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Planos
12.02.16
ED. 5305

Aberdeen quer aproveitar o preço de outlet da General Shopping

  A Brookfield não é a única interessada entre as gestoras estrangeiras de fundos em tirar uma casquinha da venda de ativos a preço de banana no Brasil. A escocesa Aberdeen Asset Management, que fez recentemente uma grande compra de ações da Lojas Renner e se tornou a maior acionista da rede varejista, também se posiciona para invadir nossa praia. O fundo estaria negociando a compra de uma participação na General Shopping, uma das maiores do país no segmento de outlets, além de doze shoppings no modelo tradicional. A Aberdeen teria iniciado negociações com representantes da família Veronezi, à frente o chairman da companhia, Alessandro Poli. A proposta é adquirir parte dos 75% pertencentes à Golf Participações, empresa de participações dos Veronezi. Procurada, a Aberdeen negou a compra. Já a General Shopping preferiu o silêncio.  Não é de hoje que os controladores da General Shopping buscam um investidor para retomar a expansão da empresa. A condição sempre foi não abrir mão do controle. Mas, dessa vez, Poli não quer cometer os erros do passado, quando preferiu endividar a companhia, com o lançamento de títulos no mercado internacional em vez de fazer um aumento de capital. O preço da escolha foi alto. O endividamento em moeda forte saltou de US$ 250 milhões para US$ 400 milhões. O prejuízo acumulado nos últimos dois anos passa dos R$ 360 milhões.  A Aberdeen olha para esses números com o apetite de experiente predador. A estratégia é a de sempre: entrar com 20% ou 30% do capital e, uma vez dentro da companhia, ir se fortalecendo até se tornar majoritária, aproveitando-se da fragilidade da presa e dos preços de liquidação – em 12 meses, o valor de mercado da General Shopping caiu 67%. Os escoceses se empenharão para que não faltem os aumentos de capital favoráveis à pavimentação da sua estrada. Quem assistiu ao filme sobre a compra de ações da Renner pela Aberdeen já viu a história toda

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12.02.16
ED. 5305

Furnas é um condado nas Minas e Energia

   O recente vazamento do eventual projeto de abertura do capital de Furnas, prontamente desmentido pelo governo, mostrou o quanto é sinuosa e cheia de atalhos a estrutura hierárquica na área de Minas e Energia. O presidente da estatal, Flavio Decat, levou o assunto para a reunião com sindicalistas realizada no último dia 13 de janeiro – e de lá para a mídia – sem consultar formalmente o ministro Eduardo Braga e o seu superior imediato, o nº 1 da Eletrobras, José da Costa Neto. Segundo o RR apurou, a proposta de IPO de Furnas chegou a ser discutida no ano passado, dentro de um plano maior que previa também a oferta de ações da Eletronorte, Chesf e Eletrosul. No entanto, ela foi engavetada pelo próprio Eduardo Braga, que considerou o timing inadequado – nas reuniões, o ministro chegou a usar como exemplo as dificuldades da Petrobras para vender parte da BR. Decat não tomou ciência de Braga e desarquivou essa agenda por conta própria. Não foi o primeiro curto-circuito entre ambos. Consultada, a Eletrobras informou que “não há, neste momento, qualquer autorização governamental para a operação”.  Em condições normais de temperatura e pressão, o prazo de validade de Flavio Decat na presidência de Furnas já teria se esgotado – talvez antes mesmo deste último episódio –, devido ao seu, digamos assim, excesso de proatividade. Mas o organograma da cúpula do setor elétrico tem suas sutilezas. Decat pertence à cota pessoal de Dilma Rousseff, a quem é muito ligado desde os tempos em que ela estava no Ministério de Minas e Energia. Costuma ser recebido no Planalto com frequência superior à de muitos ministros. O próprio Eduardo Braga tem dificuldade em medir se o vazamento dos planos para um IPO de Furnas ocorreu por mero voluntarismo de Decat ou se esse balão subiu aos céus soprado pelo Planalto. Braga talvez prefira nem saber.

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12.02.16
ED. 5305

Calçados na vitrine

 Mesmo com o cenário econômico desfavorável e investidores correndo da Bolsa, a fabricante de calçados Paquetá insiste na ideia de abrir seu capital. A companhia aposta que seu crescimento das vendas em 10% no ano passado e a expansão do seu parque industrial, inclusive fora do Brasil, serão boas iscas para o IPO. Corre no mercado que o Itaú teria sido convocado para preparar a oferta. A empresa Paquetá não comentou o assunto.

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12.02.16
ED. 5305

Marcha lenta

 A decisão da Statoil de reduzir o ritmo de perfurações de poços no Campo de Peregrino, em Campos, eliminando metade das equipes de trabalho, encontrou oposição da sócia Sinochem. Os chineses, minoritários com 40% do capital, defendem que o ritmo seja mantido para aumentar os ganhos de escala. Peregrino é o oitavo maior campo produtor do país. A Statoil não comentou o assunto.

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12.02.16
ED. 5305

Saída à francesa

 Laercio Cosentino, dono da Totvs, não engoliu a saída de Rodrigo Kede da direção da companhia. O executivo renunciou ao cargo no início de janeiro para tratar da saúde. Dias depois, retornou à antiga casa, a IBM, e assumiu a presidência na América Latina. Segundo fonte próxima ao empresário, Cosentino estuda entrar com uma ação por quebra de contrato. Procurada, a Totvs nega.

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12.02.16
ED. 5305

Passe livre

 O governo está por um triz de alterar o projeto de Lei 131, desobrigando a Petrobras de participar de 30% dos consórcios dos blocos do pré- sal. Mesmo assim, o senador José Serra não descansa. Fez a cabeça do líder do PMDB, Eunício Oliveira, que passou a defender o projeto.

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12.02.16
ED. 5305

De fácil aliança

 O economista Marcos Lisboa está pronto para colaborar com o governo. Aliás, com qualquer governo. Se ganhar um alpiste, pode se tornar um bom aliado.

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 Eduardo Paes combinou com o governador Pezão e Sérgio Cabral que deflagrará a campanha de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio antes mesmo da Olimpíada.

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