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Planos
08.12.15
ED. 5264

Planalto enxerga luzes até no impeachment

 O governo não trabalha com outra hipótese senão o êxito contra o impeachment. E considera que ele representará uma dupla vitória: não só permitirá que Dilma Rousseff continue governando, como criará condições para que ela aprume seu mandato. Na visão do Planalto, trata-se de uma bala de prata com duas direções: atinge os golpistas de frente e, pelos flancos, a inércia administrativa que tem caracterizado sua gestão. Não à toa, Lula tem dito que “Dilma precisa correr e ganhar o processo, pois vencerá duas vezes: conquistando a batalha propriamente dita e ressuscitando seu mandato”. É bola ou búlica. O governo precisa colocar velocidade no processo de julgamento do impeachment, aumentar seu apoio, impor seus argumentos e apresentar voando um fato novo capaz de mudar a expectativa depressiva que tomou conta da Nação. É difícil, sem dúvida. O quarteto Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Edinho Silva e José Eduardo Cardozo foi designado para comandar as principais frentes de ação: aglutinar a base aliada, coordenar a tropa de advogados e tourear a mídia. Coube a Wagner uma missão adicional: a articulação da “volta por cima”, uma espécie de codinome para o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) versão governo Dilma.  Os ministros Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Armando Monteiro estariam debruçados sobre essa peça de convencimento nacional: um colar amplo de iniciativas e projetos capazes de injetar otimismo nas expectativas. Os mosqueteiros do Planalto têm motivado a presidente. Se há algo de que Dilma nunca lançou mão, apesar dos milhões de aconselhamentos, é a apresentação de um plano integrado de desenvolvimento. Um saco de balas, como diz um dos ministros. Até porque a palavra “desenvolvimento” se descolou do governo. A ideia é colocar o ajuste fiscal de Joaquim Levy como função meio e não fim. As medidas de correção do desarranjo das contas públicas seriam embaladas como pré-condição para uma saraivada de projetos, todos muito bem delineados. O ajuste fiscal seria aprofundado para pressionar a queda dos juros. Na linha do slogan “a fome tem pressa”, do saudoso Betinho, o gancho seria “o crescimento tem urgência”. O “PNDD” (Plano Nacional de Desenvolvimento da Dilma) seria uma mistura de JK e Geisel, com um toque do social de Lula.  O governo convocaria escritórios de advocacia e consultorias para reforçar a credibilidade e dar agilidade na construção de projetos de engenharia básica e montagem do aparato regulatório. Levy já é useiro e vezeiro nessa prática, contratando advogados de renome para aconselhamento e parecer – vide a Lei do Repatriamento. As ideias, observando-as como uma pintura impressionista, parecem boas. Mas partem de uma premissa não necessariamente verdadeira: que bons planos trazem credibilidade. Não raras vezes, é a desconfiança que aniquila com os bons planos. O processo do impeachment, por uma via oblíqua do destino, pode ser a forma de Dilma voltar a ser crível.

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08.12.15
ED. 5264

Pressão nos trilhos

  A exemplo da área de petróleo e gás, as concessionárias do setor ferroviário pressionam o governo e reivindicam a flexibilização das regras do conteúdo local. Hoje, o índice de nacionalização exigido na compra de locomotivas e vagões varia de 60% a 65%. No caso das novas concessões, chega a 75%. As operadoras ferroviárias, à frente Rumo ALL e MRS, alegam que a indústria local não tem condições de atender à demanda. Para jogar mais lenha nesta fornalha, os fabricantes chineses estão entrando no Brasil a pleno vapor, com preços abaixo da linha de cintura.

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08.12.15
ED. 5264

Mundo BTG

 O Banco Safra tem sido uma das instituições mais agressivas na captura de clientes do BTG, notadamente na área de gestão de fortunas.  Os sócios do BTG temem um novo rebaixamento da nota de crédito pela S&P ainda neste ano. Na semana passada, a agência rebaixou o rating do banco de BB para BB-, retirando o grau de investimento.  A Bravante, empresa de logística marítima da qual o BTG é acionista, estaria atrasando o pagamento de fornecedores. Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG e Bravante

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08.12.15
ED. 5264

Contravento

 O vice-presidente Michel Temer já foi informado de que 11 congressistas, a maioria do PT, vão pedir seu impeachment caso sejam encontradas as digitais do PMDB em uma eventual deposição da presidente Dilma. O motivo é o mesmo: quando substituiu Dilma Rousseff na presidência por circunstância de viagem, Temer assinou decretos autorizando pedaladas fiscais.

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08.12.15
ED. 5264

Fator Renan

 O governo ainda espera de Renan Calheiros uma declaração contrária ao impeachment. Até ontem, nada.

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08.12.15
ED. 5264

Templo é dinheiro

 Edir Macedo leva a maior fé em um novo negócio: estaria montando uma empresa especializada na construção de galpões, que poderão ser transformados em templos e alugados para igrejas evangélicas. Consultada, a Universal nega.

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08.12.15
ED. 5264

Casa de praia

 O mercado imobiliário está de mudança para o exterior. A Viver, controlada pelo fundo norte-americano Paladin, costura acordos com empresas dos Estados Unidos para vender imóveis a brasileiros residentes no país. Segue os passos da MRV, que já montou um posto avançado na Flórida. Procuradas pelo RR, as seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Viver

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 A Marubeni do Brasil corre o risco de perder um de seus maiores negócios: a primazia na venda de soja para a Shandong Sunrise Group, responsável por 10% de toda a importação do cereal na China. Quem deve assumir a privilegiada posição é a ADM. A Marubeni diz “desconhecer a informação”. Procuradas pelo RR, a seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: ADM

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08.12.15
ED. 5264

De grão em grão

 Para a sorte da Nação, há o agronegócio. O terminal de grãos do Maranhão, operado por um pool de tradings, deverá movimentar neste ano 3,5 milhões de toneladas, o dobro da estimativa inicial.

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