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Planos
04.03.16
ED. 5320

Só falta Dilma Rousseff parir o calote

  O alerta está nas redes sociais, à vista de todos. Cresce de forma exponencial o número de menções na Internet ao risco de uma moratória do Brasil. Segundo estudo de uma empresa especializada na análise do ROI (Return on investment) nas mídias digitais, ao qual o RR teve acesso, o total de referências ao assunto aumentou 38% nos últimos 15 dias de fevereiro. E bom que se diga que não se trata de paranoia pura e simples. Os principais indicadores que medem o Risco-País – CDS e EMBI+ – apontam para uma relação desconfortável, para se dizer o mínimo.  O CDS, que mede o risco de calote da dívida soberana para o período de cinco anos, está em 445 pontos – nos últimos seis meses, subiu mais de 150 pontos. Para se ter uma ideia, numa lista de 50 países permanentemente monitorados pelo Deutsche Bank, o CDS para os títulos brasileiros só é superado pelo do Egito (523 pontos), Ucrânia (1.892) e Venezuela (6.197). Entre os nossos pares no rol dos emergentes, o risco para os títulos chineses e indianos estão, respectivamente, em torno dos 135 e 180 pontos. Por sua vez, o EMBI+, índice do JP Morgan que mede o retorno de instrumentos de dívida externa de nações emergentes, vai na mesma direção. O EMBI+Br está em 502 pontos – há um ano, era de 316 pontos. Para efeito de comparação, o EMBI+ da Argentina marca neste momento 454 pontos.  O temor quanto ao risco de um calote não decorre apenas de uma fotografia de momento. Essa percepção embute uma tendência de piora acentuada das contas públicas brasileiras. As previsões para a dívida bruta, hoje em torno de 67% do PIB, são alarmantes. A Tendência Consultoria crava que em 2018 o endividamento bruto chegará a 78,3% do PIB. O Bradesco projeta 79,2%. O Itaú Unibanco vai ainda mais longe e enxerga uma dívida equivalente a 84% do PIB. Ressalte-se que as estimativas dos bancos levam em conta um cenário mais ou menos razoável das taxas de juros, não muito distante do atual patamar, uma inflação meia bomba e um resultado fiscal pouco auspicioso. Ou seja: qualquer fagulha, a dívida bruta bate em 100% do PIB.  O vaticínio das agências de rating também reflete, corrobora e alimenta a percepção negativa. A trilogia da perda do investment grade, que se completou em fevereiro com o rebaixamento da Moody´s, escancarou a falta de credibilidade dos agentes financeiros em relação à condução da política econômica e abriu caminho para previsões ainda mais pessimistas. Nesta semana, o ex-banqueiro Luiz Cesar Fernandes afirmou que o risco de calote no pagamento da dívida pública é alto, inclusive com a ameaça de contaminação do sistema financeiro e a quebra de instituições. 1, 2, 3, isola…Deus queira que suas projeções sejam tão eficientes quanto a sua gestão da própria carreira. A consultoria Empiricus, conhecida terrorista digital, publicou um estudo dizendo que o país está tecnicamente quebrado e recomendando que os brasileiros protejam seu patrimônio com aplicações no exterior.  Pessimismo gera pessimismo. Ou profecias auto realizáveis. Quanto mais se fala em moratória, mais se estimula a sua realização. Até porque o Brasil tem experiência no assunto: no ranking internacional do calote, ocupa o terceiro lugar histórico, com 10 defaults da dívida pública, atrás apenas da Espanha (14) e dos vizinhos Venezuela e Equador, empatados com 11. Se o governo não sair do estado de astenia em que se encontra vai materializar o fantasma do calote. É a última mancha que falta à coleção de Dilma Rousseff.  

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04.03.16
ED. 5320

Tira-gosto

  A decisão da Mondelez de encerrar a sociedade com a BRF para a produção do cream cheese Philadelphia é apenas o tira-gosto. A disposição dos norte-americanos é romper de vez a parceria com a empresa de Abilio Diniz, suspendendo o acordo de distribuição firmado em 2008. Para a Mondelez, a BRF pouco se esforça para aumentar a venda de suas marcas no Brasil. Segundo o RR apurou, o grupo norte-americano já procura um novo parceiro, o que é negado pela companhia.

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04.03.16
ED. 5320

Troca de piloto

 Steven Armstrong, presidente da Ford Brasil, cansou de pilotar más notícias, seguidos prejuízos e anúncios de demissão. Nos próximos meses, deverá deixar o volante e assumir um novo cargo em outra operação do grupo. A Ford declarou para o RR que, no curto prazo, não há previsão de mudança.

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04.03.16
ED. 5320

Mão dupla

  A Corporación America resolveu jogar pôquer com o governo para ver o que dá. Aceita aterrissar nos próximos leilões aeroportuários desde que a Infraero reduza sua participação de 49% no terminal de Brasília. O objetivo do grupo argentino é cavar espaço para a entrada de um novo investidor. Procurada, a empresa afirmou que vai participar dos leilões.

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04.03.16
ED. 5320

Pátria da delação

 A suposta delação-bomba de Delcídio do Amaral, desconfirmada pelo próprio ontem, está preocupando os entusiastas de que a Lava Jato vá atropelar Lula e Dilma. Mesmo que não tenha feito a delação, não será a primeira vez que Delcídio desmente o que disse, vide o caso Esteves.  Por falar no assunto, a escola de deduragem da Camargo Corrêa ainda não emplacou. Só dois funcionários aderiram ao Programa Interno de Incentivo à Colaboração, implantado pelo grupo.

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04.03.16
ED. 5320

Alibaba

 O Alibaba, gigante do comércio eletrônico chinês que já opera no Brasil, quer trazer para o país o Alipay. Trata-se do seu sistema de pagamentos eletrônicos, que soma mais de 400 milhões de usuários cadastrados na China.

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04.03.16
ED. 5320

Shopping center

 Dona de apenas 4%, a israelense Gazit negocia o aumento da sua participação no Shopping Eldorado.

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04.03.16
ED. 5320

Onipresença

 Como se já não bastasse a Lava Jato, a Operação Zelotes está triscando nos calcanhares da Engevix.

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04.03.16
ED. 5320

Fracasso

 Isolada pelos demais acionistas da Sete Brasil, a Petros estuda deixar o negócio, o que significaria lançar em balanço algumas centenas de milhões em prejuízo. Procurada pelo RR, a Petros não comentou o assunto.

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