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Planos
27.01.16
ED. 5296

Dilma convoca Simão para o “Ministério do Compliance”

  A placa na entrada do prédio diz “Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão”. No entanto, o nome mais apropriado para o cargo que Valdir Simão assumiu é o de “ministro do Compliance”. Dilma Rousseff foi buscar seu homem de confiança na CGU para transformá-lo em uma espécie de general controller das contas públicas. Engana-se no entanto quem pensa que os afazeres de Simão ficarão restritos a pareceres sobre as contas do governo. Ele também será o ministro do “cata milho”. Explica-se: uma das missões atribuídas a Simão foi a de escarafunchar no cipoal da contabilidade pública onde é possível otimizar, reduzir e acabar com superposições de gastos.  A ideia é que os trocados obtidos com essa economia não sejam destinados ao superávit primário, mas sim a irrigar linhas de financiamento a setores específicos, notadamente os intensivos em mão de obra. Um garimpo de 0,02% a 0,03% do PIB para oxigenar a atividade produtiva não seria nada mal nas circunstâncias atuais. De uma forma oblíqua, portanto, Simão será também o ministro do “orçamento suplementar imprevisto”, responsável por algum elixir para mitigar a violenta recessão.  Cabem diversos rótulos ao novo ministro do Planejamento, à exceção curiosa de “ministro do Planejamento”. Ele é chamado de “ministro complementar” de Nelson Barbosa. Foi escolhido para evitar que o ministro da Fazenda tome bolas nas costas da contabilidade sempre arisca do governo, além, é claro, de não fazer sequer sombra ao reinado de Barbosa no comando da área econômica. Simão tem lá suas mumunhas. Ele é um dos poucos que falam baixinho no ouvido da presidente Dilma.  O ministro do Compliance promete também uma outra boa novidade para a presidente: vai montar um sistema de acompanhamento do orçamento que vá além das informações disponíveis hoje no Portal da Transparência. Em tempo de Lava Jato, a presidente quer dispor de um disclosure maior das contas públicas A ideia é alardear que nunca antes na história deste país um governo deu tamanha exposi- ção aos seus números. Afinal, contabilidade também é democracia.  Valdir Simão tem um variado repertório de serviços prestados ao governo Dilma Rousseff.Destaca-se a implantação do Gabinete Digital da Presidência da República. Tal missão fez do ministro uma espécie de auditor privativo de Dilma. Ela está na raiz da sua inusitada escolha para o posto que foi um dia do emblemático João Paulo dos Reis Velloso. Valdir Simão também deverá tratar da parte contábil dos diversos assuntos regulatórios pendentes na esfera econômica do governo. Um dos alvos é a cobrança da dívida ativa – em 2015, o governo obteve cerca de R$ 15 bilhões; neste ano, a meta é chegar aos R$ 35 bilhões. O Planalto e a própria Fazenda estão convictos de que Simão, auditor de carreira da Receita Federal, é o homem talhado para ajudar nesse garimpo fiscal.

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27.01.16
ED. 5296

Futuro da Transpetro

 A Petrobras concluiu o plano quinquenal de negócios da Transpetro em linha com o cenário de austeridade que vai pautar a empresa por muitos e muitos anos. Além da notória venda de 49% do capital da Transpetro, pretende condicionar futuros investimentos nos novos dutos que serão licitados pela ANP a participações minoritárias da subsidiária. Até o presente, a Transpetro reinou absoluta no capital das empresas. O diacho vai ser ela arrumar recursos para participar dos novos projetos.

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27.01.16
ED. 5296

Juros e mora

 A decisão da Votorantim de paralisar, a partir de fevereiro, a produção de níquel em Niquelândia (GO) e São Miguel Paulista esteve para ser anunciada duas vezes durante o ano de 2015. Mas os Ermírio de Moraes preferiram adiar a medida, na expectativa de uma recuperação do preço do metal, que não veio. Resultado: R$ 800 milhões a mais de prejuízo no balanço da Votorantim.

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27.01.16
ED. 5296

Lubrificantes

 A estatal argentina YPF vai aproveitar a situação favorável do câmbio para fortalecer sua operação de lubrificantes no Brasil, deixada de lado nos últimos anos de governo de Cristina Kirchner. O objetivo é aumentar o market share, que não passa de 2%. O projeto prevê a expansão da fábrica de Diadema (SP).

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27.01.16
ED. 5296

Microsoft

 Por conta dos seguidos prejuízos, a Microsoft cogita encerrar a produção de celulares no Brasil, comercializados com as marcas Nokia e Lumia. A Microsoft não comentou o assunto.

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27.01.16
ED. 5296

Dose extra

 A Pfizer pretende transformar sua operação brasileira em centro de exportações para a América Latina. Hoje, as vendas externas respondem apenas por 5% da receita. A meta é triplicar esse número em dois anos.

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27.01.16
ED. 5296

Vira-casaca

 David Poussier, que ficou apenas quatro meses na presidência do Makro no Brasil, teria sido sondado para assumir o comando do Assaí, a operação atacadista do Pão de Açúcar.

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 O grupo Camargo Corrêa incluiu na lista de desmobilização de ativos a Santista, fabricante de denim e presente em mais de 50 países. A negociação mais avançada seria com o grupo cearense Santana Textiles, um dos líderes de mercado e com fábricas no Brasil e Argentina. Procurada, a Santana Textiles negou a transação. A Camargo Corrêa não comentou o assunto.

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27.01.16
ED. 5296

Rota de voo

 O governo deverá lançar um balão de ensaio nos próximos dias: um novo modelo para as licitações no setor aeroportuário. A proposta passa pela realização de leilões casados: no mesmo pacote, um terminal mais rentável e um aeroporto menos cotado, fora dos principais centros. Metas de investimento mais flexíveis seriam colocadas sobre a mesa para convencer os investidores a aceitar o contrapeso.

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27.01.16
ED. 5296

Farelos

 Após fechar duas fábricas em São Paulo e demitir 200 funcionários, a M. Dias Branco procura um comprador para a marca de biscoitos Basilar. A M.Dias Branco não retornou o assunto.

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