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Planos
14.12.15
ED. 5268

BHP Billiton fixa o olhar na porta de saída

  A BHP Billiton estaria analisando sua saída do Brasil. Por enquanto, é uma tese quase cochichada por sócios e altos executivos. Ela envolve mais do que uma decisão estratégica de mercado. A explosiva proposta pode criar a imagem de uma empresa covarde, fujona das suas responsabilidades sociais. O desastre de Mariana, com o rompimento da barreira da Samarco, deixou o comando da empresa anglo-australiano inseguro não somente em relação ao montante do dano ambiental, mas, em particular, quanto às dificuldades políticas que pode enfrentar no país. Ao contrário da Vale, que é nativa, nem sequer pensa em vender sua participação na mineradora e carrega consigo um histórico de “princesa” na área corporativa, a BHP fincou raízes raquíticas nestas plagas. Não é uma decisão simples, nem se pode dizer que é a mais provável. A venda dos seus 50% de participação na Samarco se daria em um momento de dupla depreciação: custo ambiental indefinido e baixa cotação do minério de ferro. A pesar em contrário, o fato de que o real desvalorizado estimularia uma maior disputa pelo ativo. Consultada, a Samarco não retornou até o fechamento da edição.  De qualquer forma, pular fora da mineradora não seria uma decisão puramente econômico-financeira. A despeito do megaproblema ambiental, a BHP tem deslizado aos poucos para fora do Brasil. Ainda em março deste ano, através de uma cisão, repassou todos os seus negócios de alumínio no país para a South 32, empresa que assumiu as operações eclipsadas da BHP. A empresa se desfez de participações de 15% na Mineração Rio do Norte, de 36% na planta de alumínio e de 46% na fábrica de alumina, ambas da Alumar. No mercado internacional, especula-se que a South 32 já estaria buscando comprador para estes ativos. A decisão da BHP, antes de Mariana, era manter a Samarco entre as suas joias da coroa, conforme os seus diversos reports. A extração de ferro foi retirada na primeira hora da lista de mineradoras e metalúrgicas que iriam integrar o portfólio da South 32, não obstante os comunicados da empresa insistirem na disposição de reduzir a diversificação. A tragédia teria sido o divisor de água.  Não é de hoje, contudo, que a BHP está se distanciando do Brasil. As equipes da área de petróleo, que vinham numerosas e constantemente ao país, foram rareando depois da mudança na lei das concessões. Os geólogos que davam plantão no país e os técnicos itinerantes também foram bastante reduzidos. No passado, a Vale demonstrou interesse na aquisição da Samarco. Hoje, provavelmente a resposta estaria na ponta da língua. Mas são outros tempos para todos.

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14.12.15
ED. 5268

Jader Barbalho é um aliado sem porto seguro

  Como se não bastasse a perda definitiva do investment grade na relação com Michel Temer, Dilma Rousseff terminou a semana contabilizando outro downgrade na aliança com o PMDB, mais precisamente o PMDB de Jader Barbalho. O senador interpretou como um ataque direto e pessoal a decisão do governo de retirar o porto de Vila do Conde, no Pará, da relação de terminais licitados na última quinta-feira. A exclusão atingiu Jader na geografia e na genealogia. Filho do senador, o ministro de Portos, Helder Barbalho, trabalhou até o último instante para que Vila do Conde fosse incluída no leilão. Propôs, inclusive, uma ampliação do prazo de inscrição com o intuito de ganhar tempo para atrair as grandes tradings de soja que escoam a produção do Centro-Oeste pelo norte do país. Foi voto vencido. Na Hora H, o ministério do Planejamento jogou o porto de Vila do Conde para escanteio.  Os Barbalho não olham para a licitação da última quinta-feira, mas, sim, para 2016. O receio é que a decisão do governo comprometa o arrendamento de outras 21 áreas no Pará previamente incluídas no pacote de 93 terminais que deverão ser licitados ao longo do próximo ano. Será um desprestígio para o clã, que tanto tem trabalhado a favor do Planalto no Congresso. No ano que vem, o partido, ou melhor, Jader pretende lançar candidato próprio em diversas cidades portuárias do Pará, como Itaituba, Barcarena e Santarém.

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14.12.15
ED. 5268

Portas fechadas

 O BTG vai desativar boa parte de seus escritórios no exterior. Entre outras localidades, o banco tem representações na Ucrânia, Costa Rica e Quênia, uma excentricidade que, na atual circunstância, não faz o menor sentido. O BTG não retornou o nosso contato.

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14.12.15
ED. 5268

Tudo a temer

 Michel Temer vai passar o período pré-natalino expondo em vários estados e para diversos públicos o programa econômico do PMDB, “Uma ponte para o futuro”. Essa é a sua forma de demonstrar o quanto e fértil é sua relação com Dilma Rousseff.  Em tempo: não está prevista qualquer apresentação de Temer no Rio de Janeiro. O PMDB carioca não quer ponte alguma com o vice-presidente

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14.12.15
ED. 5268

Manguinhos

 Da longa lista de suspeições sobre Eduardo Cunha ninguém no Congresso questionou ainda sobre suas relações perigosas com Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos. Trata-se de uma joint venture informal para lá de badalada.

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14.12.15
ED. 5268

Bazar elétrico

 A Eletrobras está contando dinheiro no fundo da gaveta. Além da venda das distribuidoras federalizadas, vai se desfazer de suas participações na Celesc e na CEEE. Tomando-se como base o valor de mercado das duas empresas, não dá mais do que R$ 100 milhões. Uma merreca. Eletrobras não comentou o assunto.

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14.12.15
ED. 5268

Crise, crise, crise

 Com uma queda de 20% nas vendas, a Honda Motos teria reduzido o número de lançamentos para 2016. No segmento de 125 cc, não deverá sair um só modelo novo. A empresa nega os cortes.

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14.12.15
ED. 5268

Magnesita

 A Magnesita fechou sua fábrica de refratários em Chizhou, na China. Comprada em 2008, junto com outros ativos da alemã LWB, a unidade jamais deu lucro

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