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Planos
05.02.16
ED. 5303

Minas e Energia e Aneel se desentendem no leilão A-5

 O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, bem que tem tentado acertar os ponteiros com o Ministério de Minas e Energia e com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do calendário de leilões de energia em 2016, mas a tarefa tem se mostrado inglória. O leilão A-5 – com entrega da energia em 2021 – é o mais problemático. Inicialmente marcado para 29 de janeiro desse ano, foi adiado para 5 de fevereiro e novamente adiado para 31 de março. Agora o ministro Eduardo Braga estuda empurrar o certame para abril. Consultado, o Ministério informou que não há nenhum indicativo de alteração de data. A indefinição sobre o leilão deixa um buraco no planejamento do setor, pois está prevista a comercialização da energia de 1.055 empreendimentos, com capacidade instalada total de quase 50 mil MW, ou cinco Itaipus. Tem um peso ainda maior porque cerca de 70% do total são projetos de usinas eólicas.  Os seguidos adiamentos têm gerado um jogo de empurra-empurra. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, em reunião recente com o ministro Eduardo Braga, garantiu que, apesar da greve que paralisou a empresa por quase um mês, os empreendimentos estão sendo analisados. Só não deu um prazo final para acabar o processo. Romeu Rufino, por sua vez, informou ao Ministério na semana passada que está cumprindo o cronograma e já fez inclusive audiência pública para tratar do assunto. Nos bastidores, as maiores preocupações do ministro são mesmo quanto à demanda de energia das distribuidoras e ao licenciamento ambiental. Com o desaquecimento da economia, as distribuidoras pretendem comprar menos energia em leilão. Diante do quadro, a estimativa mais otimista do Ministério de Minas e Energia aponta que o leilão deverá vender 50% do estoque ofertado.  No vale tudo para que o leilão ocorra em março ou no máximo em abril, o ministro Eduardo Braga autorizou que seja comercializada a energia de usinas em construção, como Belo Monte, e de outras em operação a preços mais alinhados com o mercado. Apesar de não ser energia nova, portanto fora da estatística da expansão da oferta nos próximos dez anos, a participação dessas usinas reduz a chance de fracasso do leilão A-5. O interesse maior do ministro Eduardo Braga é destravar os outros quatro leilões programados pelo Ministério este ano, com tempo de entrega menor da energia a ser produzida.

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05.02.16
ED. 5303

Governo “carnavaliza” o déficit primário

  O anúncio da presidente Dilma Rousseff de que pretende adotar um teto para as despesas do Orçamento Federal e flexibilizar as metas fiscais vai ser debitado na conta do brutal déficit primário de 2016. Com a antecipação do modelo, que não está sequer construído, o governo mata dois coelhos com uma única cajadada: encontra uma saída diversionista e novidadeira para reduzir o impacto do assustador resultado negativo das contas públicas e coloca em ordem os seus balizadores fiscais.  Ou seja, lá em novembro e dezembro, quando os números confirmarem a tragédia, o governo federal poderá dizer que esse é um assunto ultrapassado e já está receitado o remédio para a enfermidade. Vá lá que haja oportunismo, mas ideias centrais são boas. E agora, devidamente divulgadas, permitirão ao governo despirse da ridícula fantasia de perseguidor de um superávit primário de 0,5% do PIB. Não é só o mercado, mas também aqueles de boa-fé, todos sabem que 2016 não escapa de um déficit primário entre 2% e 3% do PIB. Para 2017, já estaria reservado um saldo negativo de, pelo menos, 1% do PIB. Com a geração do fato novo, dá para aceitar a realidade com menor constrangimento.

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05.02.16
ED. 5303

Tempos bicudos

 O Itaú ficou preocupado com a reação do mercado em relação aos números do seu balanço. Roberto Setubal, com seus cabelos da cor das asas da graúna, compareceu à entrevista coletiva com os jornalistas e à reunião com os analistas, o que não é usual. O RR teve a informação de que o banco está refogando uma notícia mais animadora sobre a sua operação internacional para soltar depois das folias de Momo.

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05.02.16
ED. 5303

Debandada

 O Credit Suisse ainda não fechou a torneira de saída de executivos. Uma fonte da instituição confidenciou que o desligamento de Marcelo Kayath, das áreas de renda fixa e variável, foi só a partida. O próximo da lista deverá ser o presidente José Olympio Pereira. Consultado, o Credit nega a saída de Olympio, mas confirma a de Kayath.

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05.02.16
ED. 5303

Palanque

 De pupilo, o senador matogrossense Wellington Fagundes estaria virando desafeto de Blairo Maggi, seu colega na bancada do PR. Fagundes se movimenta para influenciar as escolhas de candidatos nas principais cidades do Mato Grosso. Maggi já enxerga nisso uma tentativa de Fagundes de se lançar ao governo do estado em 2018.

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 O deputado federal Luciano Ducci (PSB) está disposto a enfrentar de qualquer jeito o prefeito Gustavo Fruet (PDT) na disputa por Curitiba. A carta na manga de Ducci é o apoio, ainda velado, do governador Beto Richa, de quem foi vice na prefeitura até 2010.

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05.02.16
ED. 5303

Voo baixo

 A Avianca pretende reduzir em 20% as 200 decolagens diárias da companhia, incluindo a supressão de destinos no Nordeste, como Juazeiro do Norte (CE). Procurada, a Avianca informou que eventuais ajustes dependem do comportamento do mercado.

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