 5336

Rosewood tem uma reserva no Hotel Glória

  Eike Batista é passado, um nome a ser esquecido no livro de hóspedes do Hotel Glória. O Mubadala, que assumiu em definitivo o controle da Rex – antigo braço de real estate da EBX –, já saiu em busca de um parceiro com o objetivo de retomar as obras do empreendimento no início do segundo semestre. Segundo o RR apurou, a candidata mais forte é a Rosewood Hotels & Resort. O grupo norte-americano e o Mubadala são sócios no Rosewood Abu Dhabi, hotel de alto luxo que, inclusive, serviria de inspiração para o próprio Glória.  Além da parceria pregressa com os árabes, outro fator atrai a Rosewood para o projeto: o grupo decidiu concentrar no Brasil todos os seus investimentos na América do Sul. O primeiro grande negócio já tem endereço certo. Os norte-americanos vão abrir um hotel na Cidade Matarazzo, complexo de prédios históricos próximos à Avenida Paulista.  O Hotel Glória mais parece um cenário de “The Walking Dead” a assombrar a paisagem do Aterro do Flamengo. As obras estão completamente paradas desde 2013. Estima-se que seja necessário algo em torno de R$ 200 milhões para a conclusão da reforma.  Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Rosewood e Mubadala.

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 Se o projeto chegará a ser disparado, são outros quinhentos, mas o governo planeja privatizar a Base de Alcântara, no Maranhão. O futuro parceiro teria 51% do capital. Para arrefecer eventuais resistências das Forças Armadas, o Ministério da Defesa permaneceria com a gestão da plataforma e teria preferência no lançamento de satélites. Procurado pelo RR, o Ministério da Defesa não comentou o assunto.

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29.03.16
ED. 5336

Ministro Extraordinário do Impeachment

 A prerrogativa de arbitrar o timing dos acordos de delação transforma Sergio Moro em uma espécie de “ministro extraordinário do impeachment”. Agora é aguardar se na véspera da votação não vem a divulgação de um novo depoimento ou de algum grampo.

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29.03.16
ED. 5336

Ida e volta

 O ministro Nelson Barbosa está acalentando a ideia de exigir contrapartida de privatizações aos governos estaduais que se beneficiarem dos refinanciamentos das dívidas.

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29.03.16
ED. 5336

Americanas

 Jorge Paulo Lemann quer transformar suas Lojas Americanas em fast food. Metade dos estabelecimentos estaria dedicada a vender o “melhor cachorro quente”. Em tempo: no passado, algumas lojas da rede varejista já funcionaram como lanchonete.

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29.03.16
ED. 5336

Download

 Com a fúria de um touro miura, os espanhóis da Telefônica estão debruçados sobre um duro programa de cortes no Portal Terra. Uma das medidas em estudo é concentrar toda a operação em São Paulo. Com isso, a base de Porto Alegre, onde tudo começou, seria extinta. Procurado, o Terra nega os cortes.

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29.03.16
ED. 5336

A volta da Molson

 Nove anos após vender a Kaiser, a Molson ensaia seu retorno ao Brasil. Por ora, os planos da cervejeira canadense cabem em um copo pequenino. Em um primeiro momento, a empresa pretende importar e distribuir suas cervejas premium.

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