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Planos
01.03.16
ED. 5317

Uma semente de Vladimir Putin no agronegócio brasileiro

  A China não está sozinha. Tradings russas também avançam no agronegócio brasileiro valendo-se da mesma combinação de investimentos privados e subsídios públicos – nos dois países em questão, nunca se sabe ao certo onde fica a fronteira entre um e outro. O caso mais emblemático é o da Sodrugestvo, que opera discretamente no Brasil desde o início da década sob a placa da Aliança Agrícola do Cerrado, sediada em Uberlândia (MG). O grupo, que atua principalmente em Minas Gerais e Goiás, está expandindo seus domínios no país, com a compra de terras no Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Além de ampliar a produção de grãos, notadamente soja, os russos planejam investir também na área de logística. Executivos da Sodrugestvo teriam se reunido recentemente com o secretá- rio de Portos, Helder Barbalho, manifestando a intenção de participar das próximas licitações do setor.  Grandes empresas agrícolas da Rússia começam a investir no Brasil, seja com a aquisição de terras e produção própria, seja na comercialização de grãos. Entre elas estão a Rusagro e a PhosAgro, grupo que tem um braço também na fabricação de fertilizantes. Nenhuma delas, no entanto, se encontra no estágio da Sodrugestvo, trading que opera em 12 países, a maior parte deles nas franjas da Rússia, como Polônia, Cazaquistão e Ucrânia. Desde que comprou a Aliança do Cerrado, a companhia já investiu cerca de R$ 3 bilhões no Brasil.  Tão ou mais importantes do que estes números é o personagem por detrás desta cortina de grãos. O bilionário Alexander Lutsenko tem uma trajetória que poderia ser chamada de inusitada se não estivéssemos falando da Rússia. Lutsenko fez carreira militar, com formação no Political College of Arms in Minsk. Nos anos 90, abandonou o Exército russo para criar a Sodrugestvo. Desde então, valeu-se da relação próxima com Vladimir Putin – característica comum a dez entre dez bemsucedidos empresários russos – para expandir seus negócios. Após consolidar sua posição no Leste Europeu, a Sodrugestvo decidiu atravessar o Atlântico. Hoje, o Brasil já é a maior operação da empresa fora da Europa. Em julho do ano passado, a trading iniciou o embarque de soja a partir de Sergipe para São Petersburgo. Procurada pelo RR, a Sodrugestvo não comentou o assunto.

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01.03.16
ED. 5317

Abengoa deixa o bagaço para seus credores

  A crise financeira da Abengoa avança pelos dois maiores negócios dos espanhóis no Brasil. Se, no setor elétrico, o grupo cogita vender ativos e até mesmo devolver licenças de transmissão para a Aneel , na área sucroalcooleira a situação é ainda mais grave. Com uma dívida superior a R$ 800 milhões, a Abengoa Bioenergia tem atrasado o pagamento de fornecedores e, principalmente, de agricultores. Nas últimas semanas, a empresa teria feito uma série de demissões na área administrativa. O RR fez várias tentativas de contato com a Abengoa Bioenergia, por telefone e e-mail. Em uma das ligações, um funcioná- rio que não quis se identificar informou que não havia ninguém autorizado a atender à imprensa. Disse ainda que a área de comunicação tinha sido desativada e apenas o setor de RH ainda estava em funcionamento na sede da companhia.  No início do ano, a Abengoa Bionergia anunciou um plano para a repactuação de seu passivo. A medida, no entanto, não foi suficiente para acalmar seus credores, particularmente os fornecedores de cana. Segundo o RR apurou, um grupo de agricultores está se mobilizando para pedir na Justiça o arresto de parte da produção de etanol das duas usinas da Abengoa Bioenergia – localizadas em Pirassununga e São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. No fim do ano passado, os plantadores de cana conseguiram uma liminar para tomar posse de equipamentos da companhia e bloquear recursos que seriam remetidos à matriz, na Espanha. A Abengoa Bioenergia conseguiu cassar a liminar e ganhar tempo. Ainda não se sabe exatamente para quê?

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01.03.16
ED. 5317

Duplo chapéu

 Segundo informações filtradas junto ao Makro, Roger Laughlin, presidente da rede atacadista no Brasil, estaria cotado para assumir também o comando do grupo em sua terra natal, a Venezuela. Sua missão seria conduzir a venda dos ativos no país. O Makro garante que Laughlin permanecerá apenas à frente da filial brasileira. Está feito o registro.

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01.03.16
ED. 5317

Presidência da Câmara

 A um ano da eleição para a presidência da Câmara – isso se Eduardo Cunha completar o mandato – o PMDB já trabalha para se manter no cargo. A prioridade de Michel Temer, neste momento, é debelar disputas internas e sancionar uma candidatura desde já. O nome de sua preferência seria o de Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco.

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01.03.16
ED. 5317

Um café e a conta

 Depois de perder quase todos os ativos do antigo Grupo X, Eike Batista deve ficar também seu chefe de cozinha. O chinês Sik Chung Lam, que dá nome ao restaurante do empresário na Lagoa, Zona Sul do Rio, pretende se desligar de vez do empreendimento e se dedicar exclusivamente a seus negócios em Nova York, onde voltou a morar. Consultado, o restaurante Mr. Lam nega o rompimento.

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01.03.16
ED. 5317

Remédio chinês

 A Shangai Biomabs, um dos maiores laboratórios farmacêuticos da China, quer comprar ativos no Brasil. Não custa lembrar que, no início da década, os chineses tiveram um acordo operacional com a EMS, de Carlos Sanchez.

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01.03.16
ED. 5317

Fila indiana

 A Samsung estuda romper o acordo de patrocínio com a CBF, juntando-se, assim, à BRF e à P&G . As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Samsung e CBF.

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