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Planos
20.11.15
ED. 5252

Ajuste fiscal torpedeia submarino nuclear da Marinha

  O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Ferreira, tem se reunido regularmente com o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, com o objetivo de discutir medidas capazes de destravar a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro. Jaques Wagner, que até o mês passado comandava a Pasta da Defesa, acompanha de perto todas as gestões em torno do assunto. As Forças Armadas têm se mostrado flexíveis na busca de soluções para o financiamento do enriquecimento de yellow cake com gás – única das etapas de todo o processo de beneficiamento do urânio que o Brasil não domina. A ponto, inclusive, de renegar antigas convicções. Não há da parte da Marinha objeções à mudança na legislação de forma a permitir a participação minoritária de investidores privados em toda a cadeia de beneficiamento do urânio. A questão é que faltam dotações orçamentárias, a situação piorou bastante e o ministro Joaquim Levy não faz deferência entre setores estratégicos ou não.  Além do já anunciado corte de 41% no orçamento do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) para este ano, que tem gerado uma série de atrasos nas obras, há outro problema. Não existe qualquer definição de onde sairão os investimentos necessários para o enriquecimento do yellow cake com gás no país, uma etapa fundamental do projeto. Os recursos escassearam desde que o governo decidiu suspender a construção das quatro novas usinas nucleares que seriam incluídas no Plano Decenal de Expansão de Energia 2024. Os investimentos previstos para o enriquecimento de yellow cake – com tecnologia da Marinha desenvolvida no Centro Experimental Aramar, na região de Sorocaba (SP) – estavam atrelados à implantação das novas geradoras atômicas. Hoje, esta etapa é feita na França e no Canadá, o que encarece consideravelmente os custos do combustível nuclear. Para a Marinha, a vinculação de um projeto ao outro é um erro estratégico que não se justifica. Do ponto de vista das Forças Armadas, o yellow cake não é apenas um combustível para a gera- ção de energia, mas uma questão de segurança nacional. Portanto, o ritmo do Prosub não deveria ficar amarrado à política do governo para o setor elétrico. Isso para não falar, logicamente, do descontentamento já causado pelo ajuste fiscal: não consta que o altocomando da Marinha tenha estudado economia na Universidade de Chicago.

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20.11.15
ED. 5252

O Silvério dos Reis da construção pesada

 As entrevistas casadas do presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa, Vítor Hallack, à Folha de S. Paulo e ao Valor Econômico racharam de vez o top five da construção pesada. Hallack foi às páginas para louvar suas delações e acordos e dizer que “passa a ter posição privilegiada e a sociedade já percebeu isso”.  Hallack vem sendo chamado de “traidor”, “sujo” e “Calabar”, somente para citar alguns epítetos, porque as demais empreiteiras descobriram que a Camargo Corrêa está trabalhando essas informações na mídia no exterior. A ideia é fechar os mercados no estrangeiro para as demais empresas brasileiras, propalando que todas se encontram sem capital reputacional para disputar as concorrências públicas. Se houver nova delação premiada, é bom que a Camargo Corrêa se cuide.

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20.11.15
ED. 5252

Questão Shakespeariana

 Dominância fiscal ou cambial? Eis a questão. Curioso um país com divisas tão numerosas não levá-las em consideração quando o assunto é o crescimento da dívida pública bruta. Pois ficamos assim: as simulações do BC apontam que as reservas cambiais podem crescer US$ 6 bilhões em 2015, o que as levaria ao patamar de US$ 376 bilhões, próximo ao maior nível alcançado, US$ 378 bilhões, em 2012. As mesmas projeções indicam que o lastro em moeda forte pode chegar pertinho dos US$ 400 bilhões em 2016. Ao câmbio presente, R$ 1,536 trilhão. Nada mau!

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20.11.15
ED. 5252

Purga coletiva

 A Schahin vai soltar o verbo em coro. Depois do empresário Salim Schahin, seu sobrinho Fernando Schahin, citado nos depoimentos do ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa, será o próximo a fechar sua delação premiada. Além disso, a própria Schahin deverá sacramentar um acordo de leniência com a CGU até o fim do mês.

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20.11.15
ED. 5252

Fio desencapado

  Às vésperas do conturbado leilão das hidrelétricas, os nervos estão à flor da pele no Ministério de Minas e Energia. Na última segunda-feira, os atritos entre o secretário executivo, Luiz Eduardo Barata, e o ministro Eduardo Braga bateram nos píncaros. A ponto de Barata ameaçar pedir demissão.   Por falar em leilão, até ontem à noite a Cemig ainda não havia encontrado um parceiro para disputar a licitação. Com isso, uma emissão de debêntures é dada como inevitável, mesmo com a garantia de financiamento do pool de bancos.

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 Ricardo K sempre encontra um cavalo para montar. O puro-sangue da vez é o Cerberus Capital Management , que administra US$ 25 bilhões em ativos. Com a RK Partners a reboque, o fundo norte-americano busca ativos no varejo brasileiro. Entre outros negócios, o Cerberus é acionista da rede de supermercados Albertsons , nos Estados Unidos.

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20.11.15
ED. 5252

Menos compostura

 Até a Prada desceu do salto. A grife planeja abrir uma exceção mundial e instalar uma loja no conceito outlet em São Paulo para desencalhar os produtos que não vêm tendo saída em seus oito pontos de venda convencionais no país.

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