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Planos
15.12.15
ED. 5269

Impeachment de Dilma traz o fantasma do “Volta, Lula”

 O empresariado paulista está dividido em relação ao impeachment de Dilma Rousseff. De um lado, a “banda de música” da Fiesp, regida por Paulo Skaf, faz campanha aberta em favor do impedimento. De outro, empresários “mais cabeça”, como Pedro Passos, Carlos Alberto Sicupira e Paulo Cunha, entre outros, ponderam, à boca pequena, que o afastamento da presidente da República pode resultar em novos problemas sem trazer soluções correspondentes. Nenhum dos grupos empresariais citados nutre simpatia por Dilma ou por seu governo. Mas as duas correntes têm sensibilidades distintas em relação ao impeachment. Enquanto Paulo Skaf lidera oligarcas raivosos, que apoiam o fuzilamento do mandato da presidente na expectativa de substituí-la por um representante autêntico – Michel Temer é quase um “membro de honra” do clube –, a outra turma enxerga um ambiente social tumultuado e o risco de um “sebastianismo lulista” em 2018.  Para o grupo reacionário que domina a Fiesp, o PMDB seria uma opção preferencial ao PSDB. O partido do vice-presidente Michel Temer e a entidade estão entremeados por raízes fisiológicas com o mesmo parentesco. Paulo Skaf enxerga em um mandato Temer a ponte para sua própria escalada ao Palácio do Planalto, reconstituindo uma era em que operários estavam aprisionados a sua condição social, cabendo à burguesia empresarial a condução do país. Com esse propósito obsessivo, os extremistas da Fiesp têm aberto o cofre para financiar uma campanha contra o governo de Dilma com paralelo somente no período pré-golpe de 64. Os empresários mais arejados, que se encontram, em parte, ligados ao Iedi e ao protopartido Rede, temem que o impeachment de Dilma acabe resultando em um falso combate ao mal que abateu o PT com mais do mesmo veneno. Anteveem também as ruas roucas e indignadas com a receita de política econômica do novo governo, que vai dizimar salários e empregos com sua “ponte para o futuro”. Curioso: trata-se da mesma receita que Dilma está implementando e implementará, caso escape das manobras para o seu afastamento.  Os empresários divergentes da Fiesp consideram o impeachment um presente para Lula, que retomaria o comando da oposição, despindo-se da fantasia de defensor-mor de Dilma Rousseff. Sem o contágio da gestão da presidente e podendo atirar contra tudo e contra todos, em um ambiente de recessão e queda da renda, Lula seria um adversário temível em 2018. Para esse grupo empresarial, a questão que se põe é qual o cenário menos pior: mais três anos de Dilma Rousseff ou a escalada de Lula à presidência em 2018. Progressistas ou reacionários, os empresários concordam nesse ponto: o risco de um quinto mandato do PT deve ser debelado de qualquer maneira. Até onde estão dispostos a ir contra o “Lula lá” é o que os diferencia.

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15.12.15
ED. 5269

Credit Suisse prepara o terreno para chineses

  O Credit Suisse, um dos principais credores da Imcopa, vestiu o figurino de adviser e saiu em busca de um comprador para a cooperativa agrícola. Entre os candidatos, está a chinesa Cofco, uma das maiores tradings de grãos da Ásia. A Imcopa, no entanto, é uma lavoura cercada de riscos. A companhia paranaense carrega uma dívida de R$ 1 bilhão. Além disso, está no meio de um rumoroso litígio. Seus credores tentam provar na Justiça que a cervejaria Petrópolis comprou, na calada da noite, uma participação na cooperativa e, por esta razão, é responsável por uma parcela do passivo – ver RR edição de 8 de outubro. O Credit Suisse não retornou nem comentou o assunto.

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15.12.15
ED. 5269

Mendes Júnior

 A Mendes Júnior estaria negociando um acordo de leniência com a Justiça. Três dirigentes da empreiteira já foram condenados por Sergio Moro, entre eles Sergio Cunha Mendes, sobrinho de Murilo Mendes, sentenciado a 19 anos e quatro meses de prisão. Procurada, a Mendes Junior não retornou.

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15.12.15
ED. 5269

Terra fértil

 A operação de agribusiness descolou de vez dos demais negócios da Bayer no Brasil, incluindo a tradicional área farmacêutica. A divisão de CropScience vai fechar o ano com um crescimento de 20% em relação a 2014, rompendo, pela primeira vez, a marca dos R$ 7 bilhões. Em cinco anos, a participação do agronegócio na receita do grupo saltou de 50% para 65%. A Bayer não nos retornou.

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15.12.15
ED. 5269

Malvadeza

 No Palácio do Planalto todos se divertem quando se comenta a suspeição de a equipe econômica ter vazado o nome de Henrique Meirelles para o ministério da Fazenda em uma gestão Michel Temer. Contudo, a gargalhada é geral quando se diz que o vazador foi José Serra.

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15.12.15
ED. 5269

Caça às bruxas

 Katia Abreu recebeu do Planalto a missão de exorcizar aliados de Eduardo Cunha que ainda repousam em cargos secundários do Ministério da Agricultura. As nomeações foram feitas em 2013, quando o peemedebista Antonio Andrade comandava a Pasta.

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15.12.15
ED. 5269

Fuso horário

 Nos últimos dias, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, manteve contato com construtoras que participam do Minha Casa, Minha Vida para assegurar que a terceira fase do programa começará na segunda quinzena de janeiro. Perfeito! Agora, as empresas querem saber quando receberão os atrasados pelas obras da segunda fase.

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15.12.15
ED. 5269

Deserção

 A BRF estuda a mudança da sua sede fiscal para o exterior. Mais uma que se vai, mais uma. Procurada, a BRF não comentou o assunto.

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15.12.15
ED. 5269

Carbonários

 A Murray Energy, uma das grandes produtoras de carvão dos Estados Unidos, está em busca de jazidas no Rio Grande do Sul.

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