Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
14.01.16
ED. 5287

Conselheiros se rebelam contra a chibata do “Novo Carf”

  O Carf não tem paz. A nova estrutura de funcionamento do órgão, criada com o objetivo de recuperar o tempo perdido e reduzir com velocidade o estoque de processos na Casa, tem gerado fortes reações internas. Apenas um mês após o reinício dos julgamentos, há uma crescente insatisfação entre os conselheiros em relação à carga de trabalho. Segundo o RR apurou, os integrantes do Carf representantes dos contribuintes já constituíram uma comissão e solicitaram formalmente uma audiência com o presidente do Conselho, Carlos Alberto Barreto, para tratar da questão. A expectativa é que o encontro ocorra na próxima semana, quando a 1º Turma do Carf estará reunida em Brasília para cumprir uma nova rodada de julgamentos. Aliás, a retomada das atividades após a pausa para as festas de fim de ano promete ser tensa. Para aumentar o descontentamento, as gratificações referentes a dezembro ainda não teriam sido pagas integralmente.  O Carf montou uma força-tarefa na tentativa de compensar os oito meses de paralisia após o estouro da Operação Zelotes. Carlos Alberto Barreto já anunciou publicamente que a meta é julgar o equivalente a R$ 250 bilhões em processos até o fim de março. Trata-se de uma missão dificílima. A cifra corresponde a praticamente metade do total de recursos parados no órgão, da ordem de R$ 560 bilhões. Ao mesmo tempo em que o estoque de processos disparou, o número de julgadores foi significativamente reduzido. Antes da Zelotes, as turmas do Carf somavam 216 integrantes. Hoje, são 130. Significa dizer que, de abril do ano passado para cá, a média de casos por conselheiro pulou de 54 para 90.  Como não poderia deixar de ser, a sobrecarga se reflete na rotina de trabalho. Mais uma vez, a história do Carf se divide em AZ e DZ. Antes da Zelotes, os conselheiros se reuniam para seis sessões ao longo de três dias – normalmente terça, quarta e quinta. Com a nova regulamentação, a direção do Carf pode exigir a presença dos julgadores em até dez sessões seguidas, ou seja, de segunda a sexta. Esta é a tendência: o calendário de julgamentos divulgado pelo órgão prevê semanas cheias até dezembro. Como se não bastasse a intensa rotina, há um agravante que acirra ainda mais o descontentamento dos conselheiros: de acordo com Decreto 8.441, a remuneração segue restrita a seis sessões. Tratase de uma bola de neve que a direção do Carf e, mais do que ela, a própria Pasta da Fazenda terão de conter. Nos grupos de WhatsApp criados pelos conselheiros, muitos já falam em renunciar ao cargo se a rotina de trabalho não for revista e os pagamentos, normalizados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.16
ED. 5287

A caveira de burro da Casa Civil

  A Polícia Federal acredita que o “Bacalhau” é o ingrediente que falta para transformar em um sarapatel as contas de campanha do ministro Jaques Wagner. Antes de mais nada, “Bacalhau” é o apelido de Armando Tripodi, figurão do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, e “muy amigo” de Wagner. Ele é que sustentou com maior ênfase junto a Nestor Cerveró que a grana de campanha do ministro era oriunda de propina da Petrobras. Cerveró, é claro, está entregando até a própria mãe. A PF pretende fritar o “Bacalhau” até ele virar bolinho. Por enquanto, é tudo suspeição e dedurismo. Mas, caso algo venha a ser confirmado, seria como se dois raios caíssem no mesmo lugar.  Hoje, depois do onipotente Lula, Jaques Wagner é o quadro mais importante do PT, e, certamente, depois de Dilma Rousseff, a figura mais relevante do atual governo. É como se fosse um José Dirceu mais jeitoso politicamente e temperado com dendê. Tem feito a diferença entre os seus pares no governo. Talvez haja uma maldição no gabinete da Casa Civil. Recomendase folha de arruda e banho de sal grosso, além de conduta ilibada, é claro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.16
ED. 5287

Rota alternativa

Além da emissão de debêntures incentivadas, a Corporación América tem uma rota alternativa para financiar a expansão do aeroporto de Brasília, de R$ 1 bilhão: a venda de parte das suas ações no consórcio Inframérica, responsável pela concessão. Procurados, os argentinos negam a operação. Ressalte-se, no entanto, que a Corporación América foi praticamente forçada a comprar a parte da encalacrada Engevix no ano passado e ficar com 100% do negócio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.16
ED. 5287

Caça aos lobos

 Edison Lobão cospe marimbondos a cada vez que ouve o nome do principal acionista do Grupo Schahin, o homônimo Salim Schahin. Ele está convencido de que a ofensiva da Lava Jato sobre seu rebento, Edison Lobão Filho, tem o dedo de Schahin, que fechou acordo de delação premiada há cerca de dois meses.  Por falar em Salim Schahin, o nome do senador Delcídio do Amaral tem sido repetidamente citado nos depoimentos do empresário.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.16
ED. 5287

Dilema fraternal

 O senador catarinense Dário Berger está com o corpo no PMDB e a alma no PSDB, que já lhe ofereceu a ficha de filiação. O que ainda o prende ao atual partido é o receio de que sua ida para a oposição custe a cabeça do irmão, Djalma Berger, nº 1 da Eletrosul.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.16
ED. 5287

Dinheiro indiano

 Tem gringo novo à caça de ativos no mercado imobiliário brasileiro: o private equity indiano Everstone Capital.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A Elektro, leia-se Iberdrola, prepara uma emissão de debêntures conversíveis em ações. A operação pode chegar aos R$ 300 milhões. Os recursos serão usados na expansão da rede elétrica em São Paulo, a exemplo dos 150 milhões de euros que a empresa obteve junto ao Banco Europeu de Investimentos . Procurada, a Elektro disse que “não confirma” a operação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.16
ED. 5287

Tinta preta

 A holandesa Akzo Nobel , um dos maiores fabricantes de tintas do mundo, amargou em 2015 seu pior ano no Brasil. A queda do lucro em relação a 2014 teria chegado aos 80%. A empresa Akzo Nobel não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.