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Planos
16.03.16
ED. 5328

Walter Faria prepara o trono para a filha

  Na segunda maior cervejeira do país, a palavra “sucessão” ainda é pronunciada com extrema cautela, quase aos sussurros – mesmo porque são muitas as leveduras que podem interferir na fermentação deste processo. No entanto, salta aos olhos dos executivos da companhia a rápida ascensão de Giulia Faria, filha de Walter Faria, no comando do Grupo Petrópolis. Em um espaço de tempo razoavelmente curto, a empresária de 24 anos teria ampliado seu raio de ação na gestão dos negócios, ainda que, em alguns casos, dividindo espaço com outros diretores ou com o próprio pai. Antes restrita à área de marketing, onde deu seus primeiros passos na Petrópolis há pouco mais de dois anos – hoje, todas as campanhas publicitárias passam pelo seu crivo –, Giulia estaria à frente dos planos de expansão da empresa em novos segmentos, notadamente o de cerveja premium. Walter Faria também a teria encarregado de buscar novas marcas no exterior, sobretudo nos Estados Unidos. Se o objetivo do empresário é submeter a filha a uma espécie de vestibular de gestão, deu-lhe uma prova na qual executivos bem mais experientes já fracassaram. A Petrópolis praticamente inexiste no segmento de cervejas premium, no qual a empresa acumula alguns fracassos. O mais recente foi a tentativa de uma parceria com a SABMiller para engarrafar marcas da companhia no país. No meio do caminho, a cervejaria sul-africana foi comprada pela AmBev e as negociações viraram espuma.  Gradativamente, Walter Faria também teria dividido com a herdeira a responsabilidade de capitanear a expansão territorial da Petrópolis, com foco no mercado nordestino. Ao lado do pai, Giulia Faria vem participando das negociações com prefeitos na escolha do local que abrigará a terceira fábrica da empresa na região – o Ceará é o candidato mais forte. Em dois anos, a cervejaria instalou suas duas primeiras unidades industriais no Nordeste, uma em Alagoinhas (BA) e outra em Itapissuma (PE). Aquele é um pedaço do mapa estratégico para o grupo: no ano passado, a empresa teve um crescimento na região superior a sua performance no restante do país. Em pouco mais de um ano, pulou de 9% para 15% de share, tomando mercado principalmente da Brasil Kirin.  Procurada, a Petrópolis nega que exista qualquer processo de sucessão em curso. Afirma também que Giulia segue circunscrita ao marketing. Talvez o marketing tenha engolido outras áreas da empresa, o que explicaria a constante presença da executiva em reuniões das quais não costumava participar, com distribuidores, bancos e possíveis parceiros. A escalada de Giulia Faria na gestão da Petrópolis suscita diferentes interpretações mesmo entre privilegiados espectadores do processo. Há quem diga que tudo acontece dentro do tempo natural das coisas, de acordo com os planos e o ritmo traçados por Walter Faria. Neste caso, sequer passaria pela cabeça do empresário deixar a linha de frente da gestão, mesmo porque a Petrópolis tem suas sutilezas e particularidades – caso, por exemplo, das relações comerciais com os distribuidores, um caminho cheio de atalhos e trilhas que só o patriarca sabe percorrer. Para outros, no entanto, tudo se deu de forma rápida demais. É como se Walter Faria tivesse a firme preocupação de acelerar o ciclo de maturação da herdeira, antevendo um tempo, neste momento de ciladas mil para o empresariado brasileiro, em que ele próprio possa não estar pessoalmente à frente dos negócios.

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  Acionistas da Eletrobras, entre eles o BlackRock e Victor Adler, um dos mais agressivos minoritários do mercado de capitais brasileiro, se articulam para entrar na Justiça contra a estatal. O objetivo é barrar o aporte de R$ 150 milhões de Furnas na Santo Antônio Energia que foi aprovado pela subsidiária sem ser submetido ao Conselho de Administração da holding. Procurada pelo RR, a Eletrobras não comentou o assunto.

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16.03.16
ED. 5328

Guinada

 A Audi Brasil encontrou uma estrada vicinal onde seus amortecedores não são tão maltratados pela crise da indústria automobilística. A montadora alcançou o topo do ranking de carros de luxo no país com a venda para locadoras e empresas de transporte de passageiros, segmentos que já respondem por 20% do seu faturamento.

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16.03.16
ED. 5328

Pé no freio

Jacob Barata, dono da maior frota de transporte urbano do Brasil, teria colocado à venda participações em empresas de ônibus de diversos estados. Os recursos seriam usados para abastecer o tanque da Guanabara Diesel, revendedora de ônibus e caminhões da Mercedes-Benz responsável por mais da metade do faturamento das empresas de Barata. Procurado, o grupo nega a informação.

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16.03.16
ED. 5328

Faltou o Lula

 “Celebridade”, ao que parece, é o departamento do deputado Altineu Cortes (PR-RJ), integrante da CPI do Carf. Só na última quinta-feira, ele protocolou 14 pedidos de convocação de pesos-pesados, entre eles Jorge Gerdau, o banqueiro Joseph Safra, o presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, e os ex-ministros Guido Mantega e Gilberto Carvalho.

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16.03.16
ED. 5328

Vidas secas

 O orçamento da Agência Nacional de Águas (ANA) será submetido a um novo processo de desidratação. As medidas atingirão as verbas para o trabalho de fiscalização e o número de vagas para futuros concursos. Procurada pelo RR, a ANA não comentou o assunto.

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16.03.16
ED. 5328

Collor na BR

 O delator premiado Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, teria escancarado detalhes sobre a relação entre o senador Fernando Collor de Mello e o antigo presidente da BR Distribuidora, José Lima Neto. A conferir.

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16.03.16
ED. 5328

Frente chinesa

 O Industrial & Commercial Bank of China (ICBC), um mastodonte com mais de US$ 3,5 trilhões em ativos, está se unindo a tradings chinesas para financiar um grande projeto de produção e exportação de commodities agrícolas do Brasil para a Ásia.

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16.03.16
ED. 5328

STF no poder

 “Só vejo uma saída para o Brasil: ser presidido pelo Supremo Tribunal Federal. Todo mundo que conta vai ser preso” (Apud Delcídio do Amaral).

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16.03.16
ED. 5328

PMDB o próximo

 “Renan Calheiros, Eunicio de Oliveira e Romero Jucá, ou seja, a elite do PMDB, vão ser presos. É só uma questão de tempo. Pouco tempo”. (Apud Delcídio do Amaral)

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