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Planos
22.01.16
ED. 5293

O dia em que o Banco Central virou Geni

 O Banco Central só é autônomo quando joga a taxa de juros para cima ou faz o que o mercado quer. O comentário de véspera de Alexandre Tombini sobre as projeções do FMI foi tido como heresia. Ele sinalizou a manutenção das taxas, atirando uma boia salva vidas para que todos se socorressem. Talvez fosse melhor que a autoridade monetária fizesse como em muitas outras gestões e apostasse contra o mercado. Mesmo salvando a pele dos rentistas, levou pedrada. O BC foi também chamado de ginasiano e mentecapto. Ora, não é o departamento econômico do Banco Central que é incompetente porque não acompanhou as projeções do FMI. O Fundo, como se sabe, já errou previsões a dar com pau, e até pode fracassar nessas também. Mas o fato gerador de expectativas – números muito ruins e, afinal, o FMI tem lá sua importância para os formadores de preço – forçou o BC a se expor antes do Copom. Foi essa partitura de desarranjo econômico que levou a instituição a alterar os sinais anteriores dados através do seu relatório de inflação e da carta ao ministro da Fazenda.  Mau que o comunicado tenha sido um dia antes da reunião do anúncio da decisão do Copom. Mas não tinha jeito: foi nessa data que o Fundo divulgou seu relatório, e é nessa data que o comentário teria de ser feito. Noves fora o FMI, o BC considerou que elevar a taxa de juros nesse ambiente recessivo seria uma roleta russa. Com a política fiscal ainda frouxa, câmbio em alta e o componente inercial que segura a queda da inflação, a autoridade monetária corria o seguinte risco: jogar os juros em 14,75% e o PIB cair 3,8% neste ano; depois, na reunião do Copom, em março, subir para 15,25%, e o PIB cair mais de 4%. E neca da inflação descer. Ocorre que a Selic atual, mesmo mantida, ainda aprofundará a recessão. Portanto, há uma enorme probabilidade de os preços se retraírem com esses juros que estão aí, ou – por que não? – ainda menores. A banda de música do Focus sabe disso. Só fez chororô porque foi contrariada. E a pedra já tinha sido cantada pelo RR, nas edições de 5 e 12 de janeiro. Não custa lembrar que, no dia 6 de janeiro, o jornal Valor Econômico, porta voz qualificado do “mercado”, publicou em larga manchete de primeira página que o BC poderia dar um cavalo de pau nos juros, aumentando a Selic em somente 0,25 ponto percentual ou estacionando a taxa. A inflação, como diria Friedman, é, sem dúvida, um problema monetário. Mas os juros são que nem a saúva: destroem tudo. O BC agiu de forma gradualista e oportuna. Ponto para Tombini.  Obs: O RR acha o cúmulo do provincianismo uns homens adultos, de barba e terno e gravata, se referindo às decisões do BC como Hawkish ou Dovish, como se estivessem brincando de Wall Street.

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22.01.16
ED. 5293

Mais um processo na conta de Cerveró

 Demorou, mas Nestor Cerveró também entrou na linha de tiro do Dodge & Cox, um dos minoritários da Petrobras que tem adotado uma postura mais agressiva contra a empresa na Justiça dos Estados Unidos. O fundo norte-americano, que já processa a estatal, os ex-presidentes José Sergio Gabrielli e Maria das Graças Foster e cinco antigos diretores da companhia, prepara-se para entrar com uma ação contra Cerveró, responsabilizando-o especificamente pelos prejuízos decorrentes da compra de Pasadena. Ele era o diretor internacional da Petrobras quando a empresa fechou a malfadada operação. A Petrobras não comentou o assunto.

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22.01.16
ED. 5293

Poço sem fundo

 O plano de investimentos da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) para este ano começou na casa dos US$ 150 milhões. Depois, corta daqui, corta dali, caiu para aproximadamente US$ 130 milhões. Agora, o que se diz na empresa é que o desembolso em 2016 não chegará sequer aos US$ 90 milhões. A QGEP não comentou o assunto.

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22.01.16
ED. 5293

Vento contrário

 O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, está comprando uma briga com as geradoras de energia eólica. Braga defende a redução dos subsídios para o setor. A justificativa é que a dosagem do benefício passou do ponto e começa a provocar distorções no pre- ço da energia, dando às usinas eólicas vantagens artificiais sobre as termelétricas.

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22.01.16
ED. 5293

Papel moeda

 A Cenibra deverá testar em breve o humor do mercado. A fabricante de celulose estaria preparando uma emissão de certificados de recebíveis agrícolas.

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22.01.16
ED. 5293

Carro de som

 Prefeitos de cidades do interior do Rio filiados ao PMDB se mobilizam para viajar a Brasília no dia da eleição do novo líder do partido na Câmara dos Deputados, prevista para a terceira semana de fevereiro. Prometem fazer barulho em apoio a Leonardo Picciani.

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22.01.16
ED. 5293

Água filtrada

 A Sabesp cansou de tanta quantidade e pouca rentabilidade. Há diversos contratos com municípios de menor porte no interior de São Paulo que não serão renovados. São concessões que há tempos não pingam nada no caixa da companhia.

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22.01.16
ED. 5293

Cyber ataque

 Os hackers que invadiram e vazaram dados sigilosos do site do Cade, na noite da última terça-feira teriam tentado, sem sucesso, bisbilhotar também o portal do Ministério da Justiça. O Ministério da Justiça não comentou o assunto.

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22.01.16
ED. 5293

Dios mio

 Na esteira do sucesso de “Dez Mandamentos” – responsável pelo milagre da multiplicação da bilheteria –, Edir Macedo planeja produzir filmes religiosos em língua espanhola para o mercado norte-americano.

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22.01.16
ED. 5293

O santo não bate

 Quando ainda estava no Conselho do Santander Brasil, Sergio Rial já posava como presidente do banco, passando por cima do então nº 1, Jesus Zabalza. Agora, após assumir de fato e de direito a gestão executiva, Rial nem ouve o que Zabalza, novo comandante do Conselho, lhe diz.

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